Pérolas Indie - Holy Motors (2012)

Realizado por Leos Carax
Com Denis Lavant, Edith Scob, Eva Mendes, Kylie Minogue
Género – Fantasia

Sinopse - De madrugada até à noite, algumas horas na existência do Senhor Oscar (Denis Lavant), um ser que viaja de vida em vida. É alternadamente um abastado industrial, um assassino, um pedinte, uma criatura monstruosa, um pai de família... O Senhor Oscar parece desempenhar papéis, interiorizando cada um de forma completa, mas onde estão as câmaras? Está sozinho, acompanhado apenas por Céline, uma senhora loira e alta aos comandos da imensa máquina que o transporta. É como um assassino consciencioso movendo-se de assassinato em assassinato. Persegue a beleza do gesto, do motor da ação, das mulheres e dos fantasmas da sua vida. Mas onde é a sua casa, onde está a sua família, o seu descanso? 

Crítica – É impossível explicar o que é “Holy Motor”. O máximo que podemos fazer é apreciar a sua extravagância e tentar compreender a sua complexidade. Ao longo de quase duas horas, “Holy Motors” emerge-nos numa viagem por um mundo difícil de explicar, onde o protagonista interpreta vários papéis sob o olhar atento de alguém que não quer ou não pode ser identificado. É essa figura misteriosa que manda na vida do Senhor Oscar, uma personagem que representa a pureza e versatilidade da representação, num mundo que parece estar sempre à procura de novos atores para interpretar vários acontecimentos, desde os mais normais e emotivos até aos mais violentos e estrambólicos. É neste contexto de excesso que surgem algumas das marcações mais estranhas do Senhor Oscar, que a dada altura promove o regresso do Monsieur Merde ao grande ecrã, num segmento de qualidade bem esquisito e completamente dentro do género monstruoso desta personagem muito especial. Para além deste extravagante trabalho, o Senhor Oscar interpreta outras personagens muito estranhas em cenários também eles peculiares, sendo de destacar aquele onde o Senhor Oscar participa no processo de rodagem de uma cena/ filme em Motion Capture. A unir todos estes segmentos está um sentido e um tema, que só Leos Carax deverá saber explicar e compreender na totalidade. O espetador terá as suas próprias interpretações e é assim que deve ser, porque é impossível olhar para “Holy Motors” e ver um filme objetivo e claro, mas sim um filme subjetivo e viciante. A sua beleza alternativa, subjetiva e fantasiosa deve por isso ser apreciada e valorizada, tal como o belo trabalho cinematográfico de Leos Carax e o versátil desempenho de Denis Levant nas várias peles do misterioso Senhor Oscar. 

 Classificação - 4 Estrelas em 5

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