Antevisão de Dawn of The Planet of The Apes

Pode até ser o oitavo filme do popular franchise cinematográfico "Planeta dos Macacos"/ "Planet of The Apes", mas convém lembrar que "Planeta dos Macacos: A Revolta"/ "Dawn of The Planet of The Apes" pertence, tal como o seu elogiado antecessor "Planeta dos Macacos: A Origem"/ "Rise of The Planet of The Apes" (2011), a uma nova saga especial de filmes produzidos pela 20th Century Fox que visam recontar e modernizar a história que, inicialmente, foi apresentada pelo autor francês Pierre Boulle no seu elogiado livro "La Planète Des Singes" em 1963, cuja trama serviu diretamente de base ao guião de duas produções desta saga: o clássico "Planet of the Apes" (1968), de Franklin J. Schaffner, e o medíocre "Planet of The Apes" (2001), de Tim Burton. Este popular livro inspirou também, como é óbvio, todas as restantes produções do franchise, incluindo as duas entrega mais recentes desta saga que podem portanto ser categorizadas como uma espécie de reboot dos quatro filmes originais: "Planet of the Apes", "Beneath the Planet of the Apes", "Escape from the Planet of the Apes", "Conquest of the Planet of the Apes" e "Battle for the Planet of the Apes".
Se já teve oportunidade de ver estes quatro clássicos, então já se deve ter apercebido que o reboot moderno em que se insere "Planeta dos Macacos: A Revolta" seguiu um rumo completamente diferente que visa explorar, com novas perspectivas, a história do grande conflito de raças entre humanos e macacos, sendo que na base das produções novas e velhas estão, precisamente, várias analogias ao comportamento destrutivo da Humanidade e as consequências que tais comportamentos têm na Terra. As mensagens e a génese da saga mantêm-se portanto iguais entre produções, mas este reboot optou por explicar de uma forma cronológica mais ordenada todos os detalhes e eventos da grande guerra que culminou com a queda livre da Humanidade e a rápida ascensão dos Macacos, ao passo que os quatro clássicos exploram a origem do Planeta dos Macacos de uma forma mais desorganizada com saltos temporais apoiados em viagens espaciais pelo tempo e espaço que, neste reboot, não parecem ser opção, já que toda a história está a ser contada de uma forma seguida e devidamente realista e contextualizada.

 

O primeiro filme deste reboot, "Planeta dos Macacos: A Origem", mostrou as origens do vírus que ameaça dizimar de vez a Humanidade, mas focou-se sobretudo nas origens dos primeiros macacos com inteligência suficiente para planearem a sua independência dos Humanos, dando particular destaque à história de Ceaser, o líder dos macacos geneticamente modificados que desempenhará um papel fulcral na luta dos Macacos contra os Humanos. Esta segunda entrega passa-se dez anos após os eventos de "Planeta dos Macacos: A Origem" e mostra as consequências que o Vírus ALZ-113 teve na Humanidade que, agora, está em vias de extinção, ao passo que os macacos com inteligência encontram-se em clara expansão e, após a queda de São Francisco, encontraram um pequeno nicho onde se podem organizar em paz mas, com toda a convulsão mundial, a sua segurança é ameaçada por um grupo de Humanos que os quer retirar do mapa e impedir assim a sua rebelião. 
Esta segunda entrega aparece portanto como um ponto de mudança e maturidade do reboot. O primeiro filme explorou as origens, mas este segundo já explora o desenvolvimento da guerra entre Humanos e Macacos, pondo portanto em destaque, pela primeira vez, a real importância desse conflito central e a possibilidade remota de coexistência entre ambas as espécies, que pode ou não vir a ser possível neste reboot, já que os dois primeiros filmes da saga original sempre apostaram na beligerância entre espécies, mas quarto filme, "Battle for the Planet of the Apes", já explora abertamente essa possibilidade por intermédio dos grande sonho do protagonista, o Macaco Ceaser, que também assume o papel de protagonista deste reboot e que em "Planeta dos Macacos: A Revolta" terá novamente uma importância fulcral na ligação entre as duas raças.  Ao ter como apoio o sucesso do primeiro filme e um orçamento gigante de mais de cento e setenta milhões de dólares, "Planeta dos Macacos: A Revolta" surge como um dos grandes blockbusters de 2014, mas também como mais um passo de qualidade e potencial na criação de uma nova saga do "Planeta dos Macacos" que, porventura, poderá entrar na real fase do domínio mundial dos macacos na terceira entrega deste reboot moderno que, sem dúvida, será produzida se esta segunda obra tiver o sucesso esperado, sendo importante mencionar que, para já, conseguiu faturar mais de setenta milhões de dólares durante o seu primeiro fim-de-semana de exibição nos Estados Unidos. "Planeta dos Macacos: A Revolta" estreia a 17 de Julho em Portugal.

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