Crítica - One For The Money (2012)

Realizado por Julie Anne Robinson
Com Jason O'Mara, John Leguizamo, Katherine Heigl

A terrível sequência inicial de "One For The Money" denuncia de imediato a péssima qualidade desta fraquíssima comédia romântica de ação, mas acaba, mesmo assim, por ser um dos elementos mais aceitáveis deste enorme festival de clichés e leviandades criado por Julie Anne Robinson e Liz Brixius. Em “One For The Money”, Katherine Heigl dá vida a Stephanie Plum, uma mulher orgulhosa com atitude de sobra, mesmo estando há seis meses sem trabalho e o seu carro ter sido confiscado por falta de pagamento. À beira da falência, Stephanie está disposta a fazer de tudo para conseguir algum dinheiro rápido, mas com todas as opções esgotadas, ela tenta convencer o seu primo a dar-lhe um emprego na sua empresa como caçadora de recompensas. A verdade é que ela nem um par de algemas têm e a sua arma preferida é o spray-pimenta, mas nem isso a vai deter. Quando consegue o emprego, Stephanie fica obcecada em capturar o homem mais procurado pela empresa do seu primo: Joe Morelli (Jason O'Mara), um ex-polícia suspeito de assassinato que a seduziu e abandonou nos tempos de liceu. À medida que Stephanie vai aprendendo os truques do seu arriscado trabalho com o atraente Ranger (Daniel Sunjata), um colega de ofício considerado o melhor do mercado, ela também percebe que o caso contra Morelli está longe de ser perfeito e que apanha-lo não vai ser nada fácil.


É difícil de descobrir qual é que é o grande problema de “One For The Money”, porque todo o filme é uma gigante trapalhada que não nos entretém nem nos deixa minimamente satisfeitos no final. A sua entediante trama tem um desenvolvimento bastante fraco e fértil em idiotices, como o facto de Stephanie aprender a disparar uma arma, a arrombar uma porta ou a placar um homem em pouco mais de cinco minutos. À medida que se vai familiarizando com a sua nova profissão, Stephanie envolve-se numa confusa conspiração sem pés nem cabeça, cujo desenrolar arrasta-se penosamente por mais de uma hora e que culmina numa conclusão tão insatisfatória e ridícula como o resto do filme. A completar este patético cenário temos um pseudo-romance sem o mínimo de interesse para esta frágil produção, que conta também com uma desinspirada realização de Julie Anne Robinson e com uma péssima performance coletiva de um elenco de atores sem grande talento, onde se destaca pela negativa a bela mas irritante Katherine Heigl. É por tudo isto que não me é nada difícil classificar este “One For The Money” como um daqueles filmes sem qualquer valor que nunca devia ter visto a luz do dia e que decididamente não merece uma ida ao cinema. 

Classificação - 1 Estrela em 5

1 comentários:

  1. Não podia estar mais de acordo com esta crítica. Este filme é terrível!

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