Crítica - Prometheus (2012)

 
Realizado por Ridley Scott 
Com Noomi Rapace, Michael Fassbender, Charlize Theron, Idris Elba 

Trinta e três anos são uma eternidade. Mas foi esse o tempo que Ridley Scott necessitou para aceitar regressar ao universo que mais fama lhe trouxe. É certo que o misterioso e enigmático “Blade Runner” também lhe trouxe alguns louvores, assegurando-lhe o estatuto de realizador consagrado. Mas a maioria das pessoas dirão que “Alien” foi e sempre será a sua grande obra-prima. Não apenas pelo que fez pelo género da ficção-científica, mas também pela forma como levou os espectadores numa viagem plena de terror e claustrofobia, “Alien” ficou imediatamente gravado na História da 7ª Arte como um dos seus produtos mais ilustres e meritórios. Escusado será dizer que as sequelas ficaram muito longe de atingir o mesmo patamar de qualidade. A segunda película – “Aliens” – terá sido a única a andar lá perto, mas a adrenalina que James Cameron imprimiu à narrativa fez com que esta perdesse algum do impacto claustrofóbico da fita original, levando a saga numa outra direção. Aguardava-se então que Sir Ridley Scott regressasse aos comandos de uma nave espacial para voltar a colocar a saga Alien nos eixos. Pois bem, Prometheus foi a nave escolhida para tornar isto mesmo uma realidade palpável, mas devemos dizer que esta moderníssima nave de exploração espacial tomou rotas que porventura não seriam muito expectáveis. Começando por ser uma verdadeira prequela de “Alien”, “Prometheus” acabou por se transformar em muito mais do que isso, afastando-se (talvez demasiado) do universo original para explorar novas temáticas. Assim sendo, preparem-se para serem surpreendidos. Mais do que um filme sobre a criatura que fez a vida negra a Ellen Ripley, “Prometheus” é um filme sobre a evolução das espécies em causa (a humana e a extraterrestre). E como tal, tanto poderá despoletar aplausos como desapontar os fãs acérrimos do monstro desenhado por H.R. Giger. 

 

Após a muito aguardada descoberta de pinturas rupestres que apoiam a teoria de que seres de outras galáxias estiveram de alguma forma ligados à evolução da raça humana, a bióloga/arqueóloga Elizabeth Shaw (Noomi Rapace) e o seu companheiro Charlie Holloway (Logan Marshall-Green) convencem o multimilionário Peter Weyland (Guy Pearce) a financiar uma expedição espacial com o intuito de desvendarem o mistério por detrás da origem da vida. A bordo da nave de exploração espacial Prometheus, Shaw, Holloway e um grupo profissionais sob as ordens da corporação Weyland lançam-se então à aventura pela imensidão do espaço adentro, convencidos de que os extraterrestres a quem chamam “Engenheiros” ainda vivem num planeta bem distante e de que estes possuem todas as respostas para os segredos mais obscuros da humanidade. Porém, Meredith Vickers (Charlize Theron) – a líder da expedição – não acredita muito nas teorias de Shaw e Holloway, mantendo-os sob rédea curta e prometendo-lhes que, à mínima contrariedade, a Prometheus daria uma volta de 180 graus e voltaria para casa o mais rápido possível. De certa forma, Vickers possui um mau pressentimento quanto àquilo que estão prestes a encontrar. E quando esse mau pressentimento ganha contornos de realidade, toda a tripulação da Prometheus é obrigada a enfrentar a maior provação das suas vidas. Pois os propósitos dos “Engenheiros” não correspondem exatamente àquilo que seria de esperar, colocando a vida de todos em risco máximo… 

   

“Prometheus” é um daqueles filmes extremamente difíceis de avaliar. Por um lado, a beleza (e consistência) dos cenários e a destreza de Ridley Scott atrás das câmaras deixam-nos siderados, impedindo-nos de tirar os olhos do ecrã por um segundo que seja. Mas por outro lado, o argumento não possui a solidez que se esperava, oferecendo-nos sequências francamente inverosímeis e deixando-nos com a clara sensação de que se tentou fazer demasiado num só filme. As personagens em geral são fortes e credíveis, mas algumas delas funcionam de forma demasiado previsível e acabam por desapontar o espectador. A narrativa desenrola-se de forma relativamente subtil e equilibrada durante a grande maioria do tempo de película, mas acaba por derrapar um pouco em certos momentos-chave que nos obrigam a torcer o nariz. E como esta é uma fita sobre a evolução da espécie Alien, o monstro que todos ansiavam ver praticamente não se manifesta. Ou, se o faz, fá-lo de formas duvidosas e mais dignas de um filme de zombies à là George Romero. Lembram-se da sensação de desgosto com que saíram da sala depois de verem “Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull”? Lembram-se da forma como o surgimento do óvni na sequência final pareceu estragar tudo, retirando a magia a um dos maiores heróis da 7ª Arte contemporânea? Infelizmente, “Prometheus” tem um pouco disto. Algumas das decisões criativas de Ridley Scott e da sua equipa de argumentistas deixam algo a desejar, retirando alguma da magia ao universo Alien. De repente, e sem estarmos a querer revelar demasiado, o monstro de Giger deixa de ser uma raça extraterrestre de uma galáxia longínqua para passar a ser… bem, uma coisa sem pés nem cabeça. E isso retira-lhe credibilidade. Verdade seja dita, não há nada de terrivelmente errado neste “Prometheus”. Mas ele acaba por ser tão diferente do que estávamos à espera, que acaba por desiludir um pouco. De modo que o conselho que deixamos é este: entrem na sala de cinema com vontade de verem um bom filme de ficção-científica que só por acaso tem alguma coisa a ver com “Alien”. Porque se forem à espera de ver um filme da saga Alien, é praticamente garantido que as expectativas criadas saiam defraudadas. 

 Classificação – 3,5 Estrelas em 5

16 comentários:

  1. Assisti ao filme na estreia, com grande espectativa, e sinceramente sai satisfeito da sala! Já tinha algumas luzes do que o filme ia ser. Sabia que não ia ser nenhum 8º Passageiro , mas acho que funcionou na perfeiçao para explicar o nascimento do "Alien", e verdade seja dita nunca acreditei que o monstro de Ginger fosse uma raça propriamente dita mas sim um mal criado por alguem. A meu ver faz mais sentido.
    Infelizmente “Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull” é desilusao total mas este "Prometheus" não é! A alusao a "Lawrence of Arabia" é perfeita!

    ResponderEliminar
  2. Também assisti e acho que o filme deve ser visto com a "mente aberta". Realmente não se deve esperar por muitas explicações, mas fiquei satisfeito com o resultado final. Apesar é claro de algumas pontas soltas, como a questão da morte do ultimo "Engenheiro" , que se dá no módulo de sobrevivência da Protheus e não na ponte de comando como sugere o inicio de Aliens, o 8º passageiro. No geral, é um bom filme.

    ResponderEliminar
  3. Tudoaomesmotempoagora, o Space Jockey que tu ves no Alien não é o mesmo do Prometheus. Os planetas são diferentes (LV223 e LV426 parecem me ser diferentes não?) e há menção que existem outros além daqueles... por isso essa não é uma ponta solta.

    Gostei do filme... diferente do que estava a espera... Equiparo Prometheus a Mission to Mars não acham?

    ResponderEliminar
  4. Nunca vi o "Mission to Mars", portanto não posso dizer nada quanto a esse assunto, Pedrosense. O Space Jockey, de facto, não é o mesmo do filme original porque a ação de "Prometheus" decorre num planeta diferente. Daí também eu referir que o filme não vai de encontro ao que as pessoas estavam à espera, porque todos esperavam uma ligação direta com o "Alien". Serão precisas sequelas para fazer essa ligação e acabar com as muitas perguntas que ficam no ar no final deste "Prometheus".

    ResponderEliminar
  5. O filme do Brian de Palma aborda as mesmas questões evolucionárias da nossa espécie. Depois tem alguns elementos coincidentes. Se não me engano no MTM o nosso ADN corresponde a notas musicais e no Prometheus para acesso aos controlos da nave e através de notas musicais...

    No mission to Mars um dos tripulantes vai em busca de mais respostas... Em Prometheus, a protagonista faz o mesmo...

    Ou seja não estou aqui a dizer que é uma cópia... mas ambos os filmes acabam por ter a mesma filosofia e a chegar as mesmas conclusões... Apenas um filme foi mal recebido... e o outro teve uma campanha de marketing fabulosa e um franchise como backup.

    Será que se o filme não tivesse este nivel de expectativa (relativamente ao Alien?) Teria sido igualmente bem sucedido? Fica a pergunta no ar...


    Gosto dos dois filmes... mas as comparações deixam um trago amargo na boca :)

    ResponderEliminar
  6. Bom filme, abre umas quantas perguntas mas falha numa coisa : dispensava bem a ligação ao universo Alien, é a parte mais fraca do filme. Se o Prometheus tivesse sido construido sem essa ligação a compremeter o desenvolvimento do filme seria 5 estrelas, assim é só 3 estrelas... Palava de um fan incondicional do universo Alien, o filme original é o meu filme preferido de sempre e sou da opinião de que Prometheus não acrescentou nada á mitologia Alien. Alías, o simples facto de insinuar que a criatura é fruto de criação em laboratório é um insulto ao maravilhosamente bestial e brutal ser vivo que o Alien é e aos seus fãs. A unica coisa que se aproveita nesse cenário é que o Alien pode ser de facto um virús ou parasita que assimila muitas das caracteristicas do seu hospedeiro, daí a forma tão humanoíde que assume nos filmes da serie Alien, excepto no Alien 3, em que a criatura é mais animalesca, dado ter crescido dentro de um Rotweiler.
    Sobre o resto do argumento, porque é que os engenheiros nos dão o mapa para chegar áquele laboratório e não ao verdadeiro planeta deles ? Querem nos castigar porquê ? E esqueçam a história que estamos hoje a dar cabo do planeta, os engenheiros supostamente queriam acabar conosco á 2000 anos ( datação da cabeça do engenheiro que é examinada no laboratório da nave ) ...

    ResponderEliminar
  7. Essa cena dos engenheiros quererem destruir a raça humana, há cerca de 2000 anos atrás, tem me batido na telha nos ultimos dias de uma forma insistente. De tal modo que até arranjei 2 teorias engraçadas, iguais mas radicalmente opostas, que tanto podem ser parvas como geniais, ainda nem sei bem... Mas se calhar é mesmo a linha mais perto da ideia do própro Ridley Scott. É que o filme tem uma forte conotação religiosa subjacente... Até no titulo...

    Então é assim :

    1ª Teoria : os engenheiros criaram nos, doaram o seu ADN. Durante milénios foram vistos como deuses, pintados em murais em civilizações de todo o mundo. Deram origem a deuses e deusas desde a Suméria ao Antigo Egipto, passando pela Grécia ( Prometheus é a figura da mitologia grega que roubou o fogo aos deuses para o dar aos humanos, sendo castigado por isso ). E estes astronautas antigos, que estão referidos em vários escritos antigos, havendo mesmo referências a eles na própria Biblia, de repente viram o seu lugar ser lhes negado. Primeiro por um povozeco em Israel, depois por um mundo inteiro... É de ficar chateado não, de repente o homem esqueceu-se de quem realmente é o seu criador, virou se para um Deus criado pelo homem segundo as suas próprias convenências... E, há 2000 anos atrás, o tiro final no paganismo, o advento do cristianismo e a conquista do mundo conhecido por Cristo e os seus seguidores... É de ficar chateado e de querer acabar com a huminadade, essa ingrata...

    2ª teoria : bem, é o contrário da anterior, embora no fundo tenha a mesma base. Há 2000 anos atrás morreu Jesus na cruz. Jesus, essa personagem misteriosa e FILHO DE DEUS. Seria ele um dos engenheiros, que veio cá tendo como missão ser um professor para a humanidade ? Seria a praga de Aliens que os engenheiros nos estavam a preparar um castigo pela morte dele ?

    Ou seja, entre uma teoria e a outra pode haver sempre a duvida mas penso que muito está focado na figura de Cristo. É que 2000 anos é uma grande coincidência... E atenção, não vejam aqui nenhuma religiosidade da minha pessoa, eu sou ATEU... Mas se analisar-mos bem, a propria figura de Cristo se enquadra perfeitamente na figura mitológica de Prometheus, que roubou aos deuses, e sofreu castigo por isso, por amor ao homem... Prometheus não foi pregado na cruz mas viu o figado ser lhe comido todos os dias, para todos os dias voltar a crescer para ser devorado de novo... Querem um desenho ou tb vêm a ligação á suposta ressureição de Cristo e ao corpo de Cristo consubstanciado na Óstia ?

    Resumindo, tudo isto é delirio ou seria isto que o argumentista tinha em mente ? Mistério, a sequela o dirá, se houver coragem para assumir uma posição tão polémica... Duvido que os Chefes deixem...

    :)

    ResponderEliminar
  8. De fato, não é exatamente uma prequel, o filme tem uma história própria e funciona muito bem, apesar de certas inconsistências do roteiro.

    Noomi Raparece começa tímida, mas cresce junto com a sua personagem. Ótimo trabalho.

    ResponderEliminar
  9. O filme não tem pé nem cabeça!

    ResponderEliminar
  10. Falta lógica! Que razão para o mapa indicar o laboratório e não o planeta de origem? O que levou aquele andróide lesado a fornecer aquela coisa preta para aquele cachaceiro beber e morrer infectado?

    ResponderEliminar
  11. A esse maluco que criou as duas teorias posso afirmar duas coisas:
    1 - não tem nada de genial como pretende e tampouco de parva; e
    2 - é coisa de burro maluco mesmo!

    ResponderEliminar
  12. Tinha que haver alguém a criticar,ou melhor a destroir as duas teorias acima descritas,como é óbvio não tem nenhuma tese minimamente consistente,mas critica....Tanta ignorância....SIm faz todo o sentido a 1ª teoria,isto claro para quem estudou sumérios,maias,aztecas,biblia,etc...Estamos mais perto de virmos a conhecer a verdade,muito perto mesmo...

    ResponderEliminar
  13. Humanos piores que Aliens...
    Realmente o filme tem muitas características boas, mas ele escorrega muito em falhas de um enredo que brinca demais com a nossa inteligência. Começa com "super cientistas" encontrando um SISTEMA PLANETÁRIO baseado em desenhos toscos e imprecisos pintados em cavernas e embarcando em uma nave desarmada para um suposto encontro alienígena do outro lado da galaxia. Em seguida vemos esta "super equipe" retirando o capacete em uma nave alienígena sem saber se há algum tipo de micro organismo no ar. Vemos dois exploradores, que ficaram para trás por causa da tempestade, brincando com uma criatura alien depois de terem percebido que algo matou toda a tripulação da nave e após terem dito que queriam se afastar do local onde foi detectado sinal de vida. Vemos que quando um desses dois voltam para a nave, totalmente alterado e desfigurado, é recebido de braços abertos pela tripulação. Vemos tudo isso de uma equipe formada para desvendar um dos maiores mistérios da humanidade, e que levava consigo o dono da mais poderosa companhia da terra e a sua filha.

    Psicologicamente falando, vemos uma tripulação claramente gananciosa que, como num passe de mágica, de quase mercenários se tornam os mais bondosos e altruístas seres humanos do universo, decidindo sacrificar suas vidas chocando sua pequena nave contra outra desproporcionalmente maior (uma mosca contra um gavião), derrubando-a em cima da sua chefe. Detalhe: fizeram isso porque receberam informação baseada na suposição de uma cientista que mal conheciam, quebrando completamente a cadeia de comando.

    Certo, sabemos que os seres humanos são falhos, mas no filme até o até o androide age como imbecil, colocando a vida do seu dono diante de um gigantesco humanoide alienígena adormecido e despertando-o sem nenhum tipo de contenção Culpa dos programadores da Google que não inseriram a primeira lei da robótica no cérebro do androide..

    São falhas que irritam qualquer genuíno fã de SciFi que raciocina, mas quem sabe é isso que Ridley quer nos mostrar? Que essa tripulação é o reflexo do nosso futuro se continuarmos a ficar sem ler bons livros, se continuarmos navegando na internet 90% do nosso tempo jogando conversa fora e investigando a vida alheia no Facebook, se continuarmos sendo consumistas desesperados, alienados políticos, covardes, hipócritas, lúbricos e sem temor de Deus.

    Os Engenheiros estavam certos, algo muito errado aconteceu com o projeto. Deve ser por causa destas idiotices que eles queriam exterminar a raça humana com se fosse uma perigosa infestação. Agora esta infestação quer chegar até o planeta deles, e pelo jeito vão conseguir. Uma praga destas solta no espaço é mais danosa do que um bilhão de aliens!

    ResponderEliminar
  14. Humanos piores que Aliens...
    Realmente o filme tem muitas características boas, mas ele escorrega muito em falhas de um enredo que brinca demais com a nossa inteligência. Começa com "super cientistas" encontrando um SISTEMA PLANETÁRIO baseado em desenhos toscos e imprecisos pintados em cavernas e embarcando em uma nave desarmada para um suposto encontro alienígena do outro lado da galaxia. Em seguida vemos esta "super equipe" retirando o capacete em uma nave alienígena sem saber se há algum tipo de micro organismo no ar. Vemos dois exploradores, que ficaram para trás por causa da tempestade, brincando com uma criatura alien depois de terem percebido que algo matou toda a tripulação da nave e após terem dito que queriam se afastar do local onde foi detectado sinal de vida. Vemos que quando um desses dois voltam para a nave, totalmente alterado e desfigurado, é recebido de braços abertos pela tripulação. Vemos tudo isso de uma equipe formada para desvendar um dos maiores mistérios da humanidade, e que levava consigo o dono da mais poderosa companhia da terra e a sua filha.

    Psicologicamente falando, vemos uma tripulação claramente gananciosa que, como num passe de mágica, de quase mercenários se tornam os mais bondosos e altruístas seres humanos do universo, decidindo sacrificar suas vidas chocando sua pequena nave contra outra desproporcionalmente maior (uma mosca contra um gavião), derrubando-a em cima da sua chefe. Detalhe: fizeram isso porque receberam informação baseada na suposição de uma cientista que mal conheciam, quebrando completamente a cadeia de comando.

    Certo, sabemos que os seres humanos são falhos, mas no filme até o até o androide age como imbecil, colocando a vida do seu dono diante de um gigantesco humanoide alienígena adormecido e despertando-o sem nenhum tipo de contenção Culpa dos programadores da Google que não inseriram a primeira lei da robótica no cérebro do androide..

    São falhas que irritam qualquer genuíno fã de SciFi que raciocina, mas quem sabe é isso que Ridley quer nos mostrar? Que essa tripulação é o reflexo do nosso futuro se continuarmos a ficar sem ler bons livros, se continuarmos navegando na internet 90% do nosso tempo jogando conversa fora e investigando a vida alheia no Facebook, se continuarmos sendo consumistas desesperados, alienados políticos, covardes, hipócritas, lúbricos e sem temor de Deus.

    Os Engenheiros estavam certos, algo muito errado aconteceu com o projeto. Deve ser por causa destas idiotices que eles queriam exterminar a raça humana com se fosse uma perigosa infestação. Agora esta infestação quer chegar até o planeta deles, e pelo jeito vão conseguir. Uma praga destas solta no espaço é mais danosa do que um bilhão de aliens!

    ResponderEliminar
  15. Parabéns ao diretor Ridley Scott... Tudo que ele conseguiu criar no filme Alien de 1979... Para termos uma sequência belíssima com Cameron em Alien...

    O retardado do Ridley Scott CONSEGUIU transformar o clima de Alien em algo SEM MISTÉRIO, SEM ATORES BONS, SEM SUSPENSE, só com bons efeitos em alguns trechos...

    A ideia de "sermos seres que já estiveram aqui" tinha tudo para dar certo... Mas... O resto do filme, transforma TUDO que era magnífico em Alien transformar este em um filme de seção da tarde!

    Tenham a SANTA PACIÊNCIA dizer que o filme é bom!... Se ALIEN se passa MUITOS ANOS DEPOIS de PROMETHEUS, AONDE JÁ SE VIU criar um filme que acontece ANTES com MUITÍSSIMA ABSURDA INCOERENTE TECNOLOGIA (to falando dos HUMANOS = NÓS e não dos Humanos que vieram antes de nós).

    Um facehugger (para estes atuais "super críticos que não admiram EM NADA bons filmes) é o ser Alien no seu primeiro estágio de vida que implanta o Alien que sairá pelo peito estourado de sua vítima... Neste filme vemos um facehugger do tamanho de um polvo na qual sai de uma cirurgia onde alguém se recupera EM SEGUNDOS após ter feito????? E depois este polvo SEM SE ALIMENTAR DE NENHUM SER VIVO aparece com tamanho de um fusca com força do Hulk para simplesmente MORRER só de implantar o "futuro Alien" >>> que detalhe NASCE ADULTO SEM A LÍNGUA MORTAL E ASSUSTADORA e com cara de um MUPPET SEM FACE?...

    VALHA ME DEUS!...

    Quanto mais escrevo sobre o filme, minha critica vai do Mediano para o pior...

    Vou fingir que este filme não tem nada a ver com ALIEN para não manchar a série de uma das criaturas mais fenomenais, e assustadoras da história do cinema.

    ---

    Quem gosta de efeitos = aplausos para as cenas do computador de bordo mostrando o sistema planetário, e até o nascimento do "alien polvo" indepenente de quem fez a cirurgia se recuperar mais rápido que o Wolverine!... Em termos de história, só vale mesmo o estilo "eram nós mesmos os antigos deuses astronautas" do começo do filme até o descobrimento disto.

    --- A propósito... A maquiagem do "velho" conseguiu ser PIOR do que qualquer maquiagem MUITO MAL FEITA E PERCEPTÍVEL daqueles filmes da década de 60 (tipo A Múmia).

    ResponderEliminar
  16. achei o filme bom, so acho que o titulo do filme nao devia de ser Prometheus, mas antes Alien- Origens.

    ResponderEliminar

 

Descontos Em Bilhetes de Cinema

Crítica da Semana


Membro Oficial

Membro Oficial