Crítica - That's My Boy (2012)

Realizado por Sean Anders
 Com Adam Sandler, Leighton Mees, Susan Sarandon

Ao lado das mais recentes comédias da Happy Madison Productions, “That’s My Dad” até se destaca como um filme menos mau, mas apesar de ser um pouco melhor que “Jack & Jill” (2011), “Just Go With It” (2011) ou “Zookeeper” (2011), esta comédia de Sean Anders não deixa de ser um filme medíocre e desnecessariamente controverso, que tem uma narrativa bastante fraca e inconsistente que se centra em Todd Peterson (Andy Samberg), um bem-sucedido empresário que está prestes a casar com a sua rica e atraente namorada (Leighton Mees). Nos dias que antecedem o matrimónio, Todd recebe a inesperada e desagradável visita do seu pai, Donny (Adam Sandler), um homem imaturo e endividado que foi pai muito novo e que não soube por isso dar a melhor educação ao seu filho, que mal fez dezoito anos decidiu afastar-se da péssima influência do seu pai. Donny quer agora reatar a sua relação com Todd, para assim conseguir fechar uma excelente oportunidade de negócio, mas à medida que tenta desesperadamente reavivar a sua ligação com o seu filho, é forçado a lidar com as repercussões das suas más competências parentais.


Tal como a vasta maioria dos filmes de Adam Sandler, “That’s My Boy” não é uma comédia muito divertida ou criativa. A sua história assenta em ideais familiares de trazer por casa e numa vertente humorística demasiado relaxada e fútil, que excede muitas vezes os limites do bom senso e da decência, afinal de contas estamos a falar de um filme que utiliza situações extremamente graves como a negligência parental ou a pedofilia para criar péssimos momentos cómicos. Este uso detestável e insensível de situações criminosas e condenáveis para entreter o público exterioriza, na perfeição, a miséria moral e intelectual que é esta obra, mas é apenas mais uma enorme falha no meio de tantos outros defeitos relevantes como a pobreza e previsibilidade do seu enredo, a falta de lógica dos seus diálogos e o péssimo nível apresentado pelo seu realizador (Sean Anders) e pelo seu elenco central que é formado por Andy Samberg, Leighton Mees, Susan Sarandon, Ciara, Milo Ventimiglia e Adam Sandler, que, uma vez mais, fica muito aquém de uma performance minimamente aceitável. Resumindo, “That’s My Boy” é uma má comédia que muito dificilmente vai deixar completamente satisfeito quem o vir. 

 Classificação – 1,5 Estrelas em 5

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