Crítica - Darkest Dawn (2017)

Realizado por Drew Casson 
Com Stuart Ashen, Mawaan Rizwan, Drew Casson 
Género - Sci-Fi 

Sinopse - A sequela de "Hungerford" que explora a história de duas irmãs quando o Reino Unido é abalado por um extraordinário Apocalipse alienígena. 

 Crítica - Em 2014, o jovem cineasta britânico Drew Casson apresentou no FantasPorto um curioso, surpreendente e refrescante filme de ficção cientifica intitulado "Hungerford". Na sua génese está uma boa ideia que foi transformada, com poucos recursos, num filme muito competente que consegue rivalizar com as grandes produções alien de Hollywood. Entre os destaques estão os s bons elementos de suspense, terror, ficção cientifica e drama juvenil da sua narrativa que lhe renderam positivos e rasgados elogios por parte da crítica especializada. Esta ficou também rendida à componente técnica/visual deste projeto que, com um orçamento baixo, conseguiu cativar. Não é por isso de estranhar que tenha sido considerado, quer pela crítica, que pelo público, como um dos melhores filmes do certame.
Após a sua passagem pelo Porto, "Hungerford" beneficiou de um merecido sucesso em outros mercados e festivais, sendo que tal sucesso motivou a produção de uma continuação intitulada "Darkest Daw", também ela apresentada no FantasPorto.
Esta sequela manteve o estilo found footage do primeiro filme e prosseguiu com a narrativa iniciada por essa obra, mas perdeu muito do factor surpresa/qualidade apresentado pelo seu antecessor. É certo que acuidade técnica mantém-se muito positiva quando comparada com o orçamento do filme, mas o enredo desta continuação já não é tão acutilante, surpreendente e interessante como o do primeiro filme. Pode-se até dizer que "Darkest Dawn" é manifestamente mais aborrecido e banal que "Hungerford". É uma obra mais direcionada para a ação que o seu antecessor e isso afetou claramente a sua qualidade, o seu rendimento e a sua capacidade de entretenimento.
Embora não seja tão dinâmico, criativo e intenso como o seu antecessor, "Darkest Dawn" tem, ainda assim, as suas valências positivas a mantém-se num nível acima da média, pelo menos no que toca ao mediano nível comparativo dos filmes independentes de ficção cientifica. O que se releva é que neste caso já não surge como uma obra de referência e recomendável como o primeiro filme, mas sim como um simples exercício de entretenimento que, infelizmente, não conseguiu corresponder às expectativas entretanto levantadas.

Classificação - 2 Estrelas em 5

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