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Crítica - 2 Guns (2013)

Realizado por Baltasar Kormakur
Com Paula Patton, Mark Wahlberg, Denzel Washington

O islandês Baltasar Kormákur não teve uma estreia arrebatadora em Hollywood com o thriller de ação “Contraband”, que verdade seja dita não é um mau filme, mas também não é assim lá muito bom. O nível mediano de “Contraband” não afastou Kormákur de Hollywood, nem Hollywood de Kormákur, tal como prova a decisão da Warner em confiar-lhe a direção deste “2 Guns”, mais um thriller de ação que vem rotulado como o último blockbuster veraneante do ano, mas tal como “Contraband”, “2 Guns” também não é um filme de elevado valor, mas sim uma obra de entretenimento decente onde Mark Wahlberg e Denzel Washington interpretam, respetivamente, os agentes infiltrados Marcus Stigman e Bobby Trench, que foram obrigados pelas suas respetivas agências a infiltrarem-se num perigoso sindicato de narcóticos, onde não podem confiar nos seus parceiros nem nos criminosos que foram contratados para derrubar, mas quando o plano de infiltrar um perigoso cartel mexicano para recuperar milhões dá errado, Trench e Stigman são de repente renegados pelos seus superiores e, agora que todos os querem na prisão, só podem contar um com o outro para resolver a situação.


Um dos melhores aspetos de “2 Guns” reside na interação entre Mark Wahlberg e Denzel Washington, que se completam mutuamente durante todo o filme sem um óbvio alarido ou excesso, mas para além das carismáticas e interessantes performances destes dois astros norte-americanos, “2 Guns” também se destaca pela positiva com as suas ritmadas e intensas sequências de ação, que embora não sejam extraordinárias, conseguem ainda assim cumprir a quota mínima de ação e entretenimento que seria de esperar de um filme como este. Embora não seja um filme muito fluído, realista ou violento, “2 Guns” não desilude e não fica nada atrás de outros filmes semelhantes. O seu maior defeito está presente na construção da sua história, que recorre à já muito vista fórmula dos polícias incompatíveis que eventualmente se tornam bons companheiros, para preencher a maior parte dos espaços vazios e completar a construção individual dos seus dois protagonistas, que acabam também por se ver envolvidos numa intriga nada complexa e amplamente previsível, onde os vilões têm o mesmo género de objetivos de sempre e os protagonistas acabam por participar na mesma dança de emoções do costume, ou seja, numa primeira fase não se suportam, mas por força das clássicas dificuldades e das traições clichés que enfrentam acabam por formar uma forte amizade que os leva no final a travar, em conjunto, os malévolos planos dos vilões, que como se esperava acabam por ter o que merecem. É óbvio que não esperava encontrar uma trama inovadora em “2 Guns”, que embora tenha como base uma fórmula já muito vista, até é razoavelmente tratada e desenvolvida por Baltasar Kormákur, que intuitivamente reforçou a parte relativa ao facto de Stigman e Trench não serem os típicos polícias, mas sim agentes infiltrados, no entanto, estas pequenas mudanças e mais-valias acabam por não afastar a ideia clara que “2 Guns” não tem quase nada que seja verdadeiramente novo e refrescante, mas é claro que não deixa por isso de ser um projeto levemente razoável e divertido dentro do seu género. 

  Classificação - 2,5 Estrelas em 5

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