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FUSO - Anual de Videoarte Internacional de Lisboa Realiza-se de 27 a 30 de Agosto

FUSO - Anual de Videoarte Internacional de Lisboa Realiza-se de 27 a 30 de Agosto
FUSO - Anual de Videoarte Internacional de Lisboa Realiza-se de 27 a 30 de Agosto

O FUSO - Anual de Videoarte Internacional de Lisboa realiza-se de 27 a 30 de Agosto e volta a apresentar sessões de videoarte programadas por curadores portugueses e internacionais, numa edição que excepcionalmente se vai realizar online. Ao longo de quatro noites o público poderá assistir, de forma gratuita, a cerca de 47 obras de videoarte, assim como a conversas e apresentações em torno do tema.
Esta programação propõe novas perspetivas da videoarte, revelando autores e obras contemporâneas, mas também apresentando peças históricas raramente ou nunca vistas em Portugal. Ao expor cruzamentos com linguagens de filme experimental, da performance, da fotografia e do cinema, o FUSO traz uma nova abertura à imagem em movimento do século XXI. Além das sessões pensadas pelos 7 curadores, vão ser apresentados os vídeos em competição e, ao vencedor, vai ser atribuído um prémio de aquisição pela coleção da Fundação EDP. Nesta edição de 2020 foi ainda renovada a parceria com a Ar.Co - Escola de Arte e Comunicação Visual.

Diversidade Adversidade: O Tema do FUSO 2020
Diversidade significa pluralidade, diferenciação e diz respeito à variedade e coexistência de inúmeras culturas, línguas, tradições, costumes, crenças, corpos e géneros. A etnia, o status de imigração, a nacionalidade, o modelo de organização familiar, a política, a classe socioeconómica e a orientação sexual também fazem parte do diálogo sobre a diversidade global. Esta diversidade tem impacto significativo no âmbito das políticas sociais e nas filosofias de educação, já que uma educação multicultural, multirracial ou multiétnica implica numa transformação positiva da convivência entre as diferenças, promovendo o respeito pela diversidade.
Contudo, a diversidade transforma-se facilmente em adversidade em momentos de extremismo excludente e de ascensão do fascismo, como os que ocorrem atualmente um pouco por todo o mundo. O FUSO 2020 procura refletir sobre as várias formas que as práticas artísticas utilizam para pensar a diversidade global, bem como os obstáculos enfrentados quando a concentração de diferentes pensamentos nem sempre é recebida de forma pacífica, levando à intolerância, ao racismo, à violência e à exclusão.


Sete programas curatoriais associados à temática Diversidade. Adversidade
O FUSO desafiou sete curadores para programar obras que reflitam a temática Diversidade. Adversidade, numa edição que se vai realizar excepcionalmente online, e que arranca no dia 27 de agosto com os programas das curadoras Rosa Spaliviero e Lori Zippay.
A sessão A Soul in the Eye da italo-senegalesa Rosa Spaliviero introduz questões como exclusão e discriminação através do trabalho de 5 artistas africanos e da diáspora e aborda temas como o racismo, a cor da pele ou a invisibilidade do corpo, ao mesmo tempo que explora formas e narrativas não-convencionais.
Já Lori Zippay, curadora norte-americana que regularmente marca presença no FUSO, apresenta Ulysses Jenkins: Notions of Freedom, um programa com três obras do artista norte-americano Ulysses Jenkins (n. 1946), que ao longo de várias décadas tem vindo a trabalhar em performance, vídeo e multimédia, defendendo que nos devemos apropriar dos media, de forma a criar e a transmitir representações e histórias alternativas da experiência Afro-Americana. 
No dia 28 de agosto vai ser exibido o programa Mamá no tengo bombón, curado por Antonia Gaeta, que é composto por dois vídeos do artista português Jorge Queiroz: June 1972 e Shoe, ambos de 1999. Estes vídeos que Jorge Queiroz fez há 20 anos em Nova Iorque quando se encontrava a estudar e a viver no início da sua carreira, apresentam uma experiência e uso radical do suporte vídeo movida por um sentimento de mistério e nonsense. 

Para este mesmo dia a curadora eslovena Bojana Piškur programou vídeos de dois autores, separados por 40 anos, que fizeram retratos de uma mesma região. Neste programa intitulado Humans just pretend to be humans. You basically never know what they really are, é possível ver o filme Healthy People for Fun (1971) de Karpo Godina, um retrato da região de Voivodina, na antiga Jugoslávia, e Karpotrotter (2013) de Matjaž Ivanišin, um road movie e um retrato desta mesma região num país que foi, mas já não o é.
Cristiana Tejo programou quatro vídeos de artistas contemporâneos, para ver no dia 29 de agosto, que re-imaginam radicalmente o mundo a partir de feminilidades múltiplas e de corpos e sexualidades dissidentes, expondo também a presença da nossa relação com as tecnologias, a natureza, o desejo e os sentidos. Bodies frictions/ fictions: Is the future female? conta com os trabalhos de Luiz Roque, Laryssa Machada, Ana Esteve Reig, Frutífera Ilha e Romy Pocztaruk. 
Ainda neste dia é possível assistir ao programa Images of Adversity and Resistance in the Americas, curado por Tanya Barson, que apresenta trabalhos de investigação de três artistas latino-americanos sobre populações indígenas, formas de viver e de pensar, as suas vivências no tempo presente, e sobre a relação entre culturas indígenas, modernidade e modernismo nas Américas do Norte e do Sul. 
No último dia do festival, o curador sérvio Greg de Cuir Jr, apresenta o programa intitulado The Message’ is the Medium. São três vídeoclips de músicas hip hop, a partir dos quais se podem mapear as mudanças, quer na estética, quer na ideologia sonora e visual deste estilo musical: The Message(1982) de Grandmaster Flash & The Furious Five, Check Yo Self (1993) de Ice Cube e Can’t Nobody Hold Me Down (1997), de Puff Daddy.

Programa paralelo em parceria com a Ar.Co
O programa apresentado pelo Ar.Co - Centro de Arte e Comunicação reúne uma seleção de trabalhos realizados pelos alunos do Curso de Cinema/Imagem em Movimento que responderam ao desafio de pensar a ideia de “diversidade global”. Os sete trabalhos selecionados revelam tanto uma vasta riqueza visual, como ensaiam respostas críticas aos paradigmas de um mundo tendencialmente global que, de modo paradoxal, se apresenta pouco permeável à diversidade.

Prémios FUSO
A abrir as noites de programação do FUSO 2020 serão apresentadas as obras seleccionadas por Jean-François Chougnet, director artístico do FUSO, dos artistas portugueses ou artistas estrangeiros a residir em Portugal, que se candidataram através da Open Call. No ano em que o festival recebeu 176 inscrições, vão ser atribuídos dois prémios: Prémio Aquisição Fundação EDP/MAAT e o Prémio Incentivo RESTART.

É objetivo do Festival FUSO contribuir de forma significativa para a dinâmica da arte contemporânea nacional. Tendo em conta o atual cenário de pandemia o festival em 2020 vai realizar-se gratuitamente e exclusivamente online.

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