Entrevista a Fernando Galrito, Diretor da MONSTRA 2018

O Portal Cinema teve a oportunidade de entrevista Fernando Galrito, Director da MONSTRA 2018 - Festival de Animação de Lisboa que se realiza de 8 a 18 de Março e celebra os seus 18 anos de história. Tal como nas edições anteriores, o Portal Cinema é um dos parceiros mediáticos da MONSTRA!

1 – Que critérios é que estiveram na origem do Processo de Seleção de Filmes desta Edição? 
Desde que criámos as secções competitivas, existe um júri de seleção, responsável pela escolha dos filmes em competição. Para a esta edição do Festival recebemos 2 650 filmes, vindos de 95 países de todos os continentes. E os critérios de seleção são a qualidade das narrativas e dramaturgias de cada filme, a qualidade da animação e a relação entre os elementos narrativos e as técnicas utilizadas. Temos em conta ainda a inovação que cada filme apresenta e a sua relação com a cultura de origem. Tendo em conta estes objetivos a diversidade estética, narrativa, técnica e a inovação são parâmetros de seleção essenciais.
Além da competição, o Festival tem um anualmente um país convidado, no qual mergulhamos profundamente na sua história e contemporaneidade para além de inúmeras outras secções (Históricos, DokAnim, TerrorAnim, Triple X, entre outras) e retrospetivas de realizadores, filmes históricos entre outros. Toda esta grande programação, composta em media por cerca de 600 filmes, obriga a um largo número de horas de visionamento de filmes e uma equip nacional e internacional que interage com a MONSTRA.

2 – Quais são as Expectativas Gerais para esta Edição da MONSTRA 2018, não só para a Edição de Lisboa, mas das Restantes Cidades?
As nossas expectativas são sempre as melhores. Trabalhamos o ano todo para podermos montar um Festival, que mais do que uma exibição de filmes, é um encontro entre o público, autores e criadores numa elegia à arte e uma Festa da animação. Nesse sentido, tentamos sempre propor novas linguagens e atividades paralelas para que o público se envolva não só como espetador, mas como participante ativo. A MONSTRA tem conquistado ao longo dos anos cada vez mais público, não só em Lisboa. Não queremos parar de crescer, queremos continuar a aprender para fazer mais e melhor.

3 – Numa pequena frase, o que caracteriza um filme digno de estar no MONSTRA?
Um filme com uma estética e narrativa interessantes, e que não deixa indiferente o espectador. Um filme que começa quando a projeção termina.

4 – O que é absolutamente imperdível nesta edição da MONSTRA? 
Este ano, temos um festival que vai em muitas direções. Temos filmes de grande público, por exemplo, como a ante-estreia de um filme que poderá ser um dos grandes sucessos de bilheteira de 2018 – o “Early Man”(idade da Pedra) , de Nick Park [criador da série Wallace and Gromit e co-autor da Ovelha Choné e vencedor de 4 Óscares]. Também teremos uma secção de históricos, centrados no tema “Fuga para a Liberdade” onde pontifica a obra prima Submarino Amarelo, com musica do Beatles. Nas competições apresentamos 188 filmes em 7 categorias diferentes com filmes de grande qualidade de mestres e jovens realizadores de todos os continentes. Para além de outras categorias como “Terror Anime” ou a “Monstra XXX”.  Sei que há muitos jovens que gostam também de animação do Japão e posso dizer que teremos uma grande retrospetiva japonesa, com 10 filmes de grande qualidade onde pontificam 3 Oscarizados, Kunio Kato, Koji Yamamura e Isao Takahata.
Vamos apresentar mais de 565 filmes, no total, o que mostra que este é um festival com uma programação vasta. Para além do lado cinematográfico há ainda as formações, a mesa-redonda dedicada à realidade aumentada, quatro concertos e centens de sessões MONSTRINHA para escolas e famílias.

5 – Onde e Como vê a MONSTRA nos póximos anos? O que ainda falta atingir e quais são os grandes objetivos? E qual será a direção criativa que pautará o futuro?
Com a crescente integração da animação em tudo o que é imagem em movimento, do cinema generalista aos jogos às realidades aumentadas e virtual o crescimento da animação será exponencial. Assim pensamos que a importância de um Festival como a MONSTRA vai ter um espaço e uma responsabilidade acrescida a cada ano.
Será, portanto, o nosso objetivo no crescer no mesmo grau de importância, mantendo uma atualidade crescente nunca esquecendo o lado fundamental deste festival, a necessidade de uma constante inovação, inquietação e subversão, fazendo a MONSTRA a cada ano um espaço de encontro com a novidade, mas também com a capacidade de inovar e fazer encontrar artistas de várias áreas em diálogos de inovação e criatividade.
Assim a MONSTRA será sempre um espaço de diálogo, troca, experimentação, rutura, transgressão e subversão. Motivador e essencial à criação artística de vanguarda. 
Um festival humanista e de encontros. De muitos para cada vez mais. Um Festival marcado pela ideia de que a Arte não é apenas o espelho para refletir o mundo, é sim, a essência para a sua transformação. 


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