Crítica - The Cabin in the Woods (2011)

Realizado por Drew Goddard
Com Richard Jenkins, Kristen Connolly, Chris Hemsworth

 Em “The Cabin in The Woods” acompanhamos a luta pela sobrevivência de um grupo de cinco jovens universitários (Kristen Connolly, Chris Hemsworth, Anna Hutchison, Fran Kranz e Jesse Williams), que decidem passar um fim-de-semana numa cabana que está no centro de uma densa e remota floresta, no entanto, este seu pacífico retiro transforma-se rapidamente num martírio quando começam a acontecer coisas muito más e estranhas. Esta premissa transmite-nos uma desconfortante e irritante sensação de déjà-vu, porque nos dá a entender que este filme explora uma fórmula arcaica e já muito trabalhada em Hollywood, no entanto, isto não passa de uma mera ilusão porque esta obra é, na realidade, um dos filmes de terror mais surpreendentes e imaginativos dos últimos anos, já que pega em algumas das mais conhecidas fórmulas do género e confere-lhes um inovador toque de modernidade.


Eu não quero estragar com este texto crítico a experiência cinematográfica de ninguém, por isso limito-me a dizer que este "The Cabin in the Woods" é um filme assustador, cómico, aventuroso, satírico e absolutamente fantástico do início ao fim. O seu enredo tem uma estrutura bastante equilibrada mas altamente imprevisível, sendo por isso impossível de prever o seu final ou o desenrolar da sua assombrosa história, que nos oferece uma conclusão absolutamente fantástica e uma astuta mistura entre elementos de terror e comédia. É verdade que “The Cabin in The Woods” não é absurdamente violento ou assustador, mas é um filme de terror bastante moderno e fora do normal que está recheado de personagens bem construídas, reviravoltas surpreendentes e sequências de grande calibre, entre as quais se destaca uma brilhante e violenta cena de terror e ação, que aparece quase no final do filme e que presta uma divertida homenagem a vários mitos, monstros e franchises de terror da sétima arte. Por detrás do elevado nível e sucesso desta soberba obra está o eletrizante e inovador trabalho da dupla Drew Goddard (Realizador/ Guionista)/ Joss Whedon (Guionista/ Produtor), dois talentosos cineastas e admiradores acérrimos de filmes de terror, que tiveram a coragem de arriscar e criar algo de novo. A um nível menos proeminente, mas nem por isso menos positivo, temos o razoável trabalho de Richard Jenkins, Kristen Connolly, Chris Hemsworth, Fran Kranz, Jesse Williams, Amy Acker, Sigourney Weaver e Bradley Whitford, oito atores, uns mais conhecidos que outros, que têm uma performance bastante satisfatória neste valoroso filme de terror, que não tem falhas de maior e que merece claramente um lugar entre as melhores produções do género dos últimos anos. 

 Classificação – 4 Estrelas em 5

11 comentários:

  1. Há nomes aí que não devias ter dito... hehehehehe

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  2. Uma vez mais uma excelente critica João Pinto estou completamente de acordo com tudo o que foi dito, eu próprio a meio do filme estava a pensar para mim que afinal conhecia mesmo a história (ao contrario do que por exemplo o cartaz do filme diz desafiando o cinéfilo) mas pouco tempo depois deste pensamento me ocorrer acontece um twist genialmente bem conseguido levando a historia a tomar um rumo totalmente inesperado e tornando-a diferente de tudo o que já tinha visto (afinal eles tinham razão pah)... sobre a cena a que te referes foi muito bem pensada pois no meu entender sem essa cena (sangrenta) ficaria um vazio no filme pois esses mesmos monstros e mitos ao serem falados e momentos antes aparecido em grandes planos se não tivessem sido vistos em acção todos na sala ficariam um pouco desiludidos mas mal essa cena começou ninguém pestanejou.
    Este filme mostra que por mais que os vários géneros estejam explorados é sempre possível criar algo novo e não andar a fazer remakes ou sequelas intermináveis.

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  3. Obrigado Jorge. O filme está muito bem conseguido e espero que daqui a uns anos não se lembrem de fazer um remake ou pior, uma sequela ou prequela. Quanto à cena referia, realmente acho-a magistral. A mistura comédia/ ação/ terror é sublime.

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  4. Boas, o que dizer que ainda não tenha sido dito? Para mim vale sobretudo pela originalidade do argumento, e isso, nos dias que correm vale, para mim que adoro cinema, e muito.

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  5. A história é original, mas muito esquisita. A maneira como as coisas aconteceram e a sequência dos acontecimentos é estranha... O filme para mim não teve piada nenhuma, quase que adormeci.. O facto das coisas estarem a acontecer com uma certa premeditação por parte do grupo que se encontrava a fazer aposte deixou-me desiludido e tornou o filme demasiado fatalista. Sinceramente a última vez que vi um filme arrepiante ja nem melembro, mas o ultimo bom filme de terror que vi acho que foi Drag me to Hell... Este filme não me cativou

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  6. Não acho o filme assim tão bom. A sua suposta diferença e originalidade não ofusca quase toda uma primeira e segunda partes (se dividirmos o filme em três), que convenhamos, por mais que soubéssemos a justificação para tantos clichés e estereótipos do género, chega a aborrecer um pouco. Passamos cerca de dois terços do filme a prever e a desdenhar todos os acontecimentos. Paralelamente vamos seguindo com uma certa curiosidade (mas com desnorte e, porque não, tédio) todo o lado menos óbvio da narrativa (no laboratório), mas sempre prevendo que é dali que vem a tal surpresa, o tal twist que esperamos. E agora pergunto, não será esse também um terrível cliché, a âncora que se precisa para atracar o barco e para extrair daí sentido, que, desde o início, a prevemos?! Para mim, os twists e toda a cena final (que é de facto boa) não justifica e sustenta o resto do filme, era preciso ter feito mais, ter dado mais substância ao tema reality show, big brother e afins, e não tanto insistir (e repetir) todos os maniqueísmos do género, ainda por cima os piores. No entanto considero que há pontos positivos, toda a cena final, como disse, é boa, sobretudo na confluência de géneros, tão bem articulados, mas ainda assim pouco explorados. E aqui talvez estivesse a chave para melhorar o produto final - prolongar e explorar a narrativa dos últimos minutos, ou então, melhor, reduzir todo um primeiro filme (o tal filme dentro do outro) que apenas serve como lançamento para o verdadeiro (o principal e, esse sim, o destacável).

    Cumprimentos,
    Jorge Teixeira
    Caminho Largo

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  7. vocês nao percebem nada de nada de cinema.
    O filme é mau mau e muito mau.

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  8. Toque de modernidade? Recuso-me a dizer que sou moderna então. Que valente merda, já não se fazem filmes como antigamente.

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  9. Olha é complicado esse filme,achei um tanto quanto cansativo a narrativo, posso concordar que o filme foi um pouco inovador,porem se for realmente considerado um genero terror,foi bem fraco,prefiro pensar no filme como um suspense e so, tem um tom bem de comedia mesmo,e as cenas onde ocorrem as mortes e depois logo em seguida apareçe aqueles controladores é um tanto quanto estranhas acho que nao se encaixou na proposta do filme,talvez o pessoal da montagem do filme tenham errado e muito nao so onde eu apontem e em muitas continuidades do filme, eu particularmente nao curte o filme nao tenho que ser sincero em muitas cenas deu ate sono, sim SONO e principalmente tedio, assistindo com minha esposa ela dormiu em varias vezes no filme, nao concordo com a critica em quase nada pra ser sincero,porem cada um com sua visão
    Pra mim de fraco a mediano apenas

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  10. Quase tudo que é do gênero a gente vê aqui!!!

    E o título brasileiro ficou mesmo como "O segredo da Cabana"!!!

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  11. Achei o filme mediocre, não vi qualquer originalidade, com um final previsivel. Acho que classificar um filme de terror é dificil dada a sua especificidade cinematografica. Este filme será um daqueles que obviamente será rapidamente esquecido.

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