Crítica - The Forest (2016)

Realizado por Jason Zada
Com Natalie Dormer, Taylor Kinney, Yukiyoshi Ozawa

Na sua verdadeira estreia como atriz principal num projeto cinematográfico, Natalie Dormer, uma das jovens estrelas da série "Game Of Thrones" e já uma musa mediática na internet, consegue arrebatar corações graças à sua inerente beleza, mas como profissional e protagonista de um filme de terror falha na hora de surpreender e conquistar o espectador. No entanto, Dormer não é a principal culpada pelo falhanço de "The Forest", já que esta obra apoiada pela Sony Pictures mas de cariz independente não se apresenta como um filme astuto ou muito assustador. 
Em "The Forest", Dormer veste a pele de Sarah, uma jovem norte-americana que viaja para o Japão para tentar encontrar a sua irmã gémea desaparecida, também ele interpretada por Dormer. A sua busca leva-a de Tóquio até Floresta de Aokigahara, um lugar misterioso onde a sua irmã foi vista pela última vez e onde Sarah, para a encontrar, entra em contacto com um espírito maligno.


O uso da misteriosa Floresta de Aokigahara para ambientar esta história de fantasmas foi um apontamento interessante por parte dos seus criadores, afinal de contas este misterioso local é conhecido no Japão, por razões facilmente explícitas, como a Floresta dos Suicídios. Esta apontamento acaba mesmo por ser o único elemento diferenciador e criativo desta obra, cuja história revolve à volta de muitos clichés básicos de filmes de terror sobrenaturais. A jornada de Sarah para encontrar a sua irmã nunca é, por isso, pautada pela surpresa ou pelo equilíbrio, já que toda a trama é muito denunciada por um rumo previsível e fiel aos velhos truques do género. Nota-se que os responsáveis por "The Forest" tentaram misturar, sem um claro resultado ou sucesso, a cultura de terror de Hollywood com a cultura dos filmes J-Horror. Esta tímida mistura é feita à base de clichés já muito vistos que incluem, por exemplo, o já previsível fantasma colegial ou o estereotipo das irmãs gémeas com um sexto sentido, assim como uma sequência final terrivelmente denunciada que visa, sem sucesso, pregar ao espectador um último susto. 
O que pouco abunda neste projeto são precisamente os sustos. As poucas sequências que roçam o susto e o medo fazem-no de uma forma pouco requintada através de técnicas que todos nós já vimos no passado e que, por isso, tornam os ditos sustos em elementos previsíveis que não assustam verdadeiramente, pelo menos os espectadores mais habituados a este tipo de filmes. O ritmo frouxo e a clara ausência de tensão natural também afectam, como é óbvio, a eficácia de "The Forrest" na hora de assustar. Todo este conjunto de pontos insuficientes, aliados à clara incapacidade e incompetência de uma narrativa fraca, tornam esta obra Jason Zada num produto básico e mediano que apenas deverá suscitar interesse graças à presença de Natalie Dormer no seu elenco. 

Classificação - 1,5 Estrelas em 5

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