Crítica - Act of Valor (2012)

Realizado por Mike McCoy e Scott Waugh
Com Alex Veadov, Roselyn Sanchez, Nestor Serrano

Os nobres esforços e sacrifícios das forças militares norte-americanas são alvo de um tocante mas sofrível tributo por parte deste “Act of Valor”, um bem-intencionado filme de ação que infelizmente trata os dramas e conflitos bélicos com uma leveza excessiva, algo que retira qualquer pingo de realismo e intensidade à sua trama cheia de clichés que é mais digna de uma campanha publicitária do exército norte-americano do que de uma longa-metragem séria. A sua mediana história é protagonizada por um grupo de verdadeiros soldados norte-americanos, que dão vida a uma equipa de modernos guerreiros extremamente bem treinados que são enviados numa perigosa missão secreta que, se for bem-sucedida, colocará um ponto final nos maléficos planos de um terrorista radical e salvará a vida de milhares de cidadãos norte-americanos. 
Este filme até pode ser protagonizado por verdadeiros soldados, que por sinal têm uma performance coletiva bastante mediana mas não tão fraca como seria de esperar, mas a sua história não é lá muito envolvente ou realista, como se pode facilmente observar pelo desenrolar leviano e facilitista da sua trama, onde os grandes planos dos vilões e dos heróis nunca são desenvolvidos com muito pormenor nem são sustentados e contextualizados com muitos fatos concretos, podendo o mesmo ser dito sobre a forma como as relações entre os vários membros da equipa de soldados são exploradas, nomeadamente a relação de amizade entre os dois intervenientes centrais - Rorke e Dave. O filme não tem desta forma um fio narrativo muito concreto ou envolvente, mas tem uma série de sequências de ação que envolvem as várias mini-missões que são realizadas pela equipa especial. Estas cenas ocupam grande parte do tempo de duração desta obra e até têm um certo nível de encanto e entretenimento, que resulta essencialmente do razoável trabalho de camara de Mike McCoy e Scott Waugh, no entanto estas cenas denotam um certo distanciamento com a realidade e não são suficientemente fortes ou interessantes para levar todo o filme às costas. Este mediano “Act of Valor” foi um enorme sucesso comercial em território norte-americano, não por ser um grande filme mas porque apela ao patriotismo dos norte-americanos e presta uma homenagem a todos os soldados mortos ou feridos nas várias guerras que os Estados Unidos da América participaram ao longo dos anos. É verdade que este tributo é louvável mas como filme de ação, “Act of Valor” deixa muito a desejar.

Classificação - 1,5 Estrelas em 5

1 comentários:

  1. Achei um bom filme, é bem verdade que as personagens não são lá muito exploradas mas as cenas de acção tendo por base tácticas verdadeiras torna este filme de certa forma diferente de alguns filmes de guerra em que as explosões á Hollywood por vezes não tem grande lógica ou contexto enquanto que neste prova que na verdade o segredo em abater os alvos de forma subtil evitando ao máximo o fogo cruzado... também é verdade que o filme foi uma grande estratégia de marketing nos EUA como mencionaste mas o Zero Dark Thirty que esta para sair dentro de meses é um caso ainda mais descarado deste tipo de marketing ou de campanhas publicitarias vamos ver o sucesso que terá nos cinemas e nas eleições...

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