Crítica - Into The Storm (2014)

Realizado por Steven Quale 
Com Richard Armitage, Sarah Wayne Callies, Matt Walsh

Sem qualquer brilho ou interesse prático para além dos seus impressionantes efeitos especiais que estão presentes em várias sequências de ação timidamente excitantes, "Into the Storm" é um daqueles filmes pipoca vazios que pouco fará por quem o veja, porque embora seja agraciado por uma componente técnica visualmente impressionante, torna-se bastante difícil gostar desta espécie de thriller catástrofe found footage que, infelizmente, não faz acompanhar o seu apelativo estilo visual por um enredo intrigante ou empolgante que puxe pelo espectador. Este débil e nada cativante guião acompanha um grupo de jovens caçadores de tempestades que, quando descobrem que a pequena cidade de Silverton está prestes a ser devastada por um violentíssimo ataque de tornados sem precedentes, decidem filmar de perto toda a destruição provocada pela Mãe Natureza, algo que os coloca diretamente no centro dos principais perigos do furacão que ameaça provocar uma grande onda de destruição. 

Na génese deste projeto está o tópico dos caçadores de tempestade, que até nunca foi amplamente explorado por Hollywood, por isso até estava com algumas expectativas para ver como é que Steve Quale iria lidar com este desafio. O resultado final que nos é apresentado acabou por desiludir-me, embora confesse que não estava à espera de um grande filme ou de uma forte surpresa. O que acaba por minar por completo o possivél sucesso de "Into The Storm" é a forma infantil e leviana como os seus guionistas, criadores e produtores decidiram contextualizar e desenvolver o seu guião que, para além das óbvias falências de credibilidade que estão inerentes à maior parte dos seus eventos catastróficos, também falha na forma como apresenta as suas personagens e os envolve numa trama sem qualquer pingo de emoção ou aventura. O que falha à primeira vista é portanto a incapacidade de "Into The Storm" em apelar ao lado humano ou emotivo do espectador, porque nada na sua trama apela a qualquer sentimento imponente e importante do espectador. A outra grande falha é a incapacidade que o filme demonstra em conseguir entreter quem o vê, porque embora tenha algumas sequências que prendem a atenção devido ao seu poderio destrutivo e visual, convém afirmar que o que é certo é que o núcleo do filme é um gigante vazio de tudo o que importa. E para mim, aquilo que importa não passa claramente por ver um grupo de jovens a fugirem para a frente e para trás a gritarem ou a terem conversas completamente banais ao longo de umm filme sem qualquer paixão ou glória.

Classificação - 1,5 Estrelas em 5

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