Mais Recentes

Post Top Ad

Your Ad Spot

segunda-feira, junho 24, 2013

Crítica - World War Z (2013)

Realizado por Marc Forster
Com Brad Pitt, Mireille Enos, Daniella Kertesz

Um vírus potente com propriedades similares ao vírus da raiva floresce do nada e sofre uma mutação que depressa se propaga pela população humana. Incapaz de controlar a epidemia, o ser humano encara a sua extinção enquanto faz tudo por tudo para sobreviver. Face a um ataque cada vez mais avassalador por parte de hordas de zombies sedentos de sangue, a humanidade definha e a sociedade moderna tomba como um frágil baralho de cartas. É o salve-se quem puder no seio do caos e da anarquia. É a chegada do tão anunciado Apocalipse. Este é um enredo que já vimos vezes sem conta na gigantesca tela de cinema. George Romero, Danny Boyle e Steven Soderbergh foram apenas alguns dos realizadores que dedicaram algum do seu tempo a enredos desta estirpe, Soderbergh focando-se obviamente mais na questão da epidemia e da extinção da humanidade (deixando de fora a componente zombie). Desta forma, “World War Z” não ganha propriamente pontos pela originalidade, já que se limita a pisar terreno explorado. É, contudo, a primeira vez que vemos mortos-vivos a trabalhar em conjunto para atingirem um certo objetivo, quase como se fossem um exército feroz e dotado de ordens para cumprir. Brad Pitt interpreta Gerry, um ex-agente da ONU que é lançado de novo no terreno para tentar descobrir a origem da epidemia e, com isso, encontrar uma solução para o espinhoso problema. Sendo forçado a abandonar a sua família para levar a cabo essa nobre missão, Gerry nem sempre olha com bons olhos para as tarefas que tem à sua frente, mas dedica-se a elas com afinco e percorre o globo em busca de respostas. O resultado dessa viagem é uma experiência intensa e, a espaços, assustadora para o espectador. Porém, no geral fica a sensação de uma epopeia algo sensaborona e que não atinge o cume do seu potencial, o que deixa esse mesmo espectador numa espécie de limbo desprovido de emoções fortes.


A ambição de “World War Z” não tem limites. Nota-se bem isso em cada cena preenchida por centenas de figurantes, sendo fácil compreender a razão pela qual as filmagens foram tão árduas e demoradas. O próprio Marc Forster admitiu numa entrevista que já estava cansado de filmar sequências gigantescas e que já tinha saudades de rodar uma pacata cena de jantar, com não mais do que quatro ou cinco participantes. “World War Z” é épico, talvez o primeiro épico de zombies em toda a História do cinema. De certa forma, isso faz com que seja uma fita especial, digna de um visionamento atento e cuidado. O grande problema, todavia, é que devia causar muito mais impacto do que realmente causa. O espectador sente a tensão das personagens, especialmente a de Brad Pitt (ou não estivéssemos na presença de um dos melhores atores da sua geração). A aflição é palpável e as emoções que trespassam os corações das personagens são genuínas. Porém, poucas são as sequências que realmente nos fazem saltar da cadeira, que verdadeiramente nos fazem agarrar o coração palpitante e limpar o suor da testa. “World War Z” não aquece nem arrefece, o que é deveras estranho num filme que aborda temas tão empolgantes como o fim do mundo e o colapso da civilização. Pitt esforça-se e o espectador entra em contacto com a sua dor, mas as restantes personagens não passam de objetos descartáveis que surgem e abandonam a película à luz da lei da conveniência narrativa, e isso fere indelevelmente o equilíbrio do filme, talvez até mais do que a dentada agressiva de um zombie maldisposto. Nota máxima para a sequência final no laboratório, que impregna a película com um aroma de terror mesmo à beirinha do fim. Nota máxima também para o modo como Forster capta o desmoronar da sociedade, muito embora a câmara seja por vezes excessivamente ansiosa. Nota mínima, no entanto, para o resultado final sem sal e desprovido de grande impacto. Em poucas palavras, digamos que “World War Z” não é mau, mas também não é o filme que dê vontade de rever mal os créditos começam a rolar (afinal de contas, a imagem de marca de qualquer filme acima da média). 
Classificação – 3 Estrelas em 5

3 comentários:

  1. Ia jurar que no Land of the Dead os Zombies seguem um líder e trabalham em conjunto.

    Kes

    ResponderEliminar
  2. Tem razão Kes.No Land of the Dead os zombies seguem um líder,também zombie como eles,e trabalham em conjunto.Não é por isso a primeira vez que se vê tal coisa no cinema...

    Gostei do filme.Não é película merecedora de um óscar mas é entretenimento garantido e tem bons momentos de suster a respiração.E afinal não é isso mesmo que o cinema é acima de tudo...entretenimento?

    ResponderEliminar
  3. Anonimo: Sim, dai eu também ter gostado do filme. E o facto de não esperar muito dele. Mas o livro é completamente diferente e dizem que é uma obra prima. Deviam de ter aproveitado o que tinham. E num tópico tão usado e já um pouco gasto como é os zombies (que eu adoro) algo de novo estilo remake do Dawn of the Dead ou 28 days later caia mesmo bem.
    Só tenho pena disso.

    Kes

    ResponderEliminar

Post Top Ad

Your Ad Spot

Páginas