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Já Começou o Porto/Post/Doc 2020



Já arrancou a edição 2020 do Porto/Post/Doc que, até dia 28 de novembro, vai levar a quatro salas portuenses mais de 60 filmes nacionais e internacionais. O festival propõe um programa composto, quase na totalidade, por sessões de exibição única que, entre as 14h30 e as 22h00, ocuparão o Passos Manuel, o Rivoli, o Planetário do Porto e a Casa Comum. Será uma edição mais condensada e com menos sessões, mas que mantém a matriz essencial do festival: as conversas sobre o hoje no Fórum do Real (este ano apenas online), a programação dedicada à música e cultura popular (da secção Transmission), o olhar sobre a produção recente portuguesa (no Cinema Novo e Cinema Falado), a selecção de histórias reais da Competição Internacional e os programas especiais realizados em parceria com outros festivais e realizadores. 

Destaque especial para o programa A Cidade do Depois que, em diálogo com o Fórum do Real, apresenta uma selecção de filmes que visam reflectir algumas das problemáticas em torno da cidade e do cinema, desde a modernidade até aos dias que correm. Uma lista restrita que percorre visões de cineastas consagrados na história do cinema e de realizadores com cinematografias mais invisíveis sobre acontecimentos tão marcantes como o êxodo rural, as migrações, a guerra ou a guetização. 

Já Começou o Porto/Post/Doc 2020

Fora das salas de cinema, mas próximo dos espectadores que prefiram ficar em casa o online.portopostdoc.com permitirá o aluguer dos filmes que se estrearão no Porto. A edição digital arranca já esta sexta, depois das 19h00, com a disponibilização de: Lua Vermelha de Lois Patiño; O Trabalho A Quem Pertence o Mundo, de Elisa Cepedal; Terra Submersa, de Maddi Barber; American Rapstar, de Justin Staple; Auto-luminescente: Rowland S. Howard, de Lynnmaree Milburn; e uma selecção de sete curtas metragens da Competição Cinema Novo. 

Têm sido presença regular por festivais e programas de cinema nacional as obras desta nova geração de cineastas galegos, cujo trabalho serve de porta de entrada para a região e as histórias das suas gentes. Se no ano passado mostrávamos o premiado Longa Noite de Eloy Enciso, este ano traremos às telas portuguesas Lúa Vermelha, segunda longa-metragem de Lois Patiño, que depois da estreia na Berlinale tem percorrido festivais em todos os pontos do globo. Uma história habitada por fantasmas, náufragos e bruxas, com a Galiza como pano de fundo e a experimentação como norte. Também integrados no programa CineFiesta, dedicado ao cinema espanhol actual, ficam disponíveis online este fim-de-semana Terra Submersa, O Trabalho ou a Quem Pertence o Mundo.

A antecipar a selecção de uma das mais importantes secções competitivas do festival, disponibilizamos online uma selecção de seis curtas metragens para estreia antecipada neste fim-de-semana. Comecemos pelos documentários: Memória Descritiva, de Melanie Pereira; A Casa do Pedro, de Eneos Çarka, Variações, de Inês Pedrosa Melo, Jamaika - Para Novos Caminhos, de Alexander Sußmann. Na animação O Presidente Veste Nada, de Clara Borges, e na ficção A Morte de Isaac, de Fábio Silva. 

A fechar a lista de filmes disponíveis já online, duas histórias sobre duas gerações distintas da música. Com entrevistas recentes, imagens de arquivo e filmagens inéditas, Autoluminescent traça a vida do antigo colega de banda de Nick Cave, Rowland S. Howard, um fantasma do punk rock australiano. Do outro lado do Oceano, American Rapstar, olha o movimento do Soundcloud Rap, cena lo-fi habitada por artistas problemáticos, misfits de uma sociedade pós-trumpiana onde o consumo de drogas de farmácia se apresenta como uma forma de estar.


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