Crítica - Chloe & Teo (2015)

Realizado por Ezna Sands
Com Theo Ikummaq, Dakota Johnson, Mira Sorvino

O futuro do Planeta Terra seria negro se estivesse dependente da qualidade de "Chloe & Teo". Acho que esta pequena frase resume na perfeição a fraca qualidade deste incompetente drama ambiental que é, pura e simplesmente, tão incompreensível mau que quase nem faz sentido. É complicado encontrar melhores adjetivos para descrever a enorme bagunça que é esta obra, onde a jovem inexpressiva Dakota Johnsson interpreta Chloe, uma jovem mulher sem abrigo que vive nas ruas de Nova Iorque. Um dia, Johnnson conhece um sábio esquimó inuit chamado Theo, que foi enviado para a cidade pelos seus anciãos para transmitir uma mensagem ambiental ao mundo. Chloe, que tem procurado algo em que acreditar, deixa-se inspirar por Theo e, com a ajuda de uma bondosa advogada, Monica, levam a história de Theo às Nações Unidas na esperança de criar um futuro melhor para todos.
Tal como se pode facilmente compreender, a história de "Chloe & Teo" é descabida. É também tão confusa e tão inconcebível que chega mesmo a ter uma certa piada macabra por ser tão má. A mensagem ambiental que está no seu epicentro é importante, sem dúvida, mas é completamente trucidada e arruinada por uma história fraca e ridícula sem ponto por onde se lhe pegue que, para além de ser tudo menos credível, retira toda o poder e importância à questão ecológica. É este argumento fraquíssimo que inexplicavelmente se tornou numa longa metragem séria que arruina "Chloe & Teo", mas as despesas deste negativismo também devem ser partilhadas por um realizador trapalhão, por um elenco fraco e por uma equipa de produtores que claramente não sabiam o que estavam a fazer.

Classificação - 0,5 Estrelas em 5

2 comentários:

  1. Não vejo a necessidade de se avaliar Chloe e Theo a ferro e fogo! Obviamente quem lê a premissa do longa e se propõe a vê-lo já deve saber que não será um exercício cinematográfico primoroso em técnica e em performance, e isto é claro e sabido visto que o método e linguagem usados para tal tipo de filme está longe de querer impressionar os críticos, sua proposta está mais para entreter, cativar ou na melhor das hipóteses transmitir de forma simples uma mensagem bonitinha. E como a própria Chloe finaliza em seu discurso: "Não pensem, apenas sintam." e é o que deve ser feito (ou pelo menos foi o que fiz!) ao assistir Chloe e Theo: um filme não para pensá-lo formalmente como tal, mas para senti-lo através de sua mensagem singela, mas ao mesmo tempo importante, bela e cativante. Claro que se for para racionalizar e sistematizar,será encontrado vários erros, tropeços e mesmo uma certa incongruência em relação aos fatos; mas particularmente adorei a simplicidade e sabedoria de Theo, e também a áurea inocente, quase fantasiosa da trama, isso à medida que fui me entregando sem julgamento.

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    1. Eu compreendo a sua posição Ana Cláudia. É um filme muito estranho. Não se nega que a mensagem em si até é importante, mas a forma como esta nos é transmitida simplesmente não me convence e até acho que prejudica a mensagem.

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