Crítica - Open Windows (2014)

Realizado por Nacho Vigalondo 
Com Sasha Grey, Elijah Wood, Neil Maskell 

De um ponto de vista puramente concepcional, "Open Windows" apresenta certas mais valias. Ao desenvolver uma historia de psicose, perseguição e suspense por intermédio de uma perspetiva cibernética, "Open Windows" até consegue inserir-se numa nova espécie de filme de terror que deriva de certa forma do género found footage. Pese embora este conceito intrigante e promissor, "Open Windows" falha em demasiados pontos centrais e acaba por não cumprir o mais básico que se pode pedir a um filme deste género. Embora não seja tão fraco como "Unfriended" (2015), outro filme de terror que também aposta na vertente cibernética mas com uma aplicação um pouco mais tradicional, "Open Windows" está também longe de ser um filme satisfatório. 
Por detrás de um conceito aparentemente interessante esconde-se uma história pouco envolvente e mal construída, onde todos os eventos apresentados promovem uma certa dose de amadorismo e desinteresse emocional que só se explica pela falta de convicção e conexão de um argumento demasiado primário e impessoal. Não se nota por isso aqui aquele poder para surpreender ou para conquistar a atenção  e o interesse do espectador. Este lado negativo ofusca portanto a sua componente criativa que também não é nada realçada por um elenco mediano encabeçado por Elijah Wood. O conhecido Frodo da trilogia "O Senhor dos Anéis" acrescenta assim "Open Windows" à sua já longa lista de performances estranha em filmes de terror independentes. Tal como em outros casos volta a interpretar um jovem introvertido que, neste caso, vê-se arrastado para uma estranha conspiração que envolve a sua estrela favotita, interpretada pela ex atriz pornográfica Sasha Grey, que desde a sua "estreia" em "The Girlfriend Experience" (2009) nunca mais voltou a convencer. 

Classificação - 2 Estrelas em 5

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