Crítica - Kings (2017)

Realizado por Deniz Gamze Ergüven
Com Halle Berry, Daniel Craig

Em Los Angeles em 1992. Millie (Halle Berry), uma mulher solteira e mãe adotiva de uma dúzia de crianças, tenta manter a sua família à tona, tentando também dar o melhor exemplo aos seus filhos especialmente os mais velhos. Enquanto a vida desta família vai acontecendo, com mais ou menos sobressaltos, vai decorrendo  o julgamento de Rodney King, um jovem afro-americano, espancado por quatro polícias sob o olhar impiedoso de uma câmara amadora, que está a tornar-se no mais poderoso símbolo do racismo nos EUA. Quando os polícias acusados são ilibados, a cidade explode e as atribulações familiares e dramáticas da família vão confrontar-se com o fogo da agitação social que deflagra pelo país....
É esta a sinopse de "Kings". Embora pareça prometedor, acaba por se revelar uma desilusão. E muito por culpa de um enredo confuso e desnorteado que não convence nem cativa. Embora tenha como pano de fundo um dos eventos mais marcantes da história recente dos Estados Unidos, os LA Riots, "Kings" falha em aproveitar convenientemente tal temática para lançar uma história forte e emotiva. A trama em si divide-se em dois segmentos. Um primeiro mais focado num triângulo amoroso entre três jovens sem qualquer ponta de sal ou competência e outro, igualmente desinteressante, que se foca no pouco explícito malabarismo social e humano que Millie faz no seu quotidiano para tentar manter a sua família segura. Pelo meio, Millie tem ainda uma aventura romântica com o seu vizinho (interpretado por Daniel Craig), mas esta aventura também é explorada de uma forma tão pobre como todas as outras áreas do enredo.
A certa altura nota-se mesmo que os criadores de "Kings" perderam o controlo do filme e não conseguiram estruturar devidamente o seu rumo. Tanto é que a dada altura, "Kings" perde cinco minutos do seu tempo a mostrar a personagem de Daniel Craig a subir a um poste de iluminação para tentar se livrar de um par de algemas. E quando um filme perde tempo a mostrar trivialidades como esta é porque, claramente, não tem muito para oferecer. E o que é certo é que não tem.
Salvam-se pelo meio alguns clips noticioso reais sobre o Pré, o Pós e o Durante dos LA Riots que conseguem incutir algum interesse e informação ao filme. Mas no fundo pouco mais há a dizer sobre este projecto pouco cativante com um péssimo enredo que desaproveita, por completo, toda a temática social, histórica e dramática inerente aos LA Riots.

Classificação 1,5 Estrelas em 5

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