Crítica - Trainwreck (2015)

Realizado por Judd Apatow 
Com Amy Schumer, Bill Hader, Brie Larson 

Há que admirar "Tranwreck" por ser uma comédia com piada que é tão aberta e tão sexual sem se tornar vulgar ou exagerada.  Um pouco como "Sleeping With Other People" conseguiu encontrar o seu espaço já este ano com atributos similares, também "Trainwreck" assume-se como uma comédia sexualmente aberta e romanticamente curiosa que promove um entretenimento diferente e natural junto do espectador. 
Pode até não parecer à primeira vista, mas esta obra de Judd Apatow enquadra-se perfeitamente na classificação de comédia romântica, mas tal enquadramento está longe de ser típico como se pode facilmente compreender. E tal se deve à sua história moderna que, por ser tão aberta e tão arriscada, consegue conferir uma certa pitada de diferença e diversão a um género que está demasiado habituado a clichés.


Sem forçar a piada ou qualquer espécie de romantismo por intermédio de péssimos clichés ou evitáveis vulgaridades, "Trainwreck" capta a atenção do espectador e prende-o facilmente à história de Amy. Esta é uma jovem mulher dedicada à sua carreira mas que tem fobia a relacionamentos e, por isso, acaba por preferir encontros sexuais esporádico em detrimento de relações sérias. A sua vida libertina altera-se drasticamente quando conhece Aaron, um cirurgião desportivo que arrebata o inexperiente coração de Amy e força-a a enfrentar os seus problemas pessoais que vão muito além dos seus desejos sexuais.
Esta história  é sempre pautada por muitos momentos extravagantes de diversão que envolvem por arrasto muitas piadas de cariz sexual e romântico, mas sobretudo interessantes sequências que aprofundam o constrangimento pessoal e o confronto de personalidades das diversas personagens. É um rápido prazer seguir de forma tão célere e divertida o desenrolar desta jornada romântica de Amy. É certo que por vezes tal caminho entra por clichés já esperados e quase inevitáveis, mas no plano global acaba por funcionar e por entreter. E tal não se deve propriamente ao romance que centraliza tal jornada, mas sim ao progressivo crescimento pessoal e à própria personalidade efusiva da curiosa protagonista que quase sozinha carrega o filme às suas costas. Tal romance acaba mesmo por cair para segundo plano e por se tonar num dos pontos mais banais e desinteressantes do filme. O que realmente lhe confere diversão e novidade são as suas piadas e sequências constrangedores que, aliadas ao competente desenrolar pessoal de uma cativante protagonista, formam uma comédia muito positiva.
Para tal muito contribuiu também um elenco multidimensional. O maior destaque tem que ser atribuído, como é óbvio, à humorista Amy Schumer. A sua performance de cariz jovial e muito natural  tem piada por si só, até porque ostenta uma qualidade muito própria que assenta que nem uma luva ao filme. Já a performance de Bill Hader, que divide o protagonismo com Schumer, não apresenta o mesmo impacto nem a sua performance é tão carismática ou interessante, mas ainda assim fica em terreno positivo. A nível secundário destaque para os inesperados cameos dos brilhantes Ezra Miller e Tilda Swinton, que estão, como sempre, sublimes. Não se pode aplicar tal adjetivo a "Trainwreck", mas dentro da falta de imaginação e piada das mais recentes comédias, esta produção de Apatow e Shumer tem piada e apresenta um toque de diferença que é muito bem vindo. 

Classificação - 3,5 Estrelas em 5

1 comentários:

  1. Eu também gostei do "Descarrilada": 3*

    "Descarrilada" é um bom e divertido filme e gostei de o ver.
    "Trainwreck" tem uma história interessante e várias personagens que oferecem momentos hilariantes.

    Cumprimentos, Frederico Daniel.

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