Crítica - La Belle et la Bete (2014)

Realizado por Christophe Gans
Com Vincent Cassel, Léa Seydoux, André Dussollier 

Sinopse - Um comerciante caído em miséria vê-se forçado a exilar-se, com os seus filhos, no meio da floresta. Um dos seus filhos é a jovem e graciosa Belle que, quando descobre que o seu pai foi condenado à morte por um Monstro por ter invadido o seu reino mágico, decide sacrificar-se e tomar a sua vez, ficando assim presa para sempre no castelo do Monstro, que agora não a quer matar, mas sim amar.

Crítica - Havia muita expetativa em redor da versão francesa live action do clássico conto "A Bela e o Monstro", que, recorde-se, já inspirou a criação, por parte da Walt Disney, de um fantástico filme de animação que até conquistou uma nomeação ao Óscar de Melhor Filme. Infelizmente, "La Belle et la Bete" não cumpriu tais expectativas e caiu inexplicavelmente num nível mediano que não honra a beleza romântica do já mundialmente famoso conto de fadas.
O cinema francês já provou, vezes sem conta, que tem criadores que sabem adaptar belas e boas histórias para o grande ecrã. Num plano mais virado para a ficção e para a ação, Christophe Gans já provou que sabe adaptar boas histórias, porque já sob a alçada de Hollywood realizou, por exemplo, uma brilhante adaptação cinematográfica do videojogo "Silent Hill", que ainda hoje é vista como uma das melhores adaptações de um videojogo em Hollywood. Mas com esta versão de "A Bela e o Monstro", Gans ficou um pouco aquém. 
É verdade que certos elementos técnicos desta adaptação até são interessantes, nomeadamente no que toca aos departamentos de guarda roupa, caracterização, fotografia e design de produção. As suas falhas residem sim ao nível do enredo, do elenco e da banda sonora. Esta última desiludiu e muito. Atendendo ao nível sonoro da animação da Walt Disney e à força motriz da história em causa, esperava-se uma banda sonora com mais impacto que incutisse uma maior repercussão ao romance e ao drama entre A Bela e O Monstro. O próprio elenco, composto no seu ponto central por Vincent Cassel (O Monstro) e Léa Seydoux (A Bela), peca pela sua performance escassa e vazia. Cassel e Seydoux já deram provas da sua qualidade, mas em "La Belle et La Bete" apresentam a sua pior face. Os dois não exibem qualquer química entre si e, por isso, ajudam a matar um pouco mais o romance e o drama de uma já de si vazia adaptação cinematográfica. Os dois astros aparecem também aqui mais apagados do que em projetos anteriores, sendo de destacar a performance monótona e quase irritante de Seydoux, que não conferiu à sua Bela a destreza romântica que tão bem a caracteriza.
A própria história apresenta lacunas graves e falhas problemáticas que, em conjunto, não honram a qualidade do conto original. A adaptação que nos é apresentada é bastante fraca, especialmente no que toca ao plano romântico, já que a história emotiva que interliga os dois protagonistas é tão seca e tão forçada que em nada espelha a versatilidade e criatividade da história romântica que todos nós conhecemos tão bem. 

Classificação - 2 Estrelas em 5

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