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Longa Noite Foi o Grande Vencedor do FICLO 2020

Longa Noite Foi o Grande Vencedor do FICLO 2020

O filme “Longa Noite“, de Eloy Enciso, foi o grande vencedor da 2ª edição do FICLO. Segundo a comunicação divulgada pela organização, o júri teceu a seguinte consideração sobre o filme: "A profunda honestidade estética – e um assumido posicionamento ético – acerca da obscuridade do regime franquista; o facto de a fragilidade absoluta das personagens, das próprias imagens, se transformar, nele, em grito contra intemporais formas de domínio e injustiça sobre cada ser humano: foram, acima de tudo, estes os motivos que nos levaram a premiar o filme de Eloy Enciso."
Em Portugal ficou o Prémio Especial do Júri atribuído ao documentário "Campo", de Tiago Hespanha. "A grande e louvável liberdade estilística desta obra, assim como um trabalho visual e sonoro ao serviço do ambicioso projeto de construir um relato cosmogónico, que dá a saber como tratamos os ‘outros’ – incluindo os animais, foi o que nos fez atribuir ao filme uma menção especial do júri a Campo."
A menção de tributo foi entregue a Marion Hänsel. "Decidimos esta menção em agradecimento e memória da realizadora, tão recentemente desaparecida, pela generosidade de, em Il Etait um Petit Navire, partilhar com o espectador a sua experiência pessoal de cinema e de vida como lugar de encontro. Hänsel mantém-se fiel a um olhar, a um modo de narrar o mundo, a partir da vulnerabilidade de uma cama de hospital, a partir dos impossíveis equilíbrios da vida e do seu amor por todas as artes."


DECLARAÇÃO JÚRI SOBRE A SELECÇÃO:
Lluís Miñarro, Carlos Natálio, Ruth Perez, Ana Isabel Soares e João Viana

"Este é, de facto, e inesperadamente, um palmarés ibérico – tratava-se, desde logo, de um júri ibérico, essa é a realidade, mas a decisão não estava, naturalmente, tomada de início. Queremos, contudo, salientar a curiosidade e a satisfação com que cada um de nós foi percebendo que, neste festival, a seleção de obras a concurso se fez com grande exigência, de modo muito ponderado, e sem se desviar um pouco que fosse da natureza com que se apresenta o FICLO: a ligação entre as artes literárias e as artes dos filmes. Mas, ao mesmo tempo que a elevada qualidade dos filmes selecionados dificultou – enormemente! – a nossa tarefa, assegurou-nos que a escolha do filme a premiar recairia sempre sobre uma obra de grande qualidade. Ficámos com a alegria suplementar de atribuirmos maior destaque a um filme de língua galega, a uma cinematografia que tem vindo a revelar-se cada vez mais interessante. Não quisemos, porém, deixar de destacar o valor inestimável e a linguagem inovadora da obra de Tiago Hespanha no panorama cinematográfico – português, mas não só –, e nisso se materializou a menção especial do júri."

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