Crítica - Chasing Mavericks (2012)

Realizado por Curtis Hanson e Michael Apted
Com Jonny Weston, Gerard Butler, Elisabeth Shue

A história verídica que está na base de “Chasing Mavericks” não é muito inspiradora ou impressionante e isso salta à vista ao longo desta lenta e aborrecida cinebiografia, que apenas conta com uma apelativa dose de majestosas e espetaculares sequências marítimas para nos convencer e confortar. A história de “Chasing Mavericks” retrata a adolescência de Jay Moriarity (Jonny Weston), um jovem surfista norte-americano que, quando tinha quinze anos, decidiu pedir a Frosty Hesson (Gerard Butler), um lendário surfista californiano, que lhe ensinasse a superar e a conquistar as Mavericks, as peculiares e populares ondas gigantes do Norte da Califórnia. No final, Jay e Frosty conseguiram realizar em conjunto uma proeza notável que deixou uma marca profunda no surf mas também nas suas respetivas vidas.



A rodagem de “Chasing Mavericks” foi algo acidentada. A maior estrela do seu elenco, Gerard Butler, sofreu um aparatoso acidente durante as filmagens de uma sequência aquática e teve por isso que ficar alguns dias de baixa, mas o pior contratempo surgiu nas vésperas do desfecho das filmagens quando, por motivos de saúde, Curtis Hanson teve que ser substituído por Michael Apted, que teve apenas que completar algumas sequências e filmar algumas partes intermédias, já que o grosso do trabalho já estava concluído. Estes percalços, por muito inconvenientes que sejam, não justificam a mediocridade generalizada desta obra. O seu principal problema reside na impassibilidade e na superficialidade do seu argumento que, para além de não ter grandes momentos de sensibilidade e emoção humana, também nos apresenta uma série de insipidas e nada inspiradoras lições de vida e desenvolve, sem grande cuidado ou profundidade, a relação de amizade que nasce e cresce entre os dois vagos protagonistas, Jay e Frosty, cujos respetivos dramas pessoais e objetivos de vida nunca nos conseguem emocionar ou até interessar. Tal como referi no início, “Chasing Mavericks” só nos deslumbra com as suas belas sequência de surf, ou seja, todas aquelas cenas que se desenrolam no mar e que retratam a beleza e força natural das ondas, bem como a poderosa ligação que estas têm com os surfistas que se aventuram a controla-las. Estes agradáveis momentos ocupam apenas uma pequena parte do filme mas são os únicos que lhe conferem um pouco de energia e qualidade, mais por culpa da realização de Hanson/Apted do que das medianas performances de Weston ou Butler que, tal como este filme, não nos impressionam. Eu acho que apesar de todos os seus evidentes problemas, “Chasing Mavericks” é um bom filme para todos aqueles que praticam surf ou apreciam esta modalidade, mas para quem não se insere neste grupo restrito de pessoas, então esta produção cinebiográfica não deverá passar de um penoso desperdício de tempo. 

 Classificação – 2 Estrelas em 5

4 comentários:

  1. O imbecil que escreveu esta critica referente ao filme, provavelmente nunca surfou na vida, não conhece a emoção de estar dentro da água..., se integrar com a natureza..., fazer parte das ondas.

    O filme foi muito bem feito, tem cenas belíssimas de dentro da água, filmagens incríveis..., e ainda por cima é bem fiel à historia de um cara especial, com muita persistência e coragem.

    Aloha!!

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  2. Esta foi a crítica mais sem coerência que eu já li! Dizer que Chasing Mavericks não emociona e só atrai nas cenas que são filmadas no mar? Ahahahha, você não "soube" assistir esse filme meu caro, as lições que ele imprime, como a dos cinco pilares, são inesquecíveis. Viva Jay Moriarity!

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  3. esta critica e surreal!!! se este filme nao emociona nao sei entao

    VEJA COM OLHOS DE VER

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  4. Penoso e uma perda de tempo gigante, foi ler a merda desta crítica!

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