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quarta-feira, novembro 06, 2019

Este Fim de Semana há Encontro Nacional de Cineclubes!


O Programa do Encontro Nacional de Cineclubes foi finalmente revelado na sua plenitude. Este encontro conta já com 60 participantes reunindo representantes de 13 países e, sobretudo, de 18 Cineclubes Nacionais. O movimento é representativo de todo o país, estando presentes delegados de pontos geográficos tão distantes como os Açores, Viana do Castelo ou Faro, que se irão encontrar na Curia já este fim de semana. O programa do encontro divide-se em cinco paineis centrais; “O Centro no Cinema”, “Cinema na Bairrada - Experiências e Produções”, “Desafios da Exibição Sem Fins Comerciais”, ”Ouvir Cinema” e “Cineclubes e Crítica de Filmes”, que contam com a participação de conhecidos intervenientes do cineclubismo nacional, bem como especialistas nacionais sobre as temáticas apresentadas. 
Há ainda espaço no Encontro de Cineclubes para a exibição cinematográfica. Na sexta-feira olhamos para o “Centro Cinematográfico”, com filmes produzidos na região. Foi o fio, de Patrícia Figueiredo (2014), 5’ [Cine Clube de Avanca, Filmógrafo], O Vôo da Papoila, de Nuno Portugal (2011) - 15’ [Persona Non Grata], Antes que a Noite Venha - Falas de Antígona, de Joaquim Pavão (2017) - 29’ [Cine Clube de Avanca, Filmógrafo] e Respirar Debaixo de Água, de António Ferreira (2000) - 45’ [Persona Non Grata], representam várias etapas do que é e foi a produção de cinema na região centro por produtores da região. No sábado, dia 9, será exibido Technoboss, de João Nicolau (2019), com a presença do realizador, do actor Miguel Lobo Antunes e do produtor Luís Urbano.
As sessões de cinema não carecem de inscrição e serão abertas ao público-geral praticando-se o preço de acesso de 4€ para o público-geral e de 2€ para associados de cineclubes, desempregados, estudantes. A exposição é de acesso livre.


Hoje, em democracia, os cineclubes mantém a sua vocação de agentes culturais na promoção e divulgação, na formação e reflexão sobre o lugar do cinema na nossa sociedade. A sua defesa do cinema português é de todos conhecida e enaltecida, contribuindo para a sua implantação nacional e ajudando‐o a projetar‐se a nível internacional. Através da sua vasta implantação no território nacional os cineclubes têm um papel único no reforço da coesão territorial, enquanto lugares de encontro, de partilha de ideias e de projeção do futuro. Pela sua presença de Norte a Sul de Portugal os cineclubes são por essência espaços de descentralização cultural. A preservação e a promoção das iniciativas levadas a cabo pelos diversos Cineclubes em todo o país extravasam, em larga medida, a simples exibição de filmes. Constituem-se, muitas vezes, como verdadeiras experiências culturais e de fruição, que são oferecidas de forma desinteressada, tendo apenas por base a paixão pela arte do cinema. Neste contexto, além de louvar, é fundamental salvaguardar o trabalho de divulgação do cinema português que é feito pelos Cineclubes nacionais, que incluem nas suas programações todo o tipo de obras, desde longas a curtas-metragens, de ficção, documentário e animação, e que promovem, igualmente, a literacia fílmica e o debate e o olhar crítico sobre a cinematografia lusa. - Presidente do Conselho Directivo do Instituto do Cinema e Audiovisual, Dr. Luís Chaby Vaz

Com o propósito de suscitar a paixão pelo cinema, de dar a conhecer filmes e documentários de todo o mundo, os cineclubes são promotores de importantes dinâmicas culturais nos territórios onde exercem a sua atividade, desenvolvendo novos territórios de partilha, de investigação e sensibilidade artística e criativa aos quais confluem uma grande diversidade de públicos, profissionais e não profissionais. Festivais como o Avanca Film Festival, em Avanca, o Caminhos do Cinema Português, em Coimbra, ou o Vista Curta, em Viseu,demonstram claramente a vitalidade e importância dos Cineclubes na região Centro. - Directora Regional de Cultura do Centro, Doutora Susana Menezes

A tradição de luta pelos direitos do público em acessar o audiovisual é uma marca presente em nossas entidades e a Federação Portuguesa tem uma trajetória relevante e reconhecida no cenário internacional cineclubista. Poder estar presente e interagir com o movimento cineclubista de Portugal será uma oportunidade ímpar para intercambiarmos nossas experiências, ao mesmo tempo que conheceremos o painel diverso e rico que ocorre hoje em vosso país. Os focos temáticos centrais apresentados - os desafios da exibição não comercial e o desenvolvimento crítico da cinefilia no seio dos cineclubes - é um tema de alta relevância para o cineclubismo em todo o mundo, guardadas as peculiaridades de cada país. - Presidente da Federação Internacional de Cineclubes, Dr. António Claudino de Jesus




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