Crítica - Darling Companion (2012)

Realizado por Lawrence Kasdan
Com Diane Keaton, Kevin Kline, Dianne Wiest

Quem vir um poster ou qualquer outro elemento promocional deste filme poderá cair no erro de pensar que ”Darling Companion” é bastante semelhante aos recentes e satisfatórios “Marley & Me” (2008) e “Hachi: A Dog's Tale” (2009) mas, ao contrário destas interessantes obras, este drama do abatido Lawrence Kasdan não explora nenhuma impressionante história de amizade entre um humano ou animal, nem nenhum significativo drama humano ou familiar que consiga prender a nossa atenção, mas sim uma série de apáticos e pouco envolventes melodramas que são desenvolvidos à medida que os vários intervenientes do filme procuram um cão, cuja relação com os donos nunca é conveniente fortificada ou desenvolvida. O filme conta no entanto com um razoável elenco de veteranos, onde se destacam os astros Diane Keaton e Kevin Kline, que têm uma boa performance como Joseph e Beth, um cirurgião e a sua esposa, que estão casados há muitos anos e têm duas filhas adultas, Grace e Ellie. Num dia de Inverno em Denver (EUA), Beth e Grace salvam um cão perdido e mal tratado da beira da estrada. Beth, que vive numa luta contra a solidão e com um marido distraído e egocêntrico, acaba por criar uma ligação muito especial com o animal resgatado. Quando Joseph perde o cão, depois de um casamento na sua casa de férias na montanha, dá-se início a uma busca frenética que vai levar todos os envolvidos em direções inesperadas. 
Para além da sua desmesurada artificialidade e da falta de envolvência da sua trama, “Darling Companion” sofre também de uma grave crise de criatividade que se evidência na estrutura e desenvolvimento dos vários relacionamentos amorosos e familiares que envolvem os intervenientes do filme, sejam eles centrais ou secundários. Todos estes relacionamentos são afetados por várias dificuldades que vão sendo resolvidas à medida que prossegue a procura pelo cão perdido, podendo mesmo dizer-se que o desaparecimento deste animal e a consequente missão de salvamento que termina com um previsível final feliz para todos os envolvidos, representa uma espécie de metáfora para a extinção da chama romântica ou familiar que une as respetivas personagens, chama essa que é subsequentemente reacesa quando os seus problemas são resolvidos. O adorável canino é portanto um mero veículo metafórico das vertentes romântica e melodramática do filme, ou seja, ele só aparece para provocar um evento dramático que consiga reforçar e resolver os vários problemas das personagens, assim sendo não espere encontrar muitas cenas que apelem à emoção do espetador ou que enalteçam a amizade entre homem e animal, porque ”Darling Companion” não é um filme como “Lassie” que explora uma forte ligação de respeito e preocupação entre espécies, mas sim uma obra banalíssima com uma realização defeituosa e um estilo confuso que aborda, sem muito cuidado ou interesse, uma série de dificuldades românticas e familiares de várias personagens que se unem para procurar um cão que raramente aparece em cena. É fácil de ver por isto tudo que estamos perante um clássico filme medíocre que deriva de ideias recicladas e que está destinado a ser exibido num canal de televisão de sinal aberto durante um aborrecido final de tarde de Sábado ou Domingo. 

 Classificação – 1,5 Estrelas em 5

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