Crítica - Freeheld (2015)

Realizado por Petter Sollet
Com Julianne Moore, Ellen Page

Baseado numa emotiva história verídica, que aliás já deu origem a uma consagrada curta metragem documental que até venceu o Óscar em 2007, "Freehled" é uma sombra do drama que poderia ter sido. O único elemento que justifica o seu visionamento é, sem qualquer surpresa, a sempre sublime Julianne Moore. Um ano após ter conquistado o Óscar de Melhor Atriz pela sua enorme performance no mediano "Still Alice" (2014), Moore volta a ter uma performance de luxo em outro melodrama familiar mediano que mexe com doenças complexas. 
A consagrada Moore interpreta então Laurel Hester, uma detetive experiente que esconde a sua real orientação sexual dos outros polícias com medo de represálias profissionais. Sem esperar encontrar o amor, Hester acaba por conhecer Stacie, com quem inicia uma forte relação que, posteriormente, é inesperadamente abalada quando Hester é diagnosticada com um cancro agressivo. A mais que previsível conclusão desta doença obriga Hester e Stacie a iniciarem uma difícil luta pelos seus direitos, já que os superiores de Hester não querem atribuir a Stacie uma pensão de viuvez.


A história real de Hester e Stacie comoveu os Estados Unidos em 2005/2006. A luta política e jurídica que, em conjunto, travaram para terem direito a um tratamento semelhante ao dos casais heterossexuais ajudou e muito, por exemplo, a campanha pelos Direitos dos Homossexuais em Nova Jérsia e nos Estados Unidos da América. É por esta importante razão que a sua história é ainda hoje recordada com muita importância no seio da comunidade homossexual. 
Esta sua corajosa história de perseverança e luta pela justiça e pela igualdade recebeu, no seu tempo, a devida atenção mediática e esteve na base de uma bela curta metragem documental, cuja qualidade foi merecidamente reconhecida pela Academia. Perante este cenário de exaustão mediática e comercial, este filme era, portanto, verdadeiramente desnecessário, mais ainda porque nada acrescenta a este tema, muito pelo contrário. No fundo, "Freeheld" até alcança um proeza muito negativa, já que transforma uma história humanamente e moralmente forte num melodrama banal e sem nenhum carisma. 
Não se compreende portanto a aposta em "Freeheld" nestes moldes que, recordo, permitiram a criação de um filme muito esquecível e sem qualquer força humana ou moral que não valoriza a luta pelos direitos dos homossexuais, nem sequer uma história que puxa quase com naturalidade pelo drama e pelo romance. As fragilidades desta obra são evidentes e ajudam a torna-la num drama maçudo e aborrecido que, relembro, apenas tem em Julianne Moore o seu ponto positivo. O que quer dizer que até os restantes membros do elenco, como Ellen Page ou Michael Shannon, não ajudam em nada a melhorar esta obra. Especialmente Ellen Page que volta a nos presentear com uma performance insípida e quase irritante que, infelizmente, já se está a tornar na sua imagem de marca. 

Classificação - 1,5 Estrelas em 5

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