Crítica - Gods of Egypt (2016)

Realizado por Alex Proyas
Com Gerard Butler, Nikolaj Coster-Waldau, Rufus Sewell

Os Deuses da Grécia Antiga gozaram há alguns anos atrás de uma pequena onda de popularidade em Hollywood que, num pequeno espaço de tempo, deu origem a filmes como "Immortals" ou "Clash of The Titans". Pelos vistos, Hollywood sentiu falta dos filmes de ação divinos. A Lionsgate decidiu apostar no regresso deste tipo de filmes, mas em vez de apostar nos Deuses da Grécia decidiu criar um filme que se centra nos Deuses do Egito Antigo. Intitulado "Gods of Egypt", esta aposta/ projeto foi polémica desde o início e revelou-se, quase sem surpresa, um gigantesco fracasso, já que falha em todos os parâmetros importantes. Não será por isso de estranhar que a passagem dos Deuses do Egipto por Hollywood será, pelo menos para já, bastante curta,  já que o enorme fracasso de "Gods of Egypt" deverá desmotivar outros estúdios a apostarem neste género de filmes. 


Um dos maiores problemas de "Gods of Egypt", que aliás gerou uma enorme polémica,  prende-se com o seu elenco. Para um filme cuja trama se desenrola no Egito, o elenco de "Gods of Egypt" é demasiado caucasiano. Mas para além do claro problema de diversidade racial, o elenco de "Gods of Egypt" denota um claro problema de qualidade. Os atores que ocupam os principais  papéis até são conhecidos, mas as suas performances são verdadeiramente medianas. Em especial a do jovem Brenton Thwaites, que interpreta o jovem protagonista Bek, um mortal pacato que se considera apenas mais um soldado. Bek vive num Egito Ancestral dominado por Deuses e forças ocultas. Quando o impiedoso Set, interpretado por um também mediano Gerard Butler, ocupa o trono da nação e mergulha a sociedade no caos, o jovem tem que se unir a outros cidadãos e ao poderoso Deus Horus (Nikolaj Coster-Waldau) para formar uma expressiva resistência ao poder divino.
Esta trama apresenta também inúmeras falhas. A começar pela sua clara ausência de conteúdo. A história de "Gods of Egypt" é uma confusão total, onde não há nenhum conteúdo concreto, nem nenhum elemento criativo ou de interesse. Estamos perante apenas e só um filme de ação vazio, descabido e acima de tudo ridículo, cuja trama é ocupada por intrigas sem valor, diálogos banais e, claro está, muitas sequências de ação de pouco valor. Estas, para além de pouco produtivas, são também pautadas por uma péssima componente técnica ao nível dos paupérrimos efeitos especiais que denota, uma vez mais, a enorme fragilidade e pandemónio que reina nesta fraquíssima obra sem qualquer valor positivo. Sim, porque "Gods of Egypt" é um péssimo filme que desaproveitou, por completo, o potencial da fórmula narrativa que envolve os Deuses do Egito num contexto de ação e aventura. 

Classificação - 1 Estrela em 5

2 comentários:

  1. Boa tarde, concordo plenamente com a critica. Tinha muita expectativa em ver este filme por causa do realizador, Alex Proyas, que nos presenteou com os fabulosos, a meu ver, O Corvo, Sinais do Futuro, Eu, Robot e Cidade Misteriosa, mas que desilusão, tantos anos sem realizar para isto.

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  2. Discordo quase totalmente do que li. Oque vi foi um chow, um maravilhoso espetáculo, curti cada detalhe, só achei que faltou maior elaboração nas armadilhas da cena do cofre, foi um tanto fraca, na realidade as tumbas são bem mais complexas, porem, meu encanto por todo o filme não se ofuscou diante disso.

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