Crítica - Lucy (2014)

Realizado por Luc Besson 
Com Scarlett Johansson, Morgan Freeman, Analeigh Tipton

Vamos começar por constatar o óbvio, "Lucy" é um filme estúpido e exagerado. Isto não significa, no entanto, que este mais recente projeto de Luc Besson seja um filme absolutamente terrível, porque muito sinceramente até lhe achei alguma piada dentro dos esperados limites dos seus gigantes defeitos. O que é certo é que, apesar das suas gritantes falhas de lógica e das impossibilidades científicas que abalam qualquer pingo de credibilidade e realismo do seu argumento, "Lucy" puxa pelo nosso entretenimento de uma forma banal e basilar mas curiosa, já que toda a sua trama tem um certo apelo bombástico que torna este produto sem cérebro num razoável filme pipoca que, pelo menos, cumpre os serviços mínimos das nossas expectativas que, infelizmente, nunca poderiam ser muito elevadas por tudo o que esta obra representa. 


Em "Lucy", Scarlett Johansson interpreta, com uma certa frigidez pouco sensual, uma femme fatale chamada Lucy, uma jovem estudante universitária que se envolve, por mero acaso, num negócio obscuro de tráfico de droga que acaba por correr muito mal e que, contra todas as expectativas, transforma-a numa implacável guerreira que evolui para além da lógica humana e que a levará a testar todos os limites do alcance humano. Tal como se pode depreender por esta premissa bélica, os objetivos de "Lucy" passam, apenas e só, pelo simples entretenimento coletivo por intermédio de muitas sequências de ação e de aventura protagonizadas pela jovem e inesperada guerreira Lucy que, por causa de um estranho acidente, ganha super poderes impossíveis de acreditar e que se tornam ainda mais estúpidos graças às pobres explicações cientificas que rodeiam as suas origens e consequências. É claro que a falta de lógica inerente a todas as explicações que sustentam os super poderes da protagonista e apoiam a sua jornada de auto descoberta pouco interessam para o único mérito que "Lucy" tem, mérito esse que se resume à sua capacidade para entusiasmar o espectador com as suas sequências de ação bem montadas e com uma intriga implausível mas estranhamente apelativa que, apesar de não fazer qualquer sentido lógico, lá nos consegue entreter sem criar grandes confusões. É claro que tal diversão é desprovida de qualquer conteúdo prático ou lógico, por isso todo o tipo entretenimento que resulta desta longa metragem é um típico entretenimento pipoca, mas ainda assim é impossível não considerar "Lucy" um blockbuster sci-fi mediano mas ainda assim bem feito que, a julgar apenas pela sua premissa, poderia ter tido resultados bem piores. 

  Classificação - 2 Estrelas em 5

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