Crítica - The Wolverine (2013)

Realizado por James Mangold
Com Hugh Jackman, Tao Okamoto, Rila Fukushima, Famke Janssen

James Mangold não será propriamente conhecido pelas fitas de ação que dirigiu no passado. Na verdade, a fita com que mais se destacou recentemente foi “Walk the Line”, um drama musical sobre a vida conturbada de Johnny Cash, que valeu o Óscar de Melhor Atriz a uma improvável (mas igualmente surpreendente) Reese Witherspoon. De qualquer forma, Darren Aronofsky era a escolha original dos estúdios Marvel/Fox para realizar esta película de reaparição do Wolverine, quiçá a mais mítica e adorada personagem do universo X-Men. E como Aronofsky também está longe de ser sinónimo de blockbuster, depressa compreendemos que os estúdios nunca quiseram um realizador óbvio para dirigir esta aventura, o que torna a nomeação de Mangold mais natural. Antes de mais nada, será importante referir que “The Wolverine” fica muito aquém das expectativas. Por tudo o que se tinha ouvido dizer acerca do argumento supostamente brilhante e pela promessa de que este seria o filme que finalmente faria justiça à grandeza do Wolverine, temos que admitir que a desilusão é enorme. De brilhante o argumento pouco ou nada tem, sendo bastante confuso e muito pouco convincente; e para além do próprio Wolverine consistentemente interpretado por Hugh Jackman, mais nenhuma personagem se revela digna de um blockbuster com elevadas ambições, condenando “The Wolverine” a uma vulgaridade repugnante.


A aventura começa com o herói vibrante enjaulado numa prisão subterrânea, em plena Nagasaki da 2ª guerra mundial. As tropas americanas atacam o território japonês com toda a ferocidade e só mesmo Logan (Jackman) consegue sobreviver graças aos seus incríveis poderes de regeneração. Bem, na verdade não é só Logan que sobrevive. Um soldado nipónico com quem Logan simpatiza é resgatado no último segundo pelo mutante musculado, safando-se também de uma morte certa. Mais de meio século depois, já após os eventos que levaram à morte de Jean Grey (Famke Janssen) e à fragmentação da equipa X-Men, Logan recebe um convite de uma misteriosa rapariga japonesa para dar uma pausa ao seu exílio e viajar com ela para Tóquio, onde o soldado japonês cuja vida salvou em Nagasaki o espera com impaciência. Relutante, Logan aceita o convite, mas longe está de imaginar a carga de trabalhos em que está prestes a meter-se…


Hugh Jackman está brilhante na pele de Logan/Wolverine, encaixando-se como uma luva na psique atormentada do guerreiro feroz e causando o impacto desejado sempre que mostra as garras para combater, em sequências de ação onde o seu físico sozinho é capaz de impor respeito ao mais temível dos adversários. Não é, portanto, por aqui que “The Wolverine” falha, nem se esperava que assim fosse. O grande problema é que mais nada funciona verdadeiramente, desde um arco narrativo previsível e incongruente até um grupo de personagens secundárias que está a milhas do carisma e da veracidade do herói. Falta profundidade a esta história. Profundidade e até mesmo bom senso, já que certos twists narrativos não abonam a favor da película. Os vilões de serviço não convencem verdadeiramente e a história de amor entre Logan e a jovem nipónica é algo sofrível. Algumas sequências de ação são de cortar a respiração e alguns (poucos) momentos de comic relief são como que uma lufada de ar fresco que desanuvia o ambiente, mas no geral “The Wolverine” é fraco demais, principalmente tendo em conta o que se esperava dele. A cultura nipónica foi mal aproveitada e isso reflete-se no resultado final negativo. Ainda não foi desta que o Wolverine teve um filme à altura da sua reputação, mas pelo menos fica o gosto de ver Hugh Jackman a mandar capangas pelo ar como se estes fossem meras bolas de algodão.
Classificação – 2 Estrelas em 5

7 comentários:

  1. Esta é definitivamente uma das críticas mais absurdas que alguma vez li.Já vi o The Wolverine e devo dizer que gostei bastante,pois é claramente superior ao filme que o antecedeu.São aproximadamente duas horas de bom entretenimento e é isso que o cinema é acima de tudo:entretenimento!

    Para quem ainda não viu,aconselho a permanecerem na sala após os créditos finais,pois há uma cena adicional que serve de antecipação ao próximo filme X-Men que estreia no próximo ano.

    Esta é apenas a minha humilde opinião e vale o que vale.Mas vendo bem as coisas também a opinião do crítico vale o que vale e felizmente pouco ou nenhum dano causará no sucesso que o filme obtém em resultados de bilheteira!

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  2. Lamento informar te de quem sejas mas se para ti o cinema é acima de tudo entretenimento então é porque nunca viste um filme que não fosse só para comer pipocas, e não posso concordar mais com esta crítica e nota.
    Hoje em dia como estão habituados aos filmes comerciais versão americana já nem sabem o que significa o cinema, mas eu posso ensinar te que esta 7ª Arte não serve só para entretenimento, essa característica é apenas complementar, porque o cinema é muito mais do que isso, trata-se de transmitir pensamentos, ideias, cultura, sonhos, mensagens das formas mais magnificas possíveis, através de histórias compostas por imagens bandas sonoras e representações e muita mais magia. O CINEMA DE CULTO não é entretenimento, tu não entendes isso porque definitivamente confundes cinema de culto com cinema pa comer pipocas. Mas gostos nao se discutem.

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  3. The Wolverine é fraco demais???

    Argumento bastante confuso e muito pouco convincente???

    Achei que o argumento era de fácil compreensão mas talvez não tenhamos ambos visto o mesmo filme.Até concordaria com esta critica se ela se referisse ao X-Men Origins:Wolverine...

    Enfim,criticas nacionais!

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  4. @FRANCISCO

    Ahhh...faltava aqui o Chico-espertismo.

    É errado partir-se do pressuposto de que pelo facto de se gostar de alguns filmes pipoca(alguns,não todos),nunca se viu filmes de outro género com mais profundidade e muitas vezes com valor intelectual.É errado e de certa forma arrogante.Mas como disse no meu primeiro comentário,o cinema é acima de tudo entretenimento e nisto penso que todos estarão de acordo.Há momentos na vida em que apenas procuramos divertimento e não necessariamente obras de reflexão.O The Wolverine é uma obra de divertimento garantido!

    Concordas com esta crítica e nota.Respeito mas não partilho da mesma opinião e considero a crítica injusta,pois este filme é claramente superior ao primeiro e tem os seus méritos.Esta é a minha opinião e gostos até se podem discutir mas não se impõem.

    Não me conheces e por isso assumir que nunca vi um filme que não fosse de pipocas,que só vejo filmes comerciais,que não entendo o que é cinema e que não sei diferenciar um filme de culto de filmes pipocas,etc,é claramente um erro que cometes.E meu amigo...O CINEMA DE CULTO TAMBÉM É ENTRETENIMENTO e nem tu nem ninguém é o supra sumo no que toca a apreciar cinema!

    Para finalizar e se é que isto significa alguma coisa,sou totalmente contra o consumo de pipocas nas salas de cinema!

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  5. Peço desculpa se transmiti arrogância, não era essa a minha intenção, penso que intrepertei da maneira errada o primeiro comentário. Pois é verdade que este filme está melhor que os anteriores e esta critica tambem poderia apontar mais aspectos positivos do que negativos e que wolverine até é um bom filme para entreter.
    O meu comentário não era dirigido a si no particular, tendo em conta que publica em anónimo o meu comentário era mais dirigido às pessoas que no geral apenas preferem ver estes filmes "pipoca" e que não apreciam o que melhor o cinema, a 7ªArte tem para nos oferecer.
    E peço desculpa pois é verdade que não o conheco e assumi em erro algo que não sei.
    Mas sou também o jovem apaixonado pelo cinema que está disposto aprender e é tambem com os erros que aprendemos, eu ja aprendi com este hehe.

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  6. Só existem duas palavras para descrever este filme:

    Confuso

    Medíocre

    De resto, nem é entretenimento puro como por exemplo um Pacific Rim, nem um filme interessante, como X-Men origens. Muito confuso, com Hugh Jackman a ser o único que se destaca no meio de tanta mediocridade. Mau demais para um Wolverine.

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