Crítica – Que Estranho Chamar-se Federico (2013)

 Realizado por Ettore Scola
Com Tommaso Lazotti, Maurizio De Santis, Giacomo Lazotti
Scola presta com esta obra um tributo a Federico Fellini, seu amigo íntimo e nome maior do cinema italiano. Usando imagens reais e ficcionais, o realizador, mais do que uma biografia de Fellini, propõe uma viagem ao seu imaginário. Pegando no último verso do poema De Outra Manera de Lorca, que intitula o filme, Que estranho chamar-se Federico é uma obra dirigida ao próprio Fellini tantas são as evocações de cumplicidades que nos ultrapassam completamente. Os primeiros dias no jornal satírico Marco Aurélio, estranhas viagens nocturnas de carro por Roma com os mais inusitados passageiros, os interiores do Teatro 5 da Cinecittà, são momentos da vida do Grande Mentiroso que pontuam todo o mundo felliniano.


Não há complacências com a gabarolice do realizador  e o seu gosto pela extravagância mas sim uma prova imensa de amizade e uma eterna saudade. Sem grandes interpretações nem um argumento de relevo, o filme vale pelo nome do realizador e pela sua capacidade de nos transportar a um mundo que é ainda, e infelizmente, desconhecido de muitos.
Classificação - 4 Estrelas em 5

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