Crítica - Left Behind (2014)

Realizado por Vic Armstrong 
Com Nicolas Cage, Chad Michael Murray, Cassi Thomson 

Há filmes que merecem estrear nas salas de cinema e, por razões maioritariamente comerciais, acabam por não ter a sua oportunidade. Há outros, por outro lado, que nem deveria ter sido feitos, quanto mais ser exibidos nos cinemas, mas que lá acabam por ter a sua imerecida oportunidade. Um dos melhores exemplos desta situação é este péssimo "Left Behind". Baseado no homónimo livro cristão, "Left Behind" é um remake profundamente dispensável da trilogia cinematográfica iniciada em 2000 por "Left Behind: The Movie", também ele um filme fraco que teve um certo sucesso junto da comunidade cristã norte-americana, tal como os outros dois filmes que lhe sucederam e que foram exibidos nos cinemas. 
Esta trilogia foi na altura promovida pelos seus criadores como a saga cinematográfica cristã mais ambiciosa de sempre,  mas isso não quer dizer nada em relação à sua qualidade que, como já foi referido, deixa muito a desejar. O mesmo mal afeta este remake.  Nota-se que os seus responsáveis queriam fazer um produto grandioso, mas falharam redondamente nesta sua missão porventura desilusiva e demasiado ambiciosa. A sua história tem como base a profecia bíblica relativa ao Apocalipse, assim somos transportados para uma realidade onde, tal como uma profecia bíblica previu, milhões de pessoas em todo o mundo desapareceram misteriosamente sem qualquer explicação e, consequentemente, o mundo mergulhou num caos profundo. Na sequência desta inexplicável catástrofe e perante um iminente Apocalipse, um pequeno grupo de sobreviventes tenta seguir em frente e sobreviver a tudo aquilo que lhes aparece à frente.
Para além de tecnicamente mal feito, "Left Behind" também não foi bem feito ou idealizado a todos os outros níveis. A sua trama é aborrecida e sofrível. Há demasiados espaços vazios, poucas explicações, diálogos sem significado e sequências verdadeiramente irritantes que arrastam o filme para a lama. Todos estas falhas acontecem no seio de uma história nada envolvente e fraca que dificilmente conquistará a atenção de quem quer que seja, sejam cristãos ou não. No fundo nada de bom tenho a dizer sobre este filme, onde Nicholas Cage, o seu único ator de calibre, bate uma vez mais no fundo da sua profissão e mostra-nos um dos piores lados da sua inconstante carreira.

Classificação - 0,5 Estrelas em 5

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