Crítica - Everest (2015)

Realizado por Baltasar Kormákur 
Com Jake Gyllenhaal, Jason Clarke, Josh Brolin, John Hawkes 

Um experiência sensorial imponente misturada com uma sensação de missão incompleta, seria mais ao menos assim que descreveria em poucas palavras "Everest", um mega projeto idealizado para surpreender e submergir o espectador numa experiência cinematográfica deliciosa e deveras sufocante que consegue, a espaços, cumprir essa promessa com muita qualidade e claro muita expressividade sonora e visual à mistura, mas por entre as suas portentosas sequências de sobrevivência natural não existe uma história capaz de acompanhar o brilho da experiência técnica que nos é oferecida. 
É pena mas para mim "Everest" é mesmo  um filme relativamente incompleto, já que o seu poderoso e popular elenco é de certa forma desperdiçado por uma história simples e pouco dada à expressividade  que não puxa, nem pelos atores que a interpretam, nem pelo próprio espectador que, verdade seja dita, recebe em troca do seu tempo uma experiência cinematográfica sensorial muito bem montada e coordenada, pena é que tal experiência não seja completada por uma intriga minimamente deliciosa ou aliciante.


Confesso que tal falha já era esperada, afinal de contas "Everest" é uma mistura entre filmes de sobrevivência e montanhismo, um género que no ramo da ficção nunca rendeu grandes produções com grandes histórias, sendo o perfeito exemplo disso obras como "Eight Below" (2006) ou "Vertical Limit" (2000), mas atendendo ao mediatismo e à valoração desta produção esperava, ainda assim, um pouco mais de história e até de emoção. Embora seja um filme de sobrevivência, "Everest" não aposta com prevalência naquela tensão humana e dramática que aparece sempre associada à histórias de sobrevivência humana, melhor dizendo, tal tipo de suspense está bem presente em partes centrais e fulcrais do filme, mas estes exemplos nunca chegam a ser, em separado ou conjunto, aquele suspense de qualidade que nos faz duvidar de tudo e temer pelo destino de personagens que, neste caso, nunca conseguem apelar à nossa compaixão por culpa, quase em exclusivo, da sua pobre construção narrativa.
Esta preocupante falta de interesse e tensão emocional debilita, como é óbvio, o valor global deste projeto, mas apesar da sua simples história de sobrevivência estar longe de ser perfeita, "Everest" compensa a falta de suspense narrativo com uma experiência técnica e sensorial de elevada qualidade e digna de múltiplos elogios que consegue replicar um ambiente catastrófico com elevado pormenor, como também entrega ao filme, sobretudo naquelas sequências mais imponentes e dignas de relevo, aquelas tão desejadas doses de imprevisibilidade e inquietação que o seu diminuto argumento falha em entregar e que tão necessárias são para um produto como este que vale, essencialmente, por este seu sedutor apelo técnico. 

Classificação - 3 Estrelas em 5

1 comentários:

  1. Quanta porcaria escrita. Me perdoe, mas o filme é muito ruim e não há nenhuma experiência boa em assisti-lo. Por quê não vai direto ao assunto e diz: o filme é muito ruim ... e ponto final. Não há experiências boas nele, só decepção. Filme com bons atores, mas nada de direção.. nada de enredo.. nem de efeitos minimamente extraordinários... Enfim de 0 a 10.. nota 4,5

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