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Azeméis Film Festival Termina Com Fulgor e a Pensar em 2021

Azeméis Film Festival Termina Com  Fulgor e a Pensar em 2021


Os filmes premiados nas últimas edições do Festival de Cinema de Avanca e do DocLisboa venceram hoje a edição de estreia do Azeméis Film Festival, cuja competição envolve apenas obras já distinguidas noutros certames. O evento que procura recuperar para Oliveira de Azeméis a dinâmica cinematográfica que esse município do distrito de Aveiro tinha nas décadas de 1960 e 1970 começou na passada sexta-feira e, além de 'workshops', debates e outras iniciativas paralelas, também tinha em competição obras distinguidas nos festivais Fantasporto, IndieLisboa e o LEFFEST.

Entre as cinco obras a concurso, destacaram-se assim duas: o Prémio do Festival foi para 'Eternal Winter', com realização do húngaro Attila Szász e em representação do Festival de Cinema de Avanca, e o Prémio Especial coube a 'Santikhiri Sonata' do tailandês Thunska Pansittivorakul, que já vencera o DocLisboa. O AZEMÉIS Film Festival exibirá ainda em extra competição, outros filmes que foram exibidos e premiados noutros festivais de cinema portugueses, nomeadamente nas exibições para o público mais jovem. 

O filme “Eternal Winter” do realizador húngaro Attila Szász é uma adaptação cinematográfica de uma obra literária de János Havasi. Baseado em factos reais, este é o primeiro filme produzido sobre as 700.000 vítimas húngaras dos campos de trabalho soviéticos, em plena II Guerra Mundial. O filme, para além dos prémios no Festival AVANCA, foi igualmente distinguido em Kiev, Lucca, Montréal, Nashville, Ojai, Sedona, St. Louis, Tiburon, nos Imago e no Prix Europa. Marina Gera, protagonista do filme, foi ainda distinguida com o International Emmy Award 2019 para melhor atriz.

“Santikhiri Sonata” do realizador tailandês Thunska Pansittivorakul foi o vencedor do “Doclisboa 2019” e foi recentemente exibido no Festival de Bergen. Esta é uma obra sobre as memórias da governação do general Prem a partir dos anos 1980 na região do "Colina da Paz". Segundo o realizador “A ilusão e o orgulho inabalável no facto de o país nunca ter sido colonizado moldaram com sucesso o nosso nacionalismo cego”.

O presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, Joaquim Jorge Ferreira, afirmou: "Esta edição foi o pontapé de saída para a afirmação do cinema no concelho e na região. A qualidade do festival garantiu a aposta nesta área abrindo portas para a continuidade do projeto". O AZEMÉIS Film Festival foi ainda marcado pela exibição das novas cópias digitalizadas dos filmes “5 Escudos o Metro Cúbico” de António Matias (1959), “O Moinho” de Manuel Matos Barbosa (1969), “Decomposição” de Manuel Paula Dias (1970) e “Vidros” também de Matos Barbosa (1970). Sessenta anos depois, os três realizadores estiveram presentes e puderam apresentar os seus filmes na abertura do festival. Na ocasião, Joaquim Pavão, compositor, guitarrista e também cineasta, estreou ao vivo uma nova banda sonora para estes filmes. No encerramento do festival foi exibido um pequeno filme de animação produzido durante o festival.

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