Acredite, Não É Mentira! RTP Reforça Aposta na Produção Nacional! Também Nos Cinemas Haverá em 2016 Um Reforço do Cinema Português!

É verdade, a RTP está cada vez a apostar mais na ficção nacional. O sucesso da já recém terminada série "Bem Vindo a Beiras" e também de outras apostas do mesmo cariz, como "Terapia" ou "Conta-me Como Foi", motivaram a RTP a continuar a apostar forte em séries de origem nacional para ocupar uma parte substancial da sua programação noturna semanal. Esta semana, a RTP1 já estreou "Aqui Tão Longe", uma série dramática com enfoque na realidade portuguesa e nos problemas do quotidiano, cujo elenco é composto por Fátima Belo, Filipa Areosa, José Mata e Miguel Damião. Esta é a primeira de uma nova fornada de séries que chegarão em 2016 à RTP. Já confirmadas estão mais três produções intituladas "Dentro", "Boys" e "Miúdo Graúdo" que, até ao Verão, vão estrear no primetime da RTP1. A aposta na ficção nacional no formato das séries parece portanto ter futuro, já que a RTP parece estar já a preparar novos projetos dentro deste âmbito que, numa estratégia global, visam enriquecer o panorama nacional. 
A ideia da RTP passa também por tentar combater um primetime qué dominado na concorrência, quase em exclusivo, por telenovelas. Tanto a SIC como a TVI alicerçam a sua programação noturna em telenovelas. É certo que a maior parte delas são de origem portuguesa, mas para tentar dar uma nova oferta ao espectador, a RTP aposta neste formato de séries que poderam também ser facilmente importadas para o estrangeiro, já que as séries têm uma procura muito maior que as telenovelas. Este dado é apoiado pelo facto de apenas a telenovela "Única Mulher" da TVI ser exibida no estrangeiro, mais especificamente em Angola, graças em parte aos inúmeros apoios e parcerias angolanas que este projeto recebeu e motivou. A aposta da RTP é assim de louvar, podendo até levar no futuro a SIC e a TVI a seguirem um caminho semelhante. Num passado recente, a TVI tentou esta estratégia num campo mais infantil com as séries "O Clube das Chaves", "O Bando dos Quatro" e "Detective Maravilhas", mas as três não tiveram o sucesso esperado. Neste campo o maior sucesso da TVI continuam a ser as séries "Equador" e "Inspector Max". Já a SIC tem um historial recente um pouco mais negro nesta área, isto após ter tido muito sucesso na Década de 90 com projetos de renome, como "Médico de Família" ou "Jornalistas". 
Também no cinema parece existir uma crescente aposta na estreia, nas salas de cinema, de filmes portugueses. Já este mês, João Canijo deu início às gravações da sua nova longa metragem, "Fátima/ Caminhos da Alma", um drama que segue um grupo de onze mulheres que, ao longo de dez dias e percorrendo mais de quatrocentos quilómetros a pé, dirigem-se em peregrinação a Fátima. Rita Blanco, Anabela Moreira, Cleia Almeida, Márcia Breia, Ana Bustorff, Teresa Madruga e Teresa Tavares fazem parte do elenco deste projeto cuja estreia nos cinemas já está assegurada, pela Midas Filmes, para 2017. Falando apenas de 2016 já tivemos, nos primeiros três meses do ano, a estreia nos cinemas portugueses de sete produções portuguesas: "Jogo de Damas", de Patrícia Sequeira (Drama); "Quatro", de João Botelho (Documentário); "Lisbon Revisited", de Edgar Pêra (Documentário); "Gelo", de Luís e Gonçalo Galvão Teles (Thriller); "O Amor É Lindo... Porque Sim!", de Vicente Alves do Ó (Comédia); "John From", de João Nicolau (Drama) e "Posto Avançado do Progresso", de Hugo Vieira da Silva (Comédia). Este número parece diminuto, especialmente quando comparado com as estreias de produções americanas ou francesas, mas representa um aumento significativo na aposta nacional presente nas salas de cinema. Esta aposta será reforçada nos próximos tempos. Isto porque também estão previstas as estreias em sala dos seguintes filmes:  "A Canção de Lisboa", de Pedro Varela (Comédia); "El Dorado - La Rinconada", de Salomé Lamas (Documentário), "Cinzento e Negro", de Luís Filipe Rocha (Drama), "Ornamento e Crime", de Rodrigo Areias (Thriller); "São Jorge", de Marco Martins (Drama); "Ornitólogo", de João Pedro Rodrigues (Drama), "Balada de Um Batráquio", de Leoner Teles (Curta); "Cartas de Guerra", de Ivo Ferreira (Documentário); " A Ilha dos Cães", de Jorge António (Drama); "Aqui, em Lisboa: Episódios da Vida da Cidade", de Gabriel Abrantes (Drama) e "Refrigerantes e Canções de Amor", de Luís Galvão Teles (Comédia), assim como os ainda não totalmente confirmados "7 Pecados Intelectuais" e "Mulheres". A estes podem-se juntar outras obras portuguesas com estreia ainda não assegurada, como por exemplo "Treblinka", de Sérgio Tréfaut; "O Cinema, Manoel de Oliveira e Eu", de João Botelho; "Estive em Lisboa e Lembrei de Você", de José Barahona; "O Lugar que Ocupas", de Pedro Filipe Marques; "Paul", de Marcelo Felix; "A Vossa Terra", de João Mário Grilo; "A Ilha dos Ausentes", de José Vieira e "Os Cravos e a Rocha", de Luísa Sequeira, que serão exibidos no IndieLisboa 2016 e poderão, a partir daí, ganhar distribuição nacional. Ao todo são portanto mais de vinte produções portuguesas já asseguradas nas salas de cinema, podendo-se juntar a estas mais um bem composto grupo de obras para todos os gostos. 

1 comentários:

  1. A Única mulher também foi muito recentemente exportada para o Chile.

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