Crítica - Before I Go To Sleep (2014)

Realizado por Rowan Joffe
Com Nicole Kidman, Colin Firth, Mark Strong

Um poderoso elenco e uma premissa com potencial poderiam ter transformado "Before I Go To Sleep" num dos grandes thrillers do ano, mas múltiplas falhas ao nível do desenvolvimento da sua promissora intriga acabaram por dar origem a um projeto com apenas um tímido valor de tensão e entretenimento. Realizado por Rowan Joffé, o filho do cineasta Roland Joffé, "Before I Go To Sleep" é uma adaptação cinematográfica do homónimo romance da autoria de S. J. Watson e tem como protagonista a consagrada atriz australiana Nicole Kidman, que aqui assume uma performance desgarrada de alguma força e carisma necessários para assumir na perfeição o papel de Christine, uma mulher de meia idade que, por causa de um violento trauma que sofreu, desperta todos os dias sem qualquer memória do seu passado. Assim, Christine é incapaz de formar e manter novas memórias por mais de um dia, mas de repente, com a ajuda de um médico, começa a recordar algumas verdades simplesmente horríveis que a levam a questionar todos aqueles que estão à sua volta. 
Ao lado de Kidman no elenco estão Colin Firth e Mark Strong, dois atores britânicos de elevado gabarito e qualidade que, tal como Kidman, ficam um pouco abaixo das expectativas com as suas prestações que, ainda assim, permanecem em terreno positivo. O mesmo não se pode dizer deste thriller pouco impactante que até nos apresenta uma conclusão apreensiva mas incompreensivelmente denunciada por um desenrolar narrativo muito previsível e com muito poucos elementos de suspense pelo meio. Toda a construção que rodeia o mistério em redor da condição de Christine é pobremente contextualizado perante toda a riqueza e potencial da trama, acabando por isso por desaguar num desenvolvimento sempre pouco assertivo e raramente tenso que eventualmente origina muito poucas dúvidas e incertezas junto do público. Esta falta de especulação e suspense culmina num clima demasiado previsível que nunca surpreende e, por ventura mais grave, raramente empolga quem começou por ficar seduzido por uma premissa intrigante que não cumpre todas as promessas que imprime no espectador.

Classificação - 2 Estrelas em 5

3 comentários:

  1. Vi este filme há coisa de três meses. É tão bom o filme, que já nem me lembro da história! :)


    Faço um “copy/paste” do que escrevi, numa página minha, na altura em que o vi: “What’s wrong with Hollywood’ Industry?! What’s wrong with some of the highly renowned actors that keep doing bad movies?! I don’t understand, really I don’t. Seriously, this movie is another waste of money, in all senses!” Desculpem o inglês, mas na página na qual comentei é em inglês.

    O João até foi muito suave na sua crítica, com a qual eu concordo em absoluto.

    ResponderEliminar
  2. Tinha tanto potencial e acabou por sair o que saiu....Esperava Mais

    ResponderEliminar
  3. Concordo plenamente com a Lucy, o João até foi muitíssimo brando na sua crítica. Esta película foi um autêntico fiasco do principio ao fim, além de pecar bastante por excessivamente usufruir os habituais clichés de dramas psicológicos, é inegávelmente pouco ou nada memorável. Sinceramente a Nicole Kidman tornou-se oficialmente a versão feminina do Nicolas Cage. Demonstra o seu potencial a cada cinco anos (sendo a última vez no razoável e muito aquém das expectativas Paperboy), mas de resto, desperdiça-o em papéis tão unidimensionais. Brilhantes foram os tempos em que mostrou a versatilidade em papéis dignos de uma atriz de mérito como o muito adorado Moulin Rouge, e quem pode esquecer a sua performance no excepcional The Hours em que interpretou brilhantemente Virgínia Wolf? Agora é uma mera sombra daquilo que já fora.

    ResponderEliminar

 

Descontos Em Bilhetes de Cinema

Crítica da Semana


Membro Oficial

Membro Oficial