Crítica - Seventh Son (2015)

Realizado por Sergey Bodrov 
Com Jeff Bridges, Ben Barnes, Julianne Moore

Ao fim de muitos atrasos provocados por questões burocráticas, mas também por questões muito próximas ao seu nível de qualidade e respetivas expectativas comerciais, “Seventh Son” foi finalmente lançado nas salas de cinema este ano. Se os diversos atrasos e adiamentos que este filme sofreu nos últimos anos não fossem já de si suficientes para tecer prévios juízos de valor sobre o seu potencial e qualidade, então tais juízos já podiam, desde já, ser considerados válidos por intermedio de uma breve análise à estratégia que os seus distribuidores seguiram para o seu lançamento comercial, estratégia essa que privilegiou mercados secundários, como o Sudoeste Asiático e a Europa, em detrimento do mercado principal da América do Norte, onde “Seventh Son” só será lançado mais de um mês após a sua estreia em Portugal. Esta politica de distribuição deixa bem claro que nem os próprios responsáveis por este filme têm uma opinião positiva sobre o mesmo, mas estas suposições são todas confirmadas com a visualização deste medianíssimo projeto de fantasia e ação que, infelizmente, poem uma desnecessária mancha no currículo de Julianne Moore, a única coisa positiva e que vale a pena apreciar nesta fraquíssima produção cinematográfica, sim porque só mesmo a performance competente de Moore na pele da vilã Mother Makin é que dá um certo nível a um projeto que, fora isso, passa ao lado de qualquer tipo de elogio.


Baseado no livro “The Spook's Apprentice”, “Seventh Son” tem Bem Barnes na pele do jovem Tom Ward, o sétimo filho de um sétimo filho, que é recrutado pelo caçador de bruxas John Gregory (Jeff Bridges) para entrar para uma sociedade secreta que tem como principal objetivo proteger o mundo e livrar o planeta das forças maléficas que ambicionam controlar a Terra, como a maléfica Mother Malkin. A julgar apenas e só pela sinopse do livro que está exposta na Wikipédia, o enredo do filme difere muito da história da obra literária que está na sua base, mas esta não é nenhuma desculpa ou justificação para as gigantes fragilidades desta obra. É claro que os fãs do livro ficaram, à partida, francamente desiludidos com esta adaptação cinematográfica, mas até um simples espectador que não conheça o livro dificilmente terá qualquer tipo de reação positiva perante esta obra que, para além de um argumento muito rudimentar e sem qualquer tipo de valor ao nível de ação, fantasia e romance, aposta ainda numa composição técnica que fica muito longe do que seria de esperar de uma produção de Hollywood com um orçamento de milhões.  Quem vê “Seventh Son” fica a pensar apenas duas coisas: que após tantos atrasos e adiamentos mais valia à Legendary Pictures ter cancelado o seu lançamento e que Julianne Moore merecia melhor sorte, especialmente no ano em que, quase de certeza, vai finalmente receber o merecido Óscar de Melhor Atriz.

Classificação - 1 Estrela em 5

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