Crítica - 27 Missing Kisses (2000)

Realizado por Nana Djordjadze
Com Nutsa Kukhianidze, Yevgeni Sidikhin, Shalva Iashvili, Amaliya Mordvinova

Aqui está uma obra de um país que pouco ou nada se conhece sobre cinema, a Geórgia. É o primeiro filme que vejo oriundo deste país e confesso que fiquei com vontade de ver mais. “27 Missing Kisses” é uma história intemporal, é uma história sobre o amor, uma história da descoberta deste e sobretudo uma história sobre a adolescência. É a história de Sybilla (Nutsa Kukhianidze), uma jovem rapariga de 14 anos que vai passar o Verão a casa da tia e se apaixona por Alexander (Yevgeni Sidikhin), o pai de Mickey (Shalva Iashvili), um rapaz da mesma idade de Sybilla e que se apaixona por ela. Portanto, o argumento desta obra traz-nos um hipotético triângulo amoroso que é criado por estes dois adolescentes. Como é habitual, e não generalizando, as raparigas nesta idade desejam sempre homens mais velhos porque acham que já são crescidas e os rapazes da sua idade ainda são uns garotinhos, o que em parte é verdade. Nana Djordjadze soube explorar bem essa realidade nesta obra e aqui Sybilla é um excelente exemplo disso. Ela vai tentar de tudo para se entregar a Alexander, mesmo sabendo que Mickey gosta dela, mesmo quando este se declara vezes e vezes sem conta, ela vai sempre preferir Alexander e tentar mostrar a este que já é uma mulher e que pode e quer fazer o mesmo que as outras, ou seja, ter relações sexuais com ele. O filme é narrado por Mickey e começa com a explicação do título, os 27 beijos perdidos dos 100 que ela lhe prometeu.
As interpretações dos dois jovens são assombrosas e as aventuras de Veronica (Amaliya Mordvinova), a mulher de um tenente que, com a falta de relações sexuais com o marido as procura nos outros homens da vila, trazem um lado mais cómico ao filme. “27 Missing Kisses” é uma tragicomédia deslumbrante que encanta. É uma maravilha ver cinema desta categoria.

Classificação - 4 Estrelas Em 5

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