Crítica - Unfriended (2015)

Realizado por Levan Gabriadze 
Com Matthew Bohrer, Courtney Halverson, Shelley Hennig 

Há que admitir que "Unfriended" é superior ao que se esperava e ao que o seu trailer aparentava. Isto posto não se pode considerar que esta obra de Levan Gabriadze apoiada pela Universal Pictures seja um bom filme de terror. É certo que a espaços tem os seus momentos de interesse e susto, mas no cômputo geral deixa sempre um pouco a desejar onde mais interessa, ou seja, no equilíbrio e na capacidade de surpresa e suspensa da sua história. 
A sua história desenrola-se num ambiente juvenil altamente social e bem montado por força da influência das redes sociais. No fundo, "Unfriended" dá um novo twist ao género found footage ao centrar a sua juvenil ação nos computadores e nas populares redes sociais. É neste ambiente preso aos ecrãs que seguimos um grupo de jovens que, anos após uma rapariga popular se ter suicidado após alguém ter posto na internet um video embaraçoso, têm que descobrir uma forma de escapar  à força vingativa de uma figura misteriosa que utiliza vários meios informáticos para se vingar do responsável pela divulgação do video. 


Não se pode apontar nada de muito negativo ao twist técnico e criativo que é promovido em "Unfriended", mas pode-se sim apontar falhas graves à forma como o seu argumento se desenvolve. É aliás por sua culpa que "Unfriended" cai numa espiral negativa e se torna num produto incapaz de convencer os veteranos apreciadores de filmes de terror. 
O seu enredo é portanto muito permeável a clichés e a erros, mas apresenta sobretudo défices preocupantes no desenvolvimento das suas personagens e na evolução do grande mistério que move a trama. Por um lado, "Unfriended" aposta numa forma diferente de contar uma história repetitiva, mas por outro desaproveita esta enorme vantagem com um enredo fraco e falível que acaba por não acompanhar o potencial de uma ideia técnica positiva. Esta acaba portanto por ser muito mal aproveitada por força de erros e clichés do enredo, mas numa escala mais secundária também acaba por ser vítima de um elenco juvenil verdadeiramente insuportável que prejudica e muito a experiência que esta obra se propõem a oferecer. 

Classificação - 2,5 Estrelas em 5


1 comentários:

  1. Também me desiludiu bastante.O uso da tecnologia e redes sociais como forma de visualizar a narrativa é interessante ao início mas torna-se aborrecida quando não passamos daquilo. Torna-se um gimmick limitativo.

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