Crítica - Guardians of the Galaxy (2014)

Realizado por James Gunn 
Com Chris Pratt, Dave Bautista, Zoe Saldana 

Sem qualquer medo de cruzar os campos da ação exagerada e da comédia extravagante, "Guardians of the Galaxy" é daqueles blockbusters pipoca que fazem justiça ao seu género específico, porque embora parta de uma premissa absurda e excessiva com retoques de fantasia que superam até outros produtos do género, como "The Avengers" ou "X-Men", o certo é que "Guardians of the Galaxy" puxa pelo espectador e entretém com a sua aposta diversificada, quer em fortes sequências de ação, quer num humor alternativo competente que se mescla muito bem com um guião que, embora esteja longe da perfeição é certo, consegue ainda assim pegar na mediana matéria prima à sua disposição para brindar o público com uma narrativa competente e interpretada por memoráveis personagens. Esta espécie de versão alternativa de "The Avengers" tem como base a homónima banda desenhada da Marvel Comics. que retrata as aventuras menos mediáticas mas identicamente fantasiosas de um grupo de super heróis espaciais formado por várias personagens curiosas que, contra todas as expetativas, são forçados a juntarem-se para assim salvarem o Universo de uma grande ameaça que cresce nas sombras. É óbvio que esta premissa é banal e, perante isto, torna-se difícil esperar muito ou enormes inovações, até porque tudo o que aparece em cena é básico, mas ainda assim, há um certo toque de diferença nesta obra e isso torna-se bem patente bem depressa.


É bem verdade que "Guardians of the Galaxy" nunca disfarça o que realmente é, ou seja, um blockbuster de ação e fantasia feito para agradar às massas, mas dentro deste género, torna-se impossível não colocar este produto num patamar superior, porque para além de ser tecnicamente impressionante e de entreter sem problemas de maior, também aposta numa história competente e com potencial para render uma saga de sucesso. É porque "Guardians of the Galaxy" é formado por vários ingredientes de relevo e bem curiosos que conferem a esta saga um apelo bem especial, sendo um desses pontos de interesse o seu roster de extravagantes personagens que chamam a atenção de qualquer um sem grandes dificuldades. O dinâmico grupo de protagonistas anti-heróis ou até mesmo o pequeno rol de personagens secundárias que também vão aparecendo em cena são quase todos amplamente interessantes e ajudam a conferir à saga um brilho bem particular que, juntamente com outros ingredientes de luxo, como as visualmente explosivas sequências de ação ou as piadas sarcásticas bem metidas, ajudam a elevar o patamar de diversão deste mega projeto que, graças a isto tudo, anda merecidamente nas bocas de todo o mundo. É por tudo isto que "Guardians of the Galaxy" é, à primeira vista, um pouco menos sério que outros blockbusters parecidos mas, ainda assim, acaba por ser mais chamativo para o público geral, porque é mais abrangente e, claro, distingue-se da maioria por ser também mais extravagante que outras obras do género ditas mais mainstream, como o mediático "The Avengers" ou o vindouro "Justice League". No geral, “Guardians of the Galaxy” não é aquele paradigma de filme complexo e perfeito, aliás está muito longe disso, mas dentro do género dos filmes pipoca até pode ser considerado um produto de grande valor que vale bem o preço do bilhete.

 

 É porque para além de pôr as suas chamativas personagens cómicas e chamativas, como o arrogante Peter Quill ou o repetitivo Groot, no meio de situações ditas banais e divertidas, "Guardians of the Galaxy" também coloca estas curiosas personagens no meio de situações mais puxadas e exigentes, quer próximas à ação, quer próximas ao drama, que conferem assim uma profundidade mais séria a este mega produto que, apesar destas ressalvas específicas, não deixa de ser uma obra bem puxada ao comercialismo puro, aliás outra coisa não se esperava de uma obra da alçada da parceria entre a Marvel e a Disney. É dentro deste quadro corporativo que se puxa também a componente visual, porque o poderio destes dois mega estúdios também ajudaram o cineasta James Gunn a criar este mundo explosivo e visualmente apelativo que regala os olhos de qualquer fã de fantasia ou ficção científica. Os seus cenários computorizados e espaciais estão plenos de profundidade e qualidade, que se alastram também aos pormenores que também ajudam este filme a ganhar um bom ímpeto, aliás é complicado encontrar algum blockbuster recente da Marvel/Disney que não seja visualmente e tecnicamente imponente. Já se pode dizer que isto é já uma imagem de marca desta parceria e todos esperam que continue assim e, a julgar pelo sucesso deste “The Guardians of the Galaxy”, acho que a próxima década será pródiga neste tipo de filmes, que incluirão certamente mais entregas deste franchise que, como já se sabe e como já foi aliás demonstrado neste primeiro filme, irá também fazer parte do Universo que inclui a saga “The Avengers”.

Classificação - 3,5 Estrelas em 5

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