Crítica - Howl (2015)

Realizado por Paul Hyett 
Com Ed Speleers, Sean Pertwee, Shauna MacDonald 
Género - Terror

Sinopse - Numa noite tempestuosa, Joe, um jovem revisor, está de serviço no último comboio com saída de Londres, transportando poucos passageiros. Durante a viagem o comboio trava de emergência no meio da floresta, parecendo ter batido contra alguma coisa. Quando o maquinista sai para ver o que aconteceu, desaparece misteriosamente e os passageiros começam a entrar em pânico, sobretudo depois de ouvirem uivos vindos da floresta.

Crítica -  Aproximadamente três anos após ter estado presente no FantasPorto para apresentar o competente thriller dramático "The Seasoning House" (2012), Paul Hyett escolheu novamente Portugal, mas desta vez o Motelx, para apresentar este seu novo projeto. Ao contrário do seu filme de estreia como realizador, "Howl" é um puro filme de terror que se enquadra perfeitamente no género cinematográfico onde Hyett cresceu como profissional. Neste ponto vale a pena introduzir um ponto prévio para referir que Hyett destacou-se, primeiro, como especialista em efeitos de caracterização em filmes bem populares de terror, como "The Descent" (2005) ou "Eden Lake" (2008), tendo recentemente optado por conciliar este atividade no ramo dos efeitos especiais com a direção de longas metragens. 
Este seu novo esforço é portanto aquilo que se pode descrever, como já referi, como um puro filme de terror independente dentro do seio do cinema britânico. Sem grandes fundos à sua disposição e sem entrar por caminhos demasiado complexos ou, em oposição, inexplicavelmente ridículos como os que comandam muitos dos filmes semelhantes em Hollywood, Hyett criou um produto de terror minimamente competente, mas que deve ser visto sem elevadas expectativas. Esta cautela justifica-se pelo simples facto de "Howl" ter várias imperfeições, especialmente junto da parte técnica, mas no que toca ao seu enredo conseguimos algumas ideias apelativas que até funcionam bem. Entre os aspetos positivos destaca-se o seu nível decente de suspense que, juntamente com elementos próximos a um gore de monstros mais clássico, providenciam ao espectador um certo nível de entretenimento e violência. Mas convém, lá está, não esperar muito de um filme por vezes demasiado básico na forma como tal suspense gore é retratado.


A sua trama propriamente dita tem pouco que se lhe diga a nível de surpresas ou imaginação, mas aproveita ainda assim de uma forma curiosa a temática sobrenatural dos lobisomens para dinamizar um decente elemento de suspense e impasse. É claro que "Howl" não pode ser classificado como um puro filme de lobisomens, já que se aproxima mais de um filme de terror de sobrevivência com pitadas de violência e humor sombrio, no entanto, no conjunto destas misturas com potencial o resultado final até se pode classificar como razoável. A sua história simples e quase típica pode portanto até não ser completamente arrebatadora, mas pelo menos funciona num certo patamar de entretenimento e violência. 
O mesmo pode ser dito em relação às suas especificações técnicas. Estas não são nada brilhantes, mas também não são más de todo. Os seus simples efeitos especiais e componentes de caracterização que pautam os seus cenários e intervenientes têm um claro ar de filme independente com poucos recursos. Tal classificação é negativa, mas tais componentes acabam por não passar de pormenores que não abalam as boas intenções de uma história que, já agora, é interpretada por um elenco inexpressivo e incompetente que até acaba por afetar mais o filme que os seus efeitos especiais. Estas falhas são importantes, mas não são problemáticas ao ponto de o arruinar por completo. Se, no entanto, tivessem sido um pouco melhor rentabilizadas teriam tornado "Howl" um pouco mais apetecível e, quem sabe, num filme de terror de maior qualidade que não dependesse tanto do potencial das suas misturas narrativas. 

Classificação - 3 Estrelas em 5

2 comentários:

  1. Qualquer filme sobre lobisomens é melhor do que 0. Foi divertido, se bem que foleiro (mas quase de uma maneira boa). Acho que filmes como o The Babadook e o It Follows estão a apresentar boas alternativas aos sucessivos títulos medíocres de terror que assombram o mercado. Este Howl podia ter sido melhor e mais interessante, mas já não é mau que proporcione uma alternativa aos "Paranormal Activity" e "Ouija" que existem por aí.

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    1. Tinha ficado na altura com o pé atrás quando vi o trailer, mas surpreendeu pela positiva. Não é um excelente filme de terror, mas perante tanta patetice que se vê por aí.....

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