Crítica - Hitman: Agent 47 (2015)

Realizado por Aleksander Bach 
Com Rupert Friend, Zachary Quinto, Hannah Ware 

Em 2007, a 20th Century Fox apostou, em parceria com outros estúdios, na produção de uma adaptação cinematográfica do popular videojogo "Hitman" que, no papel, teria à partida todo o potencial para vingar nas bilheteiras mundiais, mas por intermédio de uma sucessão ridícula de erros e falhas, que contemplam por exemplo um elenco incapaz ou um enredo inapto e sem claras alusões à sua conceituada base de inspiração, "Hitman" acabou por se revelar um enorme fracasso que não deixou ninguém indiferente, muito menos os fãs do popular videojogo cuja imagem ficou claramente prejudicada por este filme. Ao contrário do que seria expectável, a 20th Century Fox não engavetou a saga nem desistiu de a explorar, tendo optado por lançar, quase oito anos após a estreia do primeiro filme e com uma nova panóplia de apoios, este incompreensível reboot que visava reiniciar a saga com uma nota positiva mas que, inexplicavelmente, consegue ser ainda pior e cometer exactamente os mesmos erros que o primeiro filme, reforçando assim a ideia que o videojogo "Hitman" não parece ter sido feito para ter espaço em Hollywood, pelo menos nas mãos de um conjunto de produtores que claramente não percebem nada do que estão a fazer. Nesta nova versão, que apesar de tudo apresenta mais similitude com o videojogo que o seu fraco antecessor, voltamos a acompanhar uma incompetente jornada de ação e violência que é levada a cabo pelo Agente 47, um assassino profissional de elite que foi geneticamente modificado para se tornar numa perfeita máquina de matar e que serve sem contestação os interesses de uma organização secreta. 
Nesta sua nova demanda, o Agente 47 enfrenta um perigo mais pessoal quando tem que confrontar as suas origens para assim conseguir enfrentar uma mega-corporação que pretende desvendar o segredo do seu passado e criar uma um exército particular com base no melhor assassino profissional do mundo. Uma vez mais, "Hitman: Agent 47" traz-nos uma história sem chama e emoção que não capitaliza as boas ideias do videojogo e não consegue assim oferecer nada de especial ou até minimamente competente ao espectador que, perante uma trama quase desprovida de entretenimento e com impressionantes lacunas e falhas ao nível do argumento, apenas consegue retirar sensações de sonolência e aborrecimento desta fraca e deslavada produção. Tais erros inexplicáveis, que poderiam ter sido facilmente evitáveis caso algum responsável tivesse prestado atenção ao primeiro filme ou então tivesse feito o seu trabalho de forma adequada, acabam por minar esta entrega mas, verdade seja dita, não é apenas por causa de um péssimo argumento ou de uma exploração deficitária das sequências de ação que este reboot falha, já que desde o anúncio da sua produção, já que à semelhança do seu antecessor também não contou com o apoio de um realizador muito capaz ou de um elenco adequado às exigências de um filme que se pretendia mais vigoroso e inteligente.

Classificação - 1 Estrela em 5

3 comentários:

  1. Filme muito mau. Caí no erro de me deixar atrair pelo trailer....quase adormecia no assento do cinema...

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  2. Filme ruim, efeitos especiais de 2° categoria, enredo fraquíssimo, olha, sem chance de ter uma sequência, a century fox não vai investir nesse fracasso novamente.

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