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Amor Fati, Novo Filme de Cláudia Varejão, Chega aos Cinemas em Novembro



O novo filme da realizadora Cláudia Varejão, "Amor Fati", chega dia 12 de novembro às salas de cinema portuguesas. Esta longa-metragem coproduzida pela TERRATREME é um retrato íntimo de pares e grupos de pessoas que partilham a vida, um elogio ao mistério dos encontros. Depois de ter integrado a competição do Visions du Réel, festival que se realizou exclusivamente online e com transmissão apenas em território suíço, "Amor Fati" vai ter a sua antestreia em em Portugal noDocLisboa 2020 no dia 11 de novembro, inserido no programa Deslocações.
Para este filme a realizadora procurou, por todo o país e ao longo de dois anos, histórias de amores inabaláveis que se expressavam em fisionomias idênticas e encontrou centenas de pares. Este filme é um atlas de histórias e emoções que expressam o meu sentimento pela humanidade e que tende a engrandecer diante da nossa vulnerabilidade, diante da morte. Criar imagens é a minha tentativa de superar a efemeridade dos eventos, incorporando algo maior e mais belo. A vida é assim, ininteligível. O meu esforço, com os meus filmes, está em torná-la inteligível. Talvez o cinema nos ajude, assim, a fintar o fim., declara a realizadora Cláudia Varejão.
Cláudia Varejão trabalha em realização desde 2005, tendo-se estreado na realização de longas-metragens em 2016 com Ama-San, um filme que retrata um grupo de mergulhadoras japonesas, que recebeu dezenas de prémios em festivais de todo o mundo e que teve estreia comercial em Portugal em 2017. "Amor Fati" é uma coprodução entre a portuguesa Terratreme e entre as produtoras Mira Films (Suíça) e La Belle Affaire (França).


Sinopse - Amor Fati vai ao encontro de partes que se completam. São retratos de casais, amigos, famílias e animais com os seus donos. Partilham a intimidade dos dias, os hábitos, as crenças, os gostos e alguns traços físicos. A partir dos seus rostos e da coreografia dos gestos, descobrimos a história que os enlaça. Assente na vida quotidiana, o filme desenha diante dos nossos olhos um coro de afectos e da memória colectiva de um país, convocado o discurso de Aristófanes no Banquete de Platão: “Não será a isto que vocês aspiram - a identificarem-se o mais possível um ao outro, de forma a não mais se separarem noite e dia? Se é essa a vossa aspiração, estou disposto a fundir-vos e soldar-vos numa só peça, de tal modo que, em vez de dois, passem a ser um só.”

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