Crítica - Dredd 3D (2012)

 
Realizado por Pete Travis
Com Karl Urban, Lena Headey, Olivia Thirlby

Ao contrário de “Judge Dredd” (1995), “Dredd 3D” é um bom filme de ação que oferece aos apreciadores do género tudo aquilo que gostam de ver num filme como este, ou seja, uma boa dose de sequências de ação e violência que são abrilhantadas por explosivos e apelativos efeitos visuais. É verdade que ambos os filmes não têm um argumento de luxo, mas “Dredd 3D” tenta pelo menos incutir alguma lógica e organização à sua intriga, que acaba por ser muito mais interessante que a de “Judge Dredd”, um filme sci-fi que é mediano em todos os aspetos que importam. É basicamente por estas duas razões que “Dredd 3D” é um dos invulgares exemplos de um remake que é superior ao filme original, um feito que neste caso concreto não foi muito difícil de alcançar. A história deste remake desenrola-se num futuro distante. Os Estados Unidos da América foram devastados por um enorme conflito nuclear que deixou grande parte do território inabitável, mas na Costa Este, desde Boston a Washington DC, foi construída uma enorme cidade chamada Mega City One, uma vasta e violenta metrópole onde os criminosos governam as ruas caóticas. A única força de ordem reside nos polícias urbanos chamados "Juízes", que possuem a capacidade de julgar, condenar e executar de uma só vez. Conhecido e temido em toda a cidade, Dredd (Karl Urban) é o derradeiro Juiz, determinado em salvar a cidade do seu mais recente flagelo - uma perigosa epidemia de droga chamada "Slo-Mo", que permite aos seus utilizadores experimentarem a realidade numa fração da sua velocidade normal. Num vulgar dia de trabalho, Dredd é escolhido para treinar e avaliar Cassandra Anderson (Olivia Thirlby), uma novata que possui poderosas capacidades psíquicas devido a uma mutação genética. Um terrível crime leva-os até Peach Trees, um bairro formado por um enorme edifício de duzentos andares que raramente recebe visitas dos juízes porque é controlado por um perigoso gang liderado por Ma-Ma (Lena Headey), uma ex-prostituta que controla o trafico da droga nos bairros mais degradados da cidade. Quando Dredd e Cassandra capturam um elemento do círculo privado do gang, Ma-Ma assume o controlo da ação e inicia uma guerra suja e cruel contra os juízes, deixando claro que nada a vai impedir de proteger o seu império. Rodeados por um cada vez maior número de inimigos, e sem fuga à vista, Dredd e Anderson são obrigados a entrar numa impiedosa batalha pela sobrevivência que culminará num enorme banho de sangue.


A trama de “Dredd 3D” é bastante básica e não é nada difícil de entender, afinal de contas resume-se à velha história de um herói com mau feitio que se alia a um parceiro sem muita experiência para derrotar uma imensidão de criminosos liderados por um carismático vilão. O seu enredo é desta forma um elemento secundário, porque o que realmente interessa e chama à atenção neste remake são as suas entusiásticas e habilmente coordenadas cenas de ação, que acabam por fornecer uma elevada dose de adrenalina, violência e entretenimento a este ritmado filme de ação que não tem nenhum momento morto ou enfadonho. Entre os melhores e mais belos momentos desta obra encontram-se as cenas em slow motion, que contrastam na perfeição com as explosivas cenas de ação que preenchem grande parte desta produção, porque lhe conferem um pequeno toque de leveza e sofisticação. Estas sequências também devem muito do seu impacto e qualidade aos poderosos efeitos visuais que as completam e que também contribuíram para criar as magnânimas paisagens metálicas de Mega City One. O seu elenco também se exibe a um nível razoável, muito embora não tenha propriamente uma performance coletiva de sonho. É óbvio que Karl Urban não tem o carisma físico e violento de Stallone, mas não está nada mal como o rígido e rigoroso Dredd. Quem está muito bem é Lena Headey como a sádica Ma-Ma, uma vilã que acrescenta algo de especial a este filme, que supera todas as expetativas e destaca-se com um filme algo exagerado mas nada fatigante e com potencial para divertir e descontrair o espetador. 

Classificação – 3 Estrelas em 5

1 comentários:

  1. Por mero acaso, vi este filme ontem no cinema. O que tenho a dizer é que há poucos filmes como este "Dredd". O enredo faz-me lembrar e muito o tailandês "The Raid". Mas ainda assim, gostei muito de ver o filme e serviu para aproveitar uma tarde chuvosa.

    Continuação de um bom trabalho!!!

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