Crítica - Fin (2013)

Realizado por Jorge Torregrossa 
Com Maribel Verdú, Daniel Grao, Clara Lago

É verdade que tecnicamente "Fin" insere-se na onda de produtos espanhóis com um orçamento decente que, nos últimos anos, têm ajudado a polir o cinema espanhol mais comercial e a exportá-lo para mercados financeiramente mais apelativos. Esperava-se portanto muito de "Fin" e do que esta obra apocalíptica poderia oferecer ao espectador, mas infelizmente pouco de positivo há a apontar a esta obra que, apesar de tecnicamente competente, deixa muito a desejar em tudo o resto.
Realizado com competência técnica mas sem qualquer espanto por Jorge Torregrossa, "Fin" traz-nos um leque curioso de atores espanhóis moderadamente conhecidos, como Marbiel Verdú ou Daniel Garu, nos papéis de vários amigos que se reúnem para um fim de semana na montanha. À espreitar por trás das risadas entre eles está um episódio sombrio do passado que continua a pairar sobre eles. Durante a primeira noite na montanha, um estranho incidente altera os seus planos, deixando-os completamente isolados do exterior e, por isso,  decidem abandonar a casa onde estão para procurarem ajuda, mas no percurso o grupo se desintegra à medida que uma nova ordem natural se impõe.


A sua trama parece intrigante à partida, mas nunca cumpre as suas expectativas. Por causa de um desenvolvimento lento, mal montado e sem a tensão necessária para sobreviver à lentidão, "Fin" desaproveita o seu cenário apocalíptico e o seu contexto de suspense natural que, em conjunto, poderiam ter feito desta obra um sucesso. O seu resultado final é portanto uma história amena que nunca puxa pelo espectador e que, em certo ponto, torna-se incompreensivelmente subjetiva e plácida para os seus moldes comerciais.
Este filme nunca causa impacto e nunca é devidamente explicado, daí que não se estranhe que termine sem respostas e sem apresentar nada de concreto ao espectador, seja ao nível do fenómeno em causa, seja ao nível da interação humana. Esta ausência de respostas e explicações é frustrante, mas o que prejudica ainda mais "Fin" é que tal abordagem subjetiva não é acompanhada por uma trama minimamente aliciante que sustente essa opção. A todos os níveis "Fin" é entediante, anticlimático e ataraxico. Só nas questões técnicas é que se salva, mas mesmo assim estes pontos positivos não são nada suficientes para o tornar aliciante ou cativante.

Classificação - 1,5 Estrela em 5

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