Crítica - Her (2013)

Realizado por Spike Jonze
Com Joaquin Phoenix, Scarlett Johansson, Amy Adams, Rooney Mara

Ontem fui ver "Her", de Spike Jonze, e adorei. Devo dizer que é dos meus filmes preferidos nestes Óscares. Não é um filme que corra muito rápido, há momentos em que sentimos que o mesmo é um pouco entediante, mas o balanço é extremamente positivo. "Her" mostra a história de Theodore, personagem interpretado por Joaquin Phoenix, um homem recentemente separado que tem como profissão escrever cartas de amor. É importante salientar que este filme passa-se num futuro não muito longínquo, mas não sabemos exactamente a data em que se passa. Theodore é um homem solitário que um dia começa a falar com um sistema operativo e depois o resto da história terão de ver...

Para mim é um filmão, porque é uma metáfora às relações humanas e à utilização que damos às tecnologias, se para uns o filme pode ser um exagero e só de pensar que um dia podemos estar no metro todos de auricular com alguém do outro lado a ler-nos os emails e as notícias, para outros é só mesmo uma forma de ver as coisas. O filme retrata o quão complicadas podem ser as relações e como a tecnologia nos ajuda a fugir de medos, do medo da rejeição, do medo de nos mostrar-nos e de como a tecnologia pode ser opressiva ou libertadora. Assusta-me um pouco pensar que um dia o mundo pode ser assim, mas o filme dá o mote.

Temos o filme quase todos com Joaquin Phoenix e com a voz de Scarlett, sem nunca aparecer a expressão que ela dá à Samantha, tão, mas tão bom. E Joaquin, maravilhoso neste quase monólogo de cenas, qualquer outro actor ter-se-ia perdido, mas ele é grande, expressivo e encarna na perfeição o papel. Tenho pena que não esteja nomeado para o Óscar de Melhor Ator, era merecido, mas o mesmo criticou tanto a academia, é normal que ficasse de fora. Amy Adams, Rooney Mara e Olivia Wilde pouco aparecem, mas quando o fazem é em bom. Amy Adams tem a melhor frase do filme e aquela que sintetiza tudo, apesar da tecnologia, os sentimentos, esses prevalecem sempre: "Amor é um tipo de insanidade socialmente aceitável".

Classificação - 5 Estrelas em 5

Autor - Rita  - La Dolce Vita da Rita

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