Pérolas Indie - Maggie's Plan (2016)

Realizado por  Rebecca Miller
Com Greta Gerwig, Ethan Hawke, Julianne Moore
Género - Comédia Romântica

Sinopse - O plano de Maggie (Greta Gerwig) de ser mãe solteira sofre um revés quando se apaixona por John (Ethan Hawke), um homem casado. Mas este romance acaba por destruir o já volátil relacionamento que John tinha com a sua mulher, a brilhante e impossível Georgette (Julianne Moore). Três anos depois e já com uma filha, Maggie deixou de ver sentido na relação e encontra-se numa encruzilhada: o que fazer quando se descobre que o nosso namorado e a ex-mulher dele são, na realidade, perfeitos um para o outro?

Crítica - Em 2016, Noah Baumbach não irá lançar nenhum filme, assim sendo, "Maggie's Plan" tem boas hipóteses de vir a ser considerado o Filme Hipster de 2016. Esta pode parecer uma piada cruel, mas este "prémio honorário" tem tanto de negativo como de positivo neste caso específico. É porque embora seja um filme com diálogos excessivamente pedantes e personagens pseudo intelectuais, "Maggie's Plan" acaba por ter na sua base um argumento repleto de ideias curiosas que obedece a uma estrutura bastante divertida.
É pena que estas ideias sejam por vezes atropeladas por noções ignorantes e conversas hipsters que levam o normal espectador a revirar os olhos. Mas se ignorarmos as por vezes irritantes ideologias libertinas de Maggie ou a irritante personalidade intelectual de John e Georgette, então acabamos por ser confrontados com um comédia romântica moderna e diferente que até poderia ter sido idealizada por Woody Allen.
Não é que "Maggie's Plan" tenha muita piada, porque efetivamente não tem. O que acaba por nos apresenta é sim uma história positiva onde a independência pessoal acaba por sobressair como a sua marca dominante. Esta prevalece até perante a típica noção hollywoodiana de amor e de romance, já que "Maggie's Plan" é dominado por uma visão muito realista e moderna do amor, das relações e do casamento. Esta visão leva a que a sua história tenha, portanto, os pés bem assentes na terra e que, num plano mais contemporâneo, tenha muito mais sentido. O seu final feliz também não é propriamente típico, tal como o seu plano romântico/ familiar,  mas o que é certo é que, num conjunto global, a sua pertinente  nitidez emocional e a sua excentricidade narrativa acabam por resultar. A única ressalva é mesmo o já referido excesso de intelectualismo insuportável que reina no seu núcleo,  no entanto, com a ajuda de ideias positivas e, claro está, do magnético profissionalismo de Greta Gerwig e Julianne Moore esse defeito acaba por ser facilmente ultrapassado.

Classificação - 3 Estrelas em 5

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