Crítica - Shape of Water (2017)

Realizado por Guillermo del Toro
Com Sally Hawkins, Michael Shannon, Richard Jenkins

Para todos os que possam duvidar, “The Shape of Water” é efetivamente um dos filmes mais exclusivos, diferentes e únicos do ano. É um belo drama romântico de fantasia de Guillermo Del Toro, que incutiu todo o seu estilo criativo bem característico a esta obra.  É, aliás, muito dificil de disassociar Del Toro a este projeto, tamanha é a presença do seu estilo e das suas ideias no seu epicentro criativo.
É, portanto, um filme à imagem de Del Toro e é, por isso, uma obra que se destaca pela sua diferença e pela forma como explora a fantasia no seio de temas sérios, como Del Toro já tinha aliás feito em “O Labirinto de Fauno”. A sua história desenrola-se num laboratório secreto de alta segurança do governo dos Estados Unidos, onde trabalha a solitária e muda Elisa. Ela está presa  a uma vida de isolamento, mas a sua existência muda para sempre quando trava amizade com o principal objeto de estudo de uma experiência altamente secreta.



A personagem Elisa é maravilhosamente interpretada por Sally Hawkins que, apesar de não ser muda, interpreta a personagem com uma naturalidade impressionante e uma peculiaridade muito interessante. A performance de Hawking, em conjunto com as maravilhosas performances de apoio de Octavia Spence, Richard Jenkins e do vilanesco Michael Shannon, ajudam a incutir ainda mais carácter ao filme.
Para os mais distraídos e céticos, o enredo em si pode ser confundido como uma mirambolante história de amor, mas “The Shape of Water” é muito mais que isso. Ao jogar habilmente com a fantasia e com elementos de ficção cientifica, Del Toro criou uma extraórdinária narrativa que apela ao romance, como é óbvio, mas também ao drama, ao suspense e até à ação. É, no fundo, retratada uma bela e diferente fábula de amor e amizade que se desenrola num cenário que é habilmente desenvolvido e cativante. 
E neste cenário incluí-se a soberba banda sonora de Alexandre Desplat, o incrível Design de Produção liderado por Paul Austerberry, a delicada fotografia de Dan Laustsen ou o impressionante trabalho de Maquilhagem aplicado à Criatura por Jeff Derushie, que já foi aliás injustamente afastado dos Óscares. Tudo isto soma-se ao excelente trabalho de direção de Guillermo Del Toro que, claramente, envolveu-se profundamente em todos os processos criativos do filme. É por isso que “The Shape of Water” se revela um filme muito bem pensado e com uma concretização competente, desde a intensa narrativa aos soberbos elementos técnicos. 

Classificação - 4,5 Estrelas em 5

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