Crítica - Fast & Furious 7 (2015)

Realizado por James Wan 
Com Vin Diesel, Paul Walker, Dwayne Johnson 

A trágica morte de Paul Walker trouxe um inesperado dramatismo e sentimentalismo a "Furious 7", que será para sempre recordado como o último trabalho deste jovem e malogrado ator que, recorde-se, faleceu num acidente de viação numa altura em que as gravações do filme ainda estavam no início. Para atribuir uma espécie de final digno a Brian O'Connor, a personagem de Paul Walker, e para também prestar uma sentida homenagem ao falecido ator, os responsáveis da Universal Pictures decidiram, após muita ponderação, alterar a conclusão do filme e manter tudo o resto, aproveitando assim as cenas já filmadas com Walker e gravar as restantes com a ajuda dos dois irmãos do ator que, graças a técnicas CGI, conseguiram incorporar sem falhas técnicas a figura do ator. Esta plano acabou por ser o mais justo e digno, mas a forma como os responsáveis máximos por "Furious 7" decidiram homenagear Walker e despedir o seu Brian O'Connor da saga deixa algo a desejar com a sua concretização, mas isso só acontece nos seus últimos minutos, porque antes de tudo "Furious 7" peca em muitas outras coisas e cumpre em outras mais.


A história de "Furious 7" começa onde "Furious 6" (2013) e "The Fast and the Furious: Tokyo Drift" (2006) terminam. Após derrotarem o vilão britânico Owen Shaw em Londres, Dominic Toretto, Brian O'Conner, Letty Ortiz e a restante equipa de corredores e ladrões tentaram seguir com as suas vidas em Los Angeles, mas não contavam que Deckard Shaw, o irmão mais velho de Owen, estava prestes a começar uma jornada de vingança contra o grupo, tendo iniciado tal jornada com a morte de Han em Tóquio, morte essa que serviu de aviso a Toretto e O'Conner que, em Los Angeles, preparam uma nova guerra que, pelo meio, inclui ainda uma complicada missão de resgate de um hacker informático que criou um dispositivo que os poderá ajudar na luta contra Deckard. Tal como se pode depreender, "Furious 7" apresenta uma intriga que alterna entre um filme de vingança com muita ação e um filme de missões impossíveis também com muita adrenalina à mistura. O resultado final acaba por ser uma obra penosamente comprida sem grande contexto ou conteúdo narrativo mas, claro está, com uma impressionante dose de sequências de ação que incluem muitas cenas credíveis e intensas, como impressionantes lutas corpo a corpo que estão muito bem coordenadas ou expansivos tiroteios repletos de garra, mas também sequências muito menos realistas, como explosivas perseguições automóveis que culminam em manobras impossíveis, mas não tão impossíveis como pelo menos duas missões de assalto e investida altamente improváveis que incluem, por exemplos, a destruição de boa parte do centro de Los Angeles e quedas impossivelmente coordenadas de carros desde aviões ou arranha céus. Todas estas sequências, que correspondem seguramente a oitenta por cento do filme, aparecem, claro está, apoiadas por múltiplos efeitos visuais e sonoros que ajudam a dar um maior impacto a um filme que, tal como os seus antecessores, vive muito do espetáculo de adrenalina e ação que apresenta. 
Esta é seguramente a maior vantagem do filme e apenas uma das duas coisas que justificam o seu visionamento, sendo a outra o facto de "Furious 7" representar a última aparição de Paul Walker, cuja participação é visivelmente mais secundária mas, ainda assim, importante para o franchise. É importante realçar que a performance dos Irmãos de Walker e do CGI é perfeitamente adequada, atendendo a situação, sendo portanto de realçar o excelente trabalho técnico que os responsáveis pelo filme fizeram nestes empre complicado trabalho de tratamento e inclusão de imagem. O que acaba por não ficar muito bem é o final de "Furious 7", ou melhor, a despedida que o franchise arranja para Brian O'Conner. Já se esperava de certa forma o final apresentado, mas já não se esperava a forma demasiado lamechas como esse final aparece e é entregue ao público. O que me parece é que tal conclusão acaba por apelar mais ao melodramatismo do que propriamente a um desfecho honroso e memorável. É pena que O'Conner e Walker saiam de "Fast & Furious" com uma conclusão tão lamechas e tão mal elaborada, mas assim decidiu a Universal Pictures que, como não poderia deixar de ser, dedica o filme ao malogrado ator. É certo que, porventura, Walker merecia uma despedida num filme mais completo e abrangente, mas a verdade é que a saga "Fast & Furious" foi o grande marco da sua carreira e, por isso, "Furious 7" até se enquadra num perfeito capitulo final para a vida cinematográfica do ator. Neste ponto, "Furious 7" puxará ao sentimento e ficará para a história de Hollywood, mas no que toca a tudo o resto, infelizmente, não passa de um filme normal com um guião sem qualidade mas com uma série de imponentes sequências de ação que, dentro do género, agradarão ao público alvo.

Classificação  2,5 Estrelas em 5

5 comentários:

  1. Filme lindo sem comparações. O final é surpreendente não se compara nem metade aos outros filmes. Eu assisti e gostei bastante, opinião e crítica minha! Abraços.

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  2. Respostas
    1. quem diga que o filme é lixo nao entende nada de cinema... nada mesmo! bom filme! pena walker ter morrido . nao merecia esse fim.. uma excelente pessoa por todos os atos de bondade e ajuda fez durante sua vida... e por ser um bom ator com muitos filmes de qualidade.. as boas pessoas partem cedo..

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  3. O final foi digno, gostei bastante.
    "Velocidade Furiosa 7" é um dos melhores filmes do ano para mim, mas deixou-me com uma mistura de sentimentos: A alegria de mais um filme contra a tristeza de este ser o último filme de Paul Walker, devido à sua prematura morte em 2013.
    Por um lado "Furious Seven" poderia ser o último filme da saga, pois vai ser algo estranho os próximos filmes não terem no elenco o grande Paul Walker. Por outro lado um novo filme vai trazer mais dinheiro para a produtora, portanto temos que esperar o que trará de novo o oitavo e próximo filme do franchise.
    Lê o resto da análise em: http://osfilmesdefredericodaniel.blogspot.pt/2015/05/velocidade-furiosa-7.html
    5*
    Cumprimentos, Frederico Daniel.

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