Crítica - The Dark Knight Rises (2012)

Realizado por Christopher Nolan
Com Christian Bale, Michael Caine, Anne Hathaway, Tom Hardy

A trilogia “Batman”, de Christopher Nolan, está oficialmente concluída. Iniciada em 2005 com “Batman Begins”, esta maravilhosa saga teve o seu grande apogeu qualitativo com o sublime “The Dark Knight” em 2008 e chega agora ao fim com este ambicioso “The Dark Knight Rises”, um filme bastante interessante que está recheado de aspetos positivos, mas que infelizmente não é aquele poderoso capitulo final que todos nós estávamos à espera. A história desta conclusão desenrola-se oito anos após os fatídicos eventos de “The Dark Knight” (2008), que ditaram a reforma forçada de Batman (Christian Bale) que, por amor a Gotham e por respeito aos ideais de justiça inicialmente defendidos por Harvey Dent, decidiu arcar com as culpas da sua morte e dos crimes que ele cometeu, passando assim de herói a fugitivo. Esta mentira resultou e as atividades criminosas na cidade diminuíram por causa da lei anti-crime idealizada pelo adorado Cavaleiro Branco de Gotham, no entanto, tudo isto muda quando uma nova vaga de criminosos começa a chegar à cidade. Um desses novos vilões é uma astuta e misteriosa ladra, vestida de gata, que tem uma agenda secreta contra os mais poderosos da metrópole, mas o maior perigo para a cidade reside no sádico e violento Bane (Tom Hardy), um terrorista internacional cujos planos implacáveis para Gotham vão fazer Bruce/ Batman sair do seu auto-imposto exílio. Será que o Cavaleiro das Trevas vai conseguir rivalizar com este temível monstro e salvar a cidade que tanto adora?


As expetativas em relação a este “The Dark Knight Rises” sempre foram demasiado elevadas e algo irrealistas, mas a vasta maioria do grande público nunca deixou de acreditar que Christopher Nolan iria conseguir superar-se a si próprio e iria apresentar um filme tão intenso e incrível a todos os níveis como “The Dark Knight”. É justo dizer que o talentoso realizador e todos os seus colaboradores tentaram corresponder às expetativas criadas e aos exigentes requisitos dos fãs da saga, mas o resultado final acaba por ser um pouco dececionante e fica muito distante do elevado nível do seu antecessor, um filme que será para sempre recordado como a melhor entrega desta trilogia. Os grandes problemas de “The Dark Knight Rises” não se prendem com o seu elenco ou com os variadíssimos elementos técnicos que mantêm o elevado nível dos filmes anteriores, mas sim com a sua história que infelizmente apresenta algumas falhas que se prendem sobretudo com erros de concordância e com uma clara falta de plausibilidade de certos eventos. É escusado dizer que estes defeitos não são nada habituais nesta trilogia, mas a necessidade de finalizar a história, de contextualizar certos eventos dos filmes anteriores e incluir à força certos intervenientes acabou por propiciar estas mínimas mas notórias falhas que saltam mais à vista no final. É impossível indica-las com exatidão sem estragar o filme, mas posso dizer que entre as mais relevantes está a forma estranha como os vilões entram e saem de cena. O envolvimento de Bruce Wayne/ Batman e dos seus aliados na trama também denota alguma debilidade em relação a filmes anteriores, afinal de contas este deve ser o filme onde James Gordon (Gary Oldman), Lucius Fox (Morgan Freeman) e Alfred Pennyworth (Michael Caine) aparecem menos vezes em cena. Estas três outrora importantes personagens foram substituídas por duas novas adições - a sensual ladra Selina Kyle (Anne Hathaway) e o jovem policia John Blake (Joseph Gordon-Levitt), duas personagens que, no meu entender, precisavam de um pouco mais de tempo para se apresentarem adequadamente ao espetador, nomeadamente a misteriosa Selina Kyle que no final deixa no ar uma sensação de falta de informação em relação ao seu passado e às suas políticas, algo que não acontece por exemplo com a Selina Kyle de “Batman Returns” (1992), de Tim Burton. Quem tem tempo de sobra para se mostrar e reabilitar é Bruce Wayne que, mesmo assim, só nos mostra o seu verdadeiro lado heroico e humano nos últimos vinte minutos. Após os trágicos eventos de “The Dark Knight” seria de esperar um Bruce Wayne deprimido, mas preparado para enfrentar o seu lado mais negro num combate emocional bastante dramático que eventualmente culminaria com a fusão entre Wayne e Batman, no entanto, a sua evolução e reabilitação emocional nunca atinge este nível de complexidade e limita-se à clássica depressão que é resolvida com o aparecimento de novos inimigos que o obrigam a acordar para a vida, algo que só acontece depois de ter andado a passear o seu fato de super-herói sem a chama de outros tempos e a utilizar ridículos truques de magia contra um super-vilão, que por acaso é uma das agradáveis surpresas deste filme, muito embora não seja nenhum The Joker. A conclusão de “The Dark Knight Rises” é assolada pelas já referidas falhas, mas acaba por ter algumas surpresas interessantes e, em última análise, confere um bom final não definitivo à saga. Pedir um final mais corajoso e conclusivo seria excessivo.


A nível visual e sonoro, “The Dark Knight Rises” mantém o nível e o estilo dos dois filmes anteriores. Christopher Nolan pode não ter deslumbrado com o seu controlo sobre o enredo, mas a nível técnico são poucos os defeitos a apontar a este talentoso cineasta, já que “The Dark Knight Rises” tem um ambiente e um caráter visual de excelência. A banda sonora de Hans Zimmer é, uma vez mais, fabulosa e a fotografia de Wally Pfister também é de grande qualidade. O mesmo se pode dizer do fenomenal trabalho de edição de Lee Smith, que conseguiu montar e editar um filme de mais de duas horas sem falhas de maior. As cenas de ação são mais escassas que em outros filmes do género ou até nas outras obras desta saga, mas a grande cena final está bem conseguida, salvo certos exageros e partes ridículas. O grande destaque neste campo são, no entanto, as sequências habilmente orquestradas onde Bane mostra o seu apetite pela destruição e pelo combate físico. O elenco de estrelas de “The Dark Knight Rises” também tem uma exibição convincente. O grande protagonista, Christian Bale, mantém-se igual a si próprio e oferece-nos mais uma performance agradável como Batman. Quem também está muito bem é Tom Hardy, que tem um desempenho magnífico como o poderoso Bane. As suas poses e postura ao longo do filme são soberbas e conferem à personagem a credibilidade física e violenta que necessitava para fazer justiça às suas origens. As duas outras grandes estrelas do filme, Joseph Gordon-Levitt e Anne Hathaway, conseguem lidar com a importância das suas respetivas personagens e também arrancam duas boas performances, com particular destaque para a de Gordon-Levitt que em vários momentos torna-se no grande herói do filme, muito embora a sua personagem não tenha uma construção perfeita. A nível secundário, Gary Oldman, Morgan Freeman e Michael Caine são prejudicados pela perda de relevância das suas personagens e Marion Cotillard brilha um pouco no final. Enfim, “The Dark Knight Rises” não é o melhor filme desta saga, mas é certamente um dos blockbusters norte-americanos mais interessantes e menos artificiais dos últimos anos, não sendo no entanto o melhor desde “The Dark Knight” até porque entretanto surgiram bons filmes do género como “Avatar” (2009), “Star Trek” (2009) ou “Inception” (2010). A trilogia que Christopher Nolan criou para “Batman” fecha em alta mas não há dúvidas que este capítulo final podia ser um pouco melhor. 

Classificação – 4 Estrelas em 5

25 comentários:

  1. Subscrevo. Grande crítica, João!

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  2. Michael Caine perdeu relevância onde? Foi claramente o filme onde teve um papel mais forte!
    E a eterna comparação com o Joker cheira a saudosismo por causa da morte do Heath. Joker foi a personagem mais espectacular, mais "comercial" digamos, mas que história tem ele? apareceu, mostrou ser louco e desapareceu. Ninguém sabe donde veio e como de repente aparece um louco destes sem ninguém antes ter ouvido falar dele.
    Já neste filme, apesar do twist final algo previsível, as histórias das personagens são bem elaboradas.
    Também não percebi porque é que a Catwoman de Tim Burton tem melhor história. Uma secretária que cai dum prédio e vira louca é uma boa história?

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  3. Eu concordo por completo. O pior filme de todos......

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  4. Concordo com algumas partes das criticas, a mim o que mais me fez confusão é a falta de trabalho a nivel temporal na história, visto que durante o filme passam 5 meses no final e parece que passou apenas poucas semanas, tirando isso penso que este filme tem a mesma qualidade e energia que The Dark Knight, mas mesmo esse vive um pouco sob o papel de Heath Ledger e a sua morte posteriormente o que me faz parecer que muitas das criticas que tenho lido têm sempre esse aspecto em conta, porque como aqui já disseram a personagem de Joker também não sabemos nada sobre o seu passado e não criticam enquanto que neste The Dark Knight Rises já implicam com esses pormenores quando falam de Blake e Selina Kyle, até Bane ou Ras Al Ghul têm mais backstory do que Joker

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  5. É verdade que o passado de Joker não é muito aprofundado em "The Dark Knight", mas não podemos esquecer que a personagem é referenciada no final de "Batman Begins". Assim sendo, o Joker não cai de pára-quedas no segundo filme, inserindo-se numa sequência lógica de ideias. Para além do mais, o segundo filme dá a entender que o Joker nasceu com o próprio Batman, pois a teatricalidade do Batman é que terá inspirado a teatricalidade do Joker. A Catwoman é que parece aparecer neste terceiro filme só para fazer a vontade aos fãs do morcego, pelo que a sua presença era escusada.

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  6. A crítica que é feita à Catwoman de Nolan comparativamente com a de Burton podia perfeitamente ser atribuída ao Joker de Nolan relativamente ao de Burton.
    Nos filmes de Burton temos a origem de Joker e Catwoman, 2 acidentes que os tornaram loucos, nos filmes de Nolan temos pouco ou nada sobre o Joker e pouco sobre a Catwoman.
    Continuo a achar que a espectacularidade do Joker aliada à morte do Heath tolda muito a análise de algumas pessoas.

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  7. "...seria de esperar um Bruce Wayne deprimido, mas preparado para enfrentar o seu lado mais negro num combate emocional bastante dramático que eventualmente culminaria com a fusão entre Wayne e Batman..." ........A sério??

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  8. João Pinto, tu tens direito a ter a tua opinião, como qualquer um de nós... mas eu acho que isto não é bem uma análise. O que está aqui escrito a meu ver é o que tu esperavas do filme, e não o que o filme É em si.
    Em primeiro lugar, como um "Anónimo diz",não é neste o filme em que o Alfred (Michael Caine) perde a relevância: muito pelo contrário. A personagem está mais rica que nunca e bem mais destacada, com maior papel em cenas (a meu ver). A mesma coisa para o James Gordon (Gary Oldman. Não é por aparecer menos que é menos destacado. O Gordon "come" a narrativa de forma superior ao filme antecessor. Ele é mais importante que nunca... e com mais foco que nunca.
    No que diz respeito ás novas personagens... peço que te relembres do Joker: ele teve 0 de background. Sabes que vai aparecer, segundo o final do "Batman: O Início" mas não sabes nada dele... e é mesmo esse o objectivo de Nolan. Se tu soubesses mais sobre o Joker, ele NUNCA teria o mesmo impacto e força que teve no "Cavaleiro das Trevas": ele nunca seria tão assustador e genial. Lembras-te da primeira cena em que ele aparece? No encontro da mafia? Tu nunca te "apaixonarias" e ficarias arrebatado com a personagem, com o "Im gonna make this pencil dissapear", se tu soubesses o que ele queria e o que ele era. Não poderemos aplicar o mesmo para estas novas personagens, pelo menos para a Catwoman? Se tu soubesses o que ela era, ele nunca seria tão interessante nem sensual...
    E já agora... "...seria de esperar um Bruce Wayne deprimido, mas preparado para enfrentar o seu lado mais negro num combate emocional bastante dramático que eventualmente culminaria com a fusão entre Wayne e Batman"... isso é no mínimo discutível. Lá está, acho que é o que TU esperavas da personagem. Na minha opinião, a personagem é humana e passa por um processo que podia ser completamente natural. Lembra-te que passaram 8 anos desde o "Cavaleiro das Trevas"...
    Concluindo,para quem leu a análise e não viu o filme, não fiquem com impressões negativas erradas. O filme É o final merecida desta épica e genial, provavelmente a melhor do cinema comercial. É certo que o filme sofre dos seus clichés, mas é Cristopher Nolan no seu melhor. Este filme não é o Caveliro das Trevas: não foi feito para desenvolver e dar lanço à história. Este é um filme para terminar... e termina-a deliciosamente bem.

    VÃO VER O FILME!

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  9. A crítica reflete a minha opinião pessoal. Longe de mim querer conferir a este texto um toque autoritário ou geral, é apenas a minha opinião. Ao ler os comentários fico com a impressão que pensam que eu detestei o filme, quando até gostei bastante. É difícil responder a todos os problemas levantado, mas vou tentar reforçar e explicar o meu ponto de vista.

    1 - Um dos grandes problemas com este texto parece ser a minha opinião sob a fraca influência de Lucius, Afred e James Gordon no filme. Eu peço desculpa por contrariar a opinião geral, mas eu meço a relevância de uma personagem pela sua influência na história. Se retirarmos estas três personagens do filme, acham ele fica pior ou melhor? Eu acho que não fica nem melhor nem pior, é indiferente. Ao passo que nos dois filmes anteriores os três tiveram influência no desenlace e conclusão da história, num ou nos dois filmes. No máximo posso considerar que o Alfred dá um maior toque dramático com aquele discurso sobre o desejo de bem-estar e felicidade de Wayne que é completado na conclusão, mas esse desejo não estava já subentendido e não terá sido uma forma básica de Nolan atar o destino da personagem?

    2 - Quanto à Catwoman. Quem conhece a banda-desenhada terá muita mais afinidade com a Catwoman de Burton do que com a Catwoman de Nolan. Já se sabe que Nolan gosta de incutir realismo às suas personagens e produções, mas porque é que a meteu no filme à força quando não ia ter tempo para introduzi-la adequadamente? A Catwoman de Burton tem um percurso de vida que é desenvolvida no filme, tem um forte e visível motivo para ser vilã e, acima de tudo, tem uma verdadeira ligação de amor/ódio com Batman que é explicada ao longo do filme. Ainda para mais, a Catwoman de "The Dark Knight Rises" nem assume oficialmente o título de Catwoman. Ela é a ladra Selina Kyle. Já a de Tim Burton é a Selina Kyle de dia e a Catwoman de noite, algo que a relaciona ainda mais com o estilo de vida de Bruce Wayne e com o seu alter ego.

    3 - Quanto ao estado emocional de Bruce Wayne. Só quem não viu "The Dark Knight" é que poderia dizer que não esperava um Wayne mais sombrio. A vida dele está destroçada e o filme só nos dá uma presunção de isolamento e depressão que se esvanece mal a Selina Kyle entra na vida dele? O que está lá não está necessariamente mal ou mau, mas é manifestamente pouco para o hype que havia neste campo.

    4 - Eu não gostaria de entrar no tema Joker, aliás na crítica só disse que o Joker é um vilão melhor que o Bane porque o é e isto é ponto assente. O Joker está para o Batman como o Lex Luthor está para o Super-Homem, o Magneto está para os X-Men ou o Green Goblin está para o Homem-Aranha. Quando falamos em Batman, temos forçosamente que incluir o Joker na conversa, porque é o seu vilão principal na BD e nos Filmes. Eu até digo que o Bane é uma das agradáveis surpresas, logo nem vale a pena falar mais nisto. Quanto ao background, eu admito que o Joker de Tim Burton tem um background mais aprofundado que o de Nolan, que deixa inclusive muitas perguntas sem resposta em relação a este vilão, mas ao contrário do que acontece com a Catwoman neste filme, a falta de background do Joker é disfarçada pelas suas ações cheias de intento e inteleto, açoes essas que apostam na ambiguidade da generalidade ao demonstrar a sua personalidade sociopata que o obriga a testar os limites de sanidade dos habitantes da cidade e dos seus heróis.

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  10. Nao podemos comparar the dark knight com the dark knight rises.... Como fanatica por bd de super herois especialmente do batman, o joker é uma personagens demasiado relevante para ser secundaria p0or isso o tdk foi mais centrado no joker e na psicose que a personagem proporcxiona ao batman sendo o filme mais marcante a nivelm psicologico e sentimental... Já o tdkr tem outro objectivo... Escolhendo o bane como vilao nolan quis que este filme fosse mais focado no heroi de modos que escolheu um vilao fisico e com objectivos destrutivos.. Deste modo proporcionar um balanço na trilogia... O batman teve mais rtelevancia o que proporcionou o final perfeito da trilogia focando-se mais na destruiçao e coragem do heroi.... The dark knight rises nao foi melhor nem pior do que os seus antecessores foi o equilibrio perfeikto para o final da melhor historia posta em cinema de um heroi..... A espetacularidade de nolan está presente em todos os seus filmes e este nao escapou.... Alguns podem odiar o tdkr por ser um pouco incompreensivo mas nao é.... Captar os pormenores é importante e quando se fizer isso vao ver como é brilhante tal como a maioria dos blockbusters de Christopher e jonathan nolan......

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  11. Li a critica e todas as opiniões que lhe se seguiram e tenho algumas coisas a dizer.Não concordo quando se diz que Michael Caine,Morgan Freeman ou Gary Oldman perderam relevância neste filme.A meu ver tiveram apenas o destaque que era suposto terem neste último capítulo,pois importava acima de tudo desenvolver mais o personagem de Bruce Wayne.É sobre Bruce Wayne de que este filme se trata e não própriamente do seu alter ego e nesse sentido entendo que o objectivo a que Nolan se propôs foi alcançado com sucesso.

    É verdade que The Dark knight é um filme excelente mas não é menos verdade que grande parte do seu sucesso vive à sombra da morte de Heath Ledger.Fosse o actor vivo será que teria existido o mesmo mediatismo em redor do filme?Penso que não!

    Penso também que não vale a pena entrar em comparações entre os Batman's de Tim Burton e os de Nolan.Os de Burton nunca foram própriamente fiéis à BD e todo o background do Joker de Jack Nicholson foi criado apenas para o filme e diga-se de passagem com muitas falhas.Recordo-me que no primeiro filme era o Joker o responsável pela morte dos pais de Bruce Wayne.Grande falha!

    Felizmente Nolan fez justiça às BD's!

    A Catwoman de The Dark Knight Rises embora menos desenvolvida é ainda assim mais fiél aos comics.Adoro a Catwoman de Michelle Pfeiffer mas fui leitor de comics durante largos anos e em momento algum a considero fiél às bandas desenhadas.A Selina Kyle de Nolan nunca é mencionada como sendo a Catwoman mas nem precisava de ser,todos os espectadores sabem quem ela é!

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  12. Tavares falou tudo. Eu também preferi o Anterior. MAs Dark Knight Rises é um filmaço que supera muitas outras porcarias que estão no cinema. È o melhor filme de super-herói já feito.

    Pra quem ainda não viu o filme, desconsiderem essa crítica que esta claro que o blogueiro se revoltou por o filme não ser o que ele queria que fosse.

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  13. Claro que os filmes às vezes não são o que esperávamos, mas, as opiniões e gostos nunca se discutem, portanto há que respeitar a opinião do crítico que se deu ao trabalho de a elaborar dando a SUA opinião e não a opinião que muitos destes pobres comentadores gostariam que de ler.

    Háá... e façam as vossas críticas e não façam dos outros as vossas!
    Críticas são pessoais e intransmissíveis, uns gostam de um filme, outros não... temos pena!!

    Quanto à minha opinião:

    Achei um bom filme, não estando à espera de outra coisa pois já estava a contar com este tipo de película. A realização foi perfeita (efeitos especiais, filmagem, parabéns C. Nolan) , a B.S. também (H.Z. não nos habitua a menos), caracterização foi mais do mesmo(não inovou), em suma e menosprezando pequenos lapsos temporais e históricos (pois o BANE não é da forma representada, porque quem conhece as BD's sabe que ele tem uns tubos nas costas e afins ligados à boca com uns líquidos circulantes esquisitos e vai ficando maior consoante a sua ira, mas este BANE não está muito mal), considero um bom filme, cujo no seu meio (super-heróis) e finalizando a trilogia (aglomerado) é o melhor.


    De 0 a 10 daria um 8,5.

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  14. Nao concordo com a crítica. A meu ver esta critica baseia-se muito na conparação com os filmes de Tim Burton e na ideia preconcebida de que A personagem de Joker é inatingível, o que é falso. Como é que se pode achar que uma secratária que se torna vilã e que perde tres vidas em sete com tiros que nao se sabem muito bem onde a atingem, pode ser uma prestação consistente? A personagem de Selina Kyle criada por Nolan está de longe mais bem conseguida do que a de Nolan. A meu ver as críticas a esta trilogia nao existiam se os filmes de Tim Burton ou o falhanço estrondoso de Joel schumacher nao tivessem existido. Adorei o filme, todas as interpretações e a banda sonora ( que estou a puvir neste momento). A única crítica que faço, mad que aliás são típicad dos filme de Nolan, é a falta de ligação e explicação entre algumas cenas de açcão que por vezes nos deixam um pouco baralhados e que nos obrigam a ber o filme mais vezes, mas tb esta crítica pode ser vista por Nolan como uma estratégia para tornar o filme em mais um filme de culto, como aliás já aconteceu com Inception.

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  15. O mais importante da crítica foi já acima referido pelo João Pinto quando refere que as expectativas em relação a este “The Dark Knight Rises” sempre foram demasiado elevadas, uma característica com que este realizador nos habituou. Acompanho as suas obras cinematográficas desde que nos brindou com memento, arriscando-me a dizer que este último será provavelmente o pior de Nolan. As falhas são demasiadamente evidentes ao longo do filme onde a composição de Zimmer embora muito marcada (como já tinha acontecido em incepcion) dá algum brilhantismo para o fecho desta trilogia.

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  16. Ontem fui ver o filme e achei-o espantoso... “The Dark Knight Rises” é, na minha opinião o melhor filme de 2012. Nolan é um dos melhores realizadores da actualidade e este “The Dark Knight Rises” não fica nada a desejar. É uma conclusão épica daquela que para mim e certamente para a crítica é a melhor triologia de super-heróis. As falhas são mínimas e a história não é nada difícil nem complexa. Quem viu os dois filmes anteriores da saga entende com muita facilidade o desenrolar da história. Sinceramente, o autor da crítica focou-se demasiado nos pontos menos fortes do filme. Criticar um filme deste? Eu não estava à espera de mais... O filme está simplesmente sublime.

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  17. O filme é top e ponto, o melhor!!! Muito bom mesmo!. Duvido que durante o filme alguem pare para pensar nesses meros detalhes. E que batman diferente dos outros super-heróis é um cara normal, sem super poderes, e que lógico, depois de tudo que ele fez no Dark Knight ele poderia passar os oitos anos de depressão e só aparecer nos 20 min finais..... e é para isso o nome né RISES.

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  18. Desde o dia 20 de Julho (data que estreou nos EUA) já li de tudo um pouco sobre o filme, ontem num jornal havia um critico de cinema que dizia que este é muito melhor porque não tem um Joker patético..! (onde já se viu!!)
    Também podemos ler as 3 TRISTES criticas do CINECARTAZ dos 3 respectivos filmes.

    Felizmente a nível geral 90% elogiou o filme.
    Na minha opinião o filme está preso por um argumento que tem mesmo que ser finalizado em 2h45min. Queria ver mais e saber mais! o tempo parece passar rapidamente o que é positivo. Depois creio que tem mais argumento em redor (critica social) e menos um filme de super heroi, algo que é perfeitamente em DARK KNIGHT (2008)

    Por isso temos 2 filmes distintos com um 1º muito interessante.

    ATENÇÃO: li que estão a pensar em voltar com BATMAN em 2016... mas para começar tudo outra vez... Até porque querem a toda a força fazer a JUSTICE LEAGUE onde reúnem vários heróis... lá se vai o CONCEITO NOLAN... e tenho bastante pena..

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  19. Se quer descrição de tudo e de todos de forma a entender a vida de cada personagem, peça uma série e não uma trilogia. Me diga quem foi Gandalf na trilogia de O senhor dos Anéis (como filme) que eu lhe direi quem foi Selina Kyle, e mesmo assim o primeiro não deixou de ser um espetacular filme. Muito infeliz na crítica.

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  20. Por mais que este filme tivesse boas cenas ou "aprofunda-se" melhor as personagens, entre outros fatores, o próprio realizador sabia que era quase impossível fazer melhor que o anterior.O "Dark Night" tem um elevado nível cinematográfico especialmente no argumento, algo que não se vê em quase nenhum filme de BD.Concluindo concordo com a critica feita, e gostava de realçar a primeira cena de apresentação do Bane, cheia de acção e efeitos especiais, perguntando se era necessário tanta espectacularidade.
    Cumprimentos

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  21. Deixe-me ver se em The dark Knight rises não tivesse o Alfred, Fox e Gordon como seria, bem a ausência de Alfred tiraria uma das cenas mais dramáticas do filme que é quando ele revela sobre a carta de Rachel a Bruce e também a cena mais legal do filme que é o final sonhado por Alfred.
    Sem Fox, sem a nave por ele batizada "morcego" e quando Bruce Wayne volta do calabouço onde estava preso, é o Fox quem o ajuda a reencontrar suas armas para assim o Batman poder ressurgir.
    E por fim sem o Gordon, Gotham jamais saberia a verdade sobre Harvey Dent escrita numa carta pelo tenente e se não fosse o Gordon, de nada adiantaria os esforços do Batman pois Gotham seria destruída quando Miranda Tate aperta o detonador da bomba nuclear que só não explode por causa da intervenção de Gordon.
    Pois é, esses três caras fariam muita falta em The Dark Knight Rises!

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  22. Critica muito infeliz
    Para mim o melhor dos 3 filmes ... Quando pensamos que o filme e bom , ele consegue melhorar ...
    Lembrem.se que isto e BD , e animacao/ficcao .
    E triste que quando vemos obras de arte como estas ( que nao sao assim tantas) tenha sempre de haver alguem a dar relevo aos podres que muitas vezes , sabemos que estao la , mas nao tem importancia ...
    Aconselho vivamente o filme

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  23. Excelente crítica, muito bem fundamentada. Mas creio que há um mal-entendido quanto à participação dos 3 pilares (Fox, Alfred e Gordon) e os novos membros da família (Robin e Mulher-Gato).
    Nolan certamente preferiu impor subliminarmente a ideia que Wayne/Batman estava desapegando-se das 3 figuras que o suportaram no início da trama (Alfred abandona-o, Gordon perde prestígio e Fox fica sem ter o que fazer com a falência da empresa) ao passo que Robin e Mulher-Gato trazem um novo ânimo e uma visão distinta da apresentada pelos protagonistas.

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