Crítica - Resident Evil: The Final Chapter (2017)

Realizado por Paul W.S. Anderson
Com Milla Jovovich, Ali Larter, Shawn Roberts

Em 2002 foi lançado o primeiro filme “Resident Evil”, uma adaptação livre da homónima saga de videojogos de terror que, pese embora críticas menos positivas, conseguiu obter um amplo sucesso comercial que capitalizou a criação de um vasto franchise cinematográfico. 
Pese embora as críticas medianas que recebeu, o primeiro filme acabou por se revelar o de melhor qualidade do franchise que, capítulo após capítulo, foi perdendo força, criatividade e, acima de tudo, conteúdo. 
Não se estranha por isso que este sexto e último capítulo seja mais do mesmo e esteja na linha do medianismo dos filmes anteriores. Este também nos apresenta portanto uma fórmula idêntica à dos produtos anteriores, onde a ação desmiolada está sempre presente e é exagerada ao máximo, mas onde o enredo apresentado tem um conteúdo próximo da qualidade nula.  


O final da saga traz-nos portanto mais zombies, mais explosões e mais lutas, sendo assim na sua génese um filme puramente físico dedicado à ação, já que a história em si resume-se à eterna luta de Alice contra a Umbrella Corporation e os Zombies. 
O problema é que as amplas doses de ação presentes em “Resident Evil: The Final Chapter” acabam assim por não serem apoiadas e perdem-se num mar de violência comercial que pouca satisfação trará ao espectador, até mesmo para os fãs da saga ou de produtos similares. Isto porque a ação presente é puramente inconsequente.
A nota positiva deste último “Resident Evil” prende-se apenas e só com mais uma performance relevante de Milla Jovovich na pele de Alice. Esta atriz é o principal rosto do franchise, não só por ter assumido as despesas do seu protagonismo desde o início, mas também por ser a pessoa que mais acreditou, apostou e deu a cara pelo mesmo, sendo notória a sua diversão em fazer estes filmes. É apenas esta a boa vibração que fica deste capítulo final e até mesmo dos últimos produtos desta saga que, infelizmente, acabou por não nos dar tanto gozo de ver como deve ter dado a Milla de protagonizar. Por tudo isto este teria e terá mesmo que ser o fim do franchise, apesar da ambiguidade do final do filme.

Classificação - 1,5 Estrela em 5

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