Crítica - Men In Black III (2012)

Realizado por Barry Sonnenfeld
Com Alice Eve, Josh Brolin, Tommy Lee Jones, Will Smith

O primeiro filme dos Homens de Negro foi um estrondoso sucesso a nível mundial, não tanto pelo seu enredo ou pelas suas coloridas cenas de ação, mas pela hilariante dinâmica entre os seus protagonistas: J (Will Smith) e K (Tommy Lee Jones). Quinze anos após esse filme de estreia e dez anos após uma sequela muito mal conseguida, chega-nos este “Men in Black III”, uma produção em três dimensões que nos conta, em moldes diferentes, a mesma história de “Men In Black” (1997) e “Men In Black II” (2002), ou seja, apesar de ser melhor que o seu antecessor e de nos apresentar uma série de divertidas interações entre J e K (Versão Jovem - Josh Brolin), “Men In Black III” acaba por não acrescentar nada de novo à saga. Em “Men In Black III”, J (Will Smith) terá que viajar para trás no tempo para salvar a vida de K (Tommy Lee Jones) e impedir que o destino do planeta seja drasticamente alterado. J vai descobrir que existem segredos no Universo, acerca dos quais K nunca lhe falou, segredos esses que irão revelar-se quando ele fizer equipa com um K (Josh Brolin) muito mais novo para salvar o seu parceiro, a agência e o futuro da humanidade.


O filme está longe de ser perfeito ou de ser uma grande produção de ação/ ficção-científica, mas também seria irrealista pensar que “Men In Black III” iria conseguir superar a qualidade da primeira entrega deste franchise, até porque a fórmula “Men in Black” já está muito gasta e não deverá suportar muitas mais sequelas. Os guionistas desta terceira obra até tentaram diferenciá-la dos outros dois filmes ao deslocarem a sua ação do presente para o passado, ao tentarem explorar com um pouco mais de pormenor o passado dos dois protagonistas e ao incluírem uma agente feminina no grupo exageradamente masculino dos Homens de Negro, no entanto, nenhuma destas alterações foi aproveitada ao máximo e acabaram por isso por não surtir muitos efeitos práticos, já que a história de “Men In Black III” resume-se à mesma base do costume (Spoiler Alert): J e K tem as suas desavenças e enfrentam várias dificuldades, mas no final conseguem derrotar um vilão sem carisma e salvar o mundo sem grande surpresa ou aparato. É verdade que esta obra tem um ou dois twists interessantes, mas mesmo estes momentos de surpresa e imprevisibilidade acabam por ser arruinados pela forma atabalhoada como são montados e revelados. Tal como em “Men in Black” ou em “Men in Black II”, os vários diálogos e disputas entre J e K roubam todas as atenções e são, sem dúvida, o grande ponto de interesse deste filme, até porque são estes momentos que transformam esta obra em algo minimamente especial e que nos conseguem arrancar alguns risos. O sucesso desta divertida dinâmica volta a estar relacionado com as carismáticas e cativantes performances dos dois atores que assumem estas personagens: Will Smith como J e Josh Brolin como K. Este último incarna na perfeição uma jovem versão de K e até faz, no meu entender, um par mais interessante e ativo com Will Smith do que Tommy Lee Jones, que também dá um ar de sua graça nesta nova entrega, muito embora a sua participação na história seja muito mais curta do que nas outras duas peliculas. Tal como muitas outras coisa neste filme, a vertente visual de “Men in Black III” não traz nada de muito novo ou ambicioso aos fãs do género e da saga. As três dimensões não se fazem notar e os efeitos visuais continuam coloridos e berrantes, muito embora os monstros/ extraterrestres, as naves alienígenas e as extravagantes armas e veículos dos protagonistas tenham um ar muito mais realista e atrativo que nas outras entregas, algo que resulta dos avanços da computorização gráfica e não do mérito dos seus criadores. Em suma, “Men in Black III” é apenas mais um blockbuster e mais um filme deste franchise, que ainda consegue fazer dinheiro mas que muito dificilmente sobreviverá a uma nova entrega. 

  Classificação – 2 Estrelas em 5

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